segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A todas meu muito obrigado...






Vou aproveitar que dei uma pausa nos estudos para fazer uma homenagem aqui no blog. A homenagem é para minhas alunas de jazz da Hard Dance Center: Andréia, Cenira, Silvanete, Priscila, Valéria, Monica e Marcele. Estas sete “meninas” foram as corajosas que começaram a fazer aula de jazz comigo em julho e encararam três coreografias na apresentação da academia no começo de dezembro.


Três delas, Andreia, Cenira e Silvanete haviam sido minhas alunas no Centro Cultural da Secretaria de Cultura de Limeira. Depois de alguns meses parado e sentindo muita falta de dançar montei uma nova turma e as três me acompanharam. Elas já haviam se destacado dentre as minhas alunas do ano passado pela animação, praticidade, alegria, experiência e empolgação. Nos meses que dei aula no centro cultural tive em minhas mãos alunas muito talentosas, e dessas algumas se tornaram amigas, as três são exemplo disso.

Vejo nas aulas de dança uma atividade muito prazerosa. Apesar de não ter tanta experiência quantos as professoras que me ensinaram o pouco que sei, acredito que a criatividade e a empatia com cada tipo de aluna é fundamental. Depois de cerca de cinco aulas e ensaios, não existe mais nenhum relacionamento professor-aluna, nos transformamos em uma família regada a música, amizade e diversão.

Os encontros de sábado a noite eram diversão e suor garantidos. Suávamos a camiseta com aquecimento e alonagento e rimos muito durante a elaboração das coreografias e planejamento da apresentação. Todas, sem excessão, colaboraram muito com meu crescimento como professor e como pessoa também. Toda comunicação interpessoal pode nos dar degraus para crescimento, essas aulas de dança não foram diferente.

As sete meninas que persistiram até o final foram criativas, receptivas, alegres, inteligentes, carinhosas, animadas, entusiasmadas com qualquer novidade e brilharam muito no palco do Teatro Vitória e no “Natal das Nações” no começo deste mês. Tivemos algumas desistentes, mas os motivos foram mais fortes. O gostoso foi ver essas três desistentes no teatro! Tenho certeza que ficaram arrependidas de sairem!!! Hauhauahu Mas ano que vem, provavelmente teremos muito mais. Os planos já estão sendo feitos e sempre há espaço para mais um nessa família que construimos.

Mais dois

Aproveitando o texto, gostaria de registrar meu eterno agradecimento à proprietária da academia, Giselle Barana. Foi com ela que aprendi boa parte do que sei sobre dança. Foi lá que comecei a dançar e a pegar gosto pela atividade. Me estimulou a estudar dança, estudar técnicas de alongamento, aquecimento e tudo o que preciso para ser um “bom amador”. Agradeço mais ainda a oportunidade e o apoio que me deu para voltar a dar aula. Sai da Hard Dance em 2007 como aluno e voltei este ano como “professor” (está entre aspas porque não me considero um professor na essência, gosto de compartilhar o que gosto de fazer e ver resultados brilhantes no palco).



E um último agradecimento ao meu amigo Bruno que sempre esteve nas aulas de dança dando seus pitacos e criticas às coreografias. Gracias!



Última mensagem: 2011 QUE NOS AGUARDE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Uma cidade “inacabada”

Há alguns dias venho observando minha cidade natal com um olhar mais crítico. Limeira parece pra mim uma cidade inacabada. Tudo aqui ou demora para ser concluído ou é aberto ao público de forma totalmente inacabada e desleixada – o famosos “feito nas coxas”. Uma excessão que vale a pena ressaltar é o novo supermercado Covabra. Como bom limeirense que não tem mais nada para fazer além de passear em supermercados, fui algumas vezes à nova loja e gostei muito do resultado.

Voltando ao assunto principal: a falta de arte-final na cidade. Se fosse comparar a um desenho, Limeira não recebeu nem cores, nem contornos com nanquim. Parece que está sempre nos rabiscos com grafite, mal apagados e ainda por cima com linhas tortas. No começo de dezembro foi inaugurada a nova área de alimentação do shopping Pátio Limeira. A expectativa era grande, afinal aquele “shopping” é num dos únicos lugares para entretenimento que a cidade oferece. Conversando com uma amiga proprietária de uma das lojas de alimentação do estabeleimento, recebi algumas fotos sobre como estava ficando a obra. As imagens que ela enviou eram muito bonitas. Mesmo com todo o ar de obra inacabada, a foto feita alguns dias antes da inauguração pasava um ar arrojado do projeto que estava quase concluido.

Infelizmente a impressão não foi a mesma quando visitei pela primeira vez o novo piso. Além de lojas ainda fechadas (os proprietários tiveram uma semana para fazer a mudança de piso – as obras das lojas tiveram mais tempo) e o pior: chão sujo de tinta, espelhos com marcas de mão e pilares ainda inacabados cobertos com TNT. Uma volta naquele local era revoltante. O que os administradores pensam de Limeira. Quem mora aqui não merece um pouquinho mais de cuidado com os empreendimentos? Uma área mal acabada está de bom tamanho para o nível dos consumidores? Achei revoltante e ridículo a administração do shopping permitir uma inauguração tão pobre e uma obra tão mal acabada.

No segundo piso por enquanto há só lojas de alimentação. Uma grande parte desse andar está fechada com cartazes anunciando duas grandes lojas. Mas pra quando? Tudo parece abrir antes da hora na sede de recuperar o dinheiro perdido ou de mostrar resultado logo para seus clientes. E lembrei daquela frase: “Sou pobre mas sou limpinho”. Adaptando ela, “sou limeirense, mas sou civilizado”. Não preciso conviver com um shopping sujo e mal feito.

Para piorar essa má impressão do estabelecimento, no último sábado chegar até aquele local foi um inferno. Neste final de semana minhas alunas da Hard Dance foram se apresentar no “Natal das Nações” da Prefeitura (outro fiasco que comento logo abaixo). Depois de sair do local, com fome, eu e dois amigos decidimos comer um lanche no subway no shopping. Se arrependimento mata eu ainda não descobri, mas garanto que estressa. Uma das principais ruas de acesso ao shopping, a rua Farmaceutico Jacob Faneli (acho que é este o nome) estava intransitável. O desrespeito de alguns motoristas era tanto que tumultuava ainda mais o trânsito enlouquecido no meio de chuva. Motorista furando fila para entrar na rua Carlos Gomes; uma fila enorme de carros nas proximidades do clube Gran São João; motorista lerdo para atravessar um cruzamento; sem contar uma fila enorme para entrar no estacionamento do shopping. Eu e meus dois amigos fomos em dois carros para o shopping. Ao ver aquela fila terrível, já parei na rua mesmo. Consequência: tive que esperar 30 minutos pelos dois amigos... não achavam vaga! Péssimo!

É uma cidade sem nenhum planejamento. Parece qu só planejam certinho como será feito o contrato da merenda das escolas... o resto, vai empurrando com a barriga que tudo se acerta. O problema da rua Carlos Gomes já foi discutido na prefeitura em reunião com polícia militar, guarda civil e representantes do shopping, mas nada é feito. Quando não são os adolescentes atrapalhando o trânsito, é o próprio trânsito de carros, motos e ônibus entrando num caos incrível e intransitável.

Inacabáveis

Outros problemas limeirenses:

- Terminal Urbano rodoviário não fica pronto nunca. A passos de um idoso com osteoporose em estado avançado, cada mês é um avanço tão pequeno que não parece ter fim nunca. A região ainda ganhou um belo lago em dias de chuva. Na frente do senac forma uma poça gigante quando chove. Não tem nenhum bueiro ali? Não parei para observar ainda...

- Museu e Palacete. O primeiro está há meses em obras e também não acaba nunca. Já o segundo os tapumes estão atrapalhando o trânsito de pedestres na rua Boa Morte. Ou carros ou pedestres ali. Esses dias vi dois operários jogarem um balde de água em um homem bêbado que caminhava tropeçando na rua, perto da obra... falta de respeito né?

- Shopping Popular. Alguma novidade? Ao lado da Central de Ambulâncias e em frente ao covabra o prefeito Silvio Félix tinha prometido a construção de um shopping popular...

-“Natal das Nações”. Se não me engano a festa “tradicional” teve outro nome este ano, mas foi um fiasco. Num lugar superescondido, ao lado do Ceprosom, o famoso Natal das Nações mais parecia uma feirinha de escola municipal. Tirando a estrutura de som montada para as apresentações musicais e de dança, as barraquinhas de comida eram péssimas. Como bancadas foram usadas carteiras escolares. Me lembrei na hora das festas juninas improvisadas na escola onde estudei durante o ensino Fundamental!

Custa um pouco mais de planejamento e carinho para com os eventos e obras na cidade? É possível fazer eventos de qualidade com baixos gastos, basta só ter vontade de fazer a diferença e criatividade...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Guerra do Vietnã chega ao fim após 16 anos (1997)

Desabafo Global!!!!! (o vídeo verdadeiro)


Quero estudar um pouquinho mais sobre Brisola para entender o motivo desta nota!!!!!!!

Caetano Veloso - É proibido proibir


O que será que Caetano falaria da juventude de hoje? A juventude que faz trotes universitários violentos e depois de alguns anos estarão no mercado de trabalho lidando com seres humanos... ou uma juventude que não tem mais nenhum tipo de interesse político, nacionalista ou qualquer outro sentimento e consciência crítica perante toda a vergonha que vemos nos noticiários; a impunidade de políticos que insistem em se reelegerem mesmo com fichas sujas, processos vergonhosos no passado ou mesmo os principiantes analfabetos funcionais, artistas pops, sem dizer daqueles políticos que ainda adotam o velho sistema do populismo para dialogar com seu eleitorado... existe juventude que se preocupe com o que Dilma ou Serra prometeram nos debates televisivos, ou a maioria só se preocupa com o que vestem, com os sexos e aparências que sustentam dia após dia sem nenhum conteúdo concreto?

A ditadura passou, as Diretas Já passaram; Não temos, graças à democracia (acredito eu), mais nenhum AI-5 ou presidentes charlatões, militares saindo impunes das torturas... e consequentemente não temos mais nenhum tipo de consciência política e social entre jovens... ou estou errado?

Só um ponto de vista em forma de desabafo...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ximbica - NOVO SINGLE: "Meu Nome É Ximbica (Album Mix)" - OFICIAL

Para darmos um pouco de risada! Adoro paródias e essa Ximbica faz umas sensacionais... "Até palhaço é federal...". Uma paródia com um fundo de verdade, em especial na parte das músicas no Brasil, não é?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Analogias...



Hoje a tarde estava estudando sobre a Revolução Francesa - série de movimentos que ocorreram no final do século XVIII. Quando procurei por mais informações na internet sobre esse período da história francesa, encontrei a gravura que publiquei na abertura deste texto.

A imagem retrata a situação da França até 1789 - data considerada como o início da revolução. Naquela época, o país ainda tinha uma característica feudal e sua sociedade era dividida em três estados. O primeiro era composto pelo clero, o segundo pela nobreza e o terceiro pelo povo - e claro, este era a maior parte da população. Comentários sobre a igreja são até dispensáveis. Durante boa parte de nossa história, desde que o catolicismo foi oficializado como religião na antiga Roma até o início da Idade Contemporânea, o clero gozava de amplos poderes até supranacionais.

A nobreza, ou o segundo estado, dispunha também de seus privilégios no reinado de Luis XVI. Os "privilegiados" eram isentos de impostos; cortesãos recebiam pensões da coroa e o bom viver parecia ser regra para essa classe que tinha o luxo como "regra". Já o povo também dispensa apresentações. Nessa classe caíam todas as obrigações financeiras, como altos impostos feito a talha, o dízimo católico e vários outros pagamentos que extraía desses "trabalhadores livres" grande parte de seus rendimentos deixando só o essencial para a sobrevivência.

Ok... revisão sobre Revolução Francesa feita. (Quem quiser mais algumas informações, o Wikipedia tem um texto aceitável... ). Agora qual pode ser a analogia desta imagem que escolhi para abrir meu post de hoje e nossa situação atual? Felizmente nossa situação econômica não é idêntica a dos franceses do século XVIII. Naquele passado eles passavam por grave crise, miséria e fome. Nós saímos há pouco de uma crise que afetou o globo, e saímos bem, obrigado. Apesar desta vertente da história não ser a mesma, me arrisco a comparar a imagem com nossa sociedade hoje fazendo algumas mudanças nas representações que o autor escolheu.

Na gravura vemos o terceiro estado (o povo) carregando nas costas o primeiro (clero) e o segundo (nobreza). As proporções de tamanho são consideráveis,observem o tamanho do povo e dos outros dois personagens ilustrados. Alguma semelhança com hoje? A classe trabalhadora continua gigantesca... os pobres ainda são pobres, a classe D trabalha para melhorar suas condições de vida e a média vive de aparências, mas continua com seus carnês e prestações dos empréstimos vencendo todos os dias.

Naquele povo gigante eu só mudaria a roupa. Talvez um tênis falsificado da Nike, uma calça jeans de marca e uma camiseta com um logotipo enorme da Ekko ou sei lá qual a marca do momento. Nas costas deste povo, eu deixaria a nobreza intacta, afinal são milhares de trabalhadores que produzem o luxo que a nossa elite atual gosta de exibir nas suas festas. Já o clero eu trocaria pelos políticos. No lugar daquela cruz eu colocaria um bóton de com a sigla de algum partido. Afinal... quem também carrega nas costas os vários políticos com seus altos salários e baixa eficiência?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

EU VOTO PELA EDUCAÇÃO


Olá pessoal... vamos tentar fazer a diferença neste segundo turno? Não deixe de conhecer as propostas dos seus candidatos a presidente e depois de avaliá-las com seriedade, VOTE PELA EDUCAÇÃO. 

Nenhum candidato tratou este tema como deveria no primeiro turno e eles querem deixar o tema isolado... é preciso políticas para melhorar o ensino nas escolas públicas e melhorar ainda mais o desenvolvimento de pesquisa na área de Ciência e Tecnologia no nosso país...

Chega de deixar os jovens e crianças com um ensino péssimo e tirar a atenção das verbas públicas para esta área que é fundamental! Sem estudo não há desenvolvimento em nenhuma das outras áreas da sociedade... uma criança de escola pública da periferia precisa ter o objetivo de cursar uma faculdade e fazer a diferença para sua cidade e comunidade... hoje elas não têm nenhuma perspectiva além de seguir os passos dos pais que também não foram contemplados com uma educação de qualidade.

Então no próximo turno, dia 31 de outubro, não vote pelo PARTIDO, vote pelas propostas e acima de tudo pela EDUCAÇÃO! Só com ela vamos melhorar a condição de muita gente!

Entre neste evento e apoie esta causa!!!! Vamos fazer do facebook e de outras ferramentas uma plataforma on-line de discussão política!

Eleições mais limpas por favor!

Mensagem aberta aos políticos de Limeira:

Gostaria de perguntar algo a todos os políticos que concorreram a cargos de deputado em Limeira este ano: VOCÊS NÃO TÊM VERGONHA DE EMPORCALHAR NOSSA CIDADE COM SEUS SANTINHOS??????????????? 

Na véspera do primeiro turno as principais ruas de acesso às escolas ficaram lotadas com esses malditos santinhos feitos pelos candidatos. Milhares jogados na rua, nas casas, acumulados nas sarjetas, além de placas jogadas no chão numa tentativa desesperada de reforçar o número desses candidatos PORCOS.

Quem defende a queima de cana-de-açúcar, deveria defender uma cidade mais limpa também nas eleições. Os partidos não deveriam permitir tal sujeira nas vésperas das eleições!!!!!!! Só hoje que vi os varredores da Prefeitura limpando a rua da escola Antonio de Queiroz.

TOMEM VERGONHA NA CARA E NÃO SUJEM O ESPAÇO PÚBLICO COMO SE FOSSE O QUINTAL DAS CASAS DE VOCÊS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Depois do jornalismo literário, jornalismo em HQ


Quando a gente para e pensa que a profissão não cria mais nenhuma novidade, eis que alguém se destaca com uma nova forma de fazer jornalismo. A cena acima é do jornalista e cartunista Joe Sacco, do HQ "Notas Sobre Gaza". O quadrinho foi tema de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo do último domingo. Há uma entrevista muito legal com o autor no blog da jornlaista Raquel Cozer (vejam aqui).

Como a entrevista é um pouco grande, vou copiar dois trechos pequenos, mas vale muito a pena ler sobre o jornalista e sobre os acontecimentos da Faixa de Gaza que Sacco relata com sua arte autodidata. Ele demorou sete anos entre pesquisa e produção desses quadrinhos e, segundo as informações do blog de Cortez, o HQ deve chegar nas livrarias ainda este mês pela Quadrinhos na Cia.

Vejam dois trechos que são interessantes para ver a produção deste novo tipo de jornalismo e também para entender o que se passa no HQ:

No livro, vários palestinos dizem que o que aconteceu em 1956 não era importante. Por que tinha tanta certeza de que era?
Os massacres em si eram importantes. Na história do conflito entre palestinos e israelenses, os dois incidentes estão entre os maiores com morte de civis. O de Khan Younis teve o maior número de mortes de civis num único dia em solo palestino. Se os sobreviventes estavam vivos, por que não falar com eles em vez de apenas confiar nos poucos parágrafos do relatório da ONU, que não esclarecem o que houve? Mas ainda há outro lado. Os incidentes fazem parte de um continuum de ataques. As pessoas mais novas, especialmente, perguntavam: “Por que quer saber dessas histórias velhas com tudo o que está acontecendo?” O ponto é que, como jovem no Oriente Médio, você não digere o que aconteceu porque há sempre algo novo sendo enfiado goela abaixo. É triste alguém pensar que não vale a pena olhar para trás.
Mas, entre os mais velhos, havia interesse em falar das guerras de 1948 e 1967.
Sim, isso é verdade. Também acontecia de eles confundirem períodos. Houve tanta coisa difícil na história deles que às vezes eles não sabiam mais dizer o que aconteceu e quando.
Como foi o trabalho de filtrar depoimentos contraditórios?
Bem, você tem que olhar para as lembranças de pessoas sobre o que aconteceu há 50 anos com… não diria ceticismo, mas é preciso olhar de perto para dizer o quanto é de fato verdadeiro, o quanto do que outras pessoas disseram a elas passa a fazer parte das memórias delas também. Não é que não confiasse nelas, mas fiz questão de mostrar em Notas Sobre Gaza essas contradições nos depoimentos para que o leitor conhecesse um problema que enfrentei. O que importa é que o arco da história é real. Algumas pessoas se confundiram, outras disseram coisas que não encaixam na história, mas o arco é real.


[...]

Esse cenário conflituoso você já tinha retratado em Palestina¹. Como começou a se interessar por aquela região?
Quando estava no colégio, eu associava palestinos com terrorismo porque toda vez que ouvia falar neles tinha a ver com bombas ou ameaças. Então fui estudar jornalismo, e, quando comecei a entender o que acontecia no Oriente Médio, me dei conta: os americanos sempre se colocaram como os grandes expoentes do jornalismo, mas nunca me contaram direito o que está acontecendo. Eu me senti traído pela minha profissão. Então, nos anos 80, quis tirar essa história a limpo. Não estava certo do que veria, mas achei que podia retratar minhas experiências na Palestina.
E foi daí que veio a ideia de fazer jornalismo em quadrinhos?
Bem, Palestina foi o primeiro exemplo disso. Não estava pensando em criar uma nova… forma de arte ou seja o que for. Não foi uma decisão consciente, foi meio orgânico. Pensei: vou viver essas experiências, falar com as pessoas, anotar e colocar isso junto. É claro, eu tinha o background jornalístico e isso teve impacto no formato que a coisa tomou, mas só depois comecei a pensar mais claramente no que estava fazendo. Foi na história sobre a Bósnia (Gorazde) que comecei a pensar conscientemente em jornalismo em quadrinhos.

¹ "Palestina" é o nome do primeiro quadrinho que une jornalismo e desenho e que ganhou o prêmio American Book Award em 1996

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O Brasil daqui a 30 anos...



Daqui a 30 anos... você já pensou o que estará fazendo em um prazo tão longo? Afinal, três décadas é quase metade de uma vida e dado às atuais circunstâncias, é bom começar a pensar num futuro longínquo.

O site da revista Exame divulgou nesta segunda-feira, 27, uma reportagem bem interessante sobre a divulgação de dados preliminares do Censo 2010. O título é "Brasil será um país 'adulto e maduro' em 30 anos". As estatísticas iniciais e a previsão que deu importância à notícia foram divulgadas pelo presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Nunes.

De acordo com informações oficiais, a pirâmide etária da população brasileira está se alterando. Essa "pirâmide etária" a que tanto a revista como o próprio site do IBGE se referem, é um gráfico que mostra a população brasileira dividida em faixas etárias específicas, como esta abaixo apresentada nesta segunda-feira durante a divulgação dos dados preliminares.

Fonte: IBGE/2010

Até agora 80% da população foi recenseada. O término do trabalho está previsto para o final de outubro. Como mostra o IBGE, o número de crianças e pessoas com menos de 35 anos diminuiu desde o último censo feito no ano 2000. "Em 2000, as crianças de até quatro anos de idade representavam 9,64% da população brasileira, hoje são 7,17%. As de cinco a nove eram 9,74%, percentual que caiu para 7,79%. A população com até 24 anos somava 49,68% dos brasileiros há dez anos, hoje constituem 41,95%".

Essas informações mostram que a base daquela pirâmide etária está ficando mais fina, enquanto que as faixas das pessoas com mais de 35 anos, em especial os idosos, está aumentando. Apesar de ser otimista pensar que a expectativa de vida está aumentando em nosso país (hoje é de 73,1 anos), o envelhecimento da população pode representar um certo problema no futuro.

Para exemplificar este problema, basta analisar como está a situação dos países europeus. Alguns chegam a pagar para que casais tenham filhos, tendo em vista que a taxa de natalidade lá diminuiu muito. Na contramão, a França, por exemplo, quer aumentar a idade mínima para a aposentadoria de 60 para 62 anos e a discussão gerou protestos no país no último dia 23 de setembro. Além do país de Nicolas Sarkozy, Espanha, Itália, Grécia, Estados Unidos e Japão também estão alterando a idade mínima para pedir o benefício.

De forma geral, o envelhecimento da população é um fenômeno provocado pela melhora na qualidade de vida. Mais vacinas, tratamentos eficientes e infraestrutura adequada nas cidades, por exemplo, fazem com que as pessoas vivam mais e morram menos antes da terceira idade, diferente do que era há séculos atrás. Junto desses avanços, um outro ponto tão importante quanto: a mulher ganhou o mercado de trabalho e ser mãe não é mais a prioridade para muitas - isso diminui cada vez mais a taxa de natalidade.

Tendo toda essa situação como pano de fundo, o problema que um envelhecimento da população pode acarretar é danos no sistema previdenciário. Com o passar dos anos, o número de jovens tende a diminuir. Isso significa menos mão-de-obra sendo reposta no mercado de trabalho e consequentemente mais pessoas se aposentando. Se não bastasse a aposentadoria de um grande número de pessoas, esses aposentados do futuro vão viver mais, afinal a medicina não para de avançar, sendo assim o governo terá que ter mais dinheiro para sustentar essa grande massa. E ai? Problema?

Nestas horas que vale a pena pensar em garantir aquele famoso "pé de meia" para quando a idade chegar, afinal depender do governo hoje já é difícil... espero que o otimismo de um país melhor se concretize, senão vamos ter problemas quando a bengala se fizer necessária.

100 anos



Um dado curioso que o Censo trouxe é o de que o número de pessoas com mais de 100 anos está aumentando no país. "Por outro lado, se ao concluir o Censo 2000 foram encontrados cerca de 24,5 mil brasileiros com mais de 100 anos, agora, com o trabalho ainda em andamento, os registros já contabilizam mais de 17 mil", informa o Instituto. Isso fica visível na pirâmide etária apresentada pelo IBGE quando comparamos os pontos mais altos de 2000 e 2010 da estatística.



Fonte: IBGE

“A queda da taxa de fecundidade e da mortalidade infantil, aliadas à maior expectativa de vida da população, explicam essa mudança do padrão demográfico”, afirmou o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, durante a divulgação do terceiro balanço da coleta de dados do Censo 2010.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"Cartas a um jovem economista"

Confiram entrevista do ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco. Um pequeno incentivo para quem quer seguir a carreira de economista e outro para quem desanima de estudar tanto... "O mundo é dos nerds"!

É por isso que quero cursar uma universidade pública e me tornar jornalista econômico. Ninguém melhor que o economista para dar uma opinião especializada que qualquer outro que só lê jornal. Simbora!!!!

Limeira = Vergonha

Preso em SP um dos principais investigados pela máfia da merenda

Fonte: Estadao.com

SÃO PAULO - Foi preso preventivamente nesta manhã em São Paulo o empresário Eloízo Gomes Afonso Durães, acusado de envolvimento na máfia da merenda. Dono da SP Alimentação, Durães é um dos principais investigados pelo escândalo, suspeito de ter montado um esquema milionário para lavar dinheiro e corromper políticos de São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul, Alagoas, Pernambuco e Maranhão.

As empresas do grupo do empresário e de seu concorrente, a J. Coan, com quem formaria um cartel, são acusadas pelo MPE de terem movimentado R$ 280 milhões em notas frias de 2008 até agora.

Sua prisão, no entanto, foi decretada por causa do suposto pagamento de R$ 170 mil a dois vereadores de Limeira em 2007 e 2008. O dinheiro serviu para arquivar uma investigação sobre irregularidades no contrato da merenda da prefeitura daquela cidade com a SP Alimentação.

Um outro acusado, o vereador e candidato a deputado estadual pelo PV, Antônio Cesar Cortez, o Quebra Ossos, também teve a prisão decretada. Mas, como é candidato, ficará em liberdade.

**

E quem é um dos vereadores que aponta o jornal O Estado de S. Paulo? Dr. César Cortez que ajudou no arquivamento das denúncias contra a SP Alimentação aqui em Limeira. E o incrível é que tem gente que ainda diz que vai votar nesse indivíduo!!!!!! COMO PODE????????

Com toda essa história de propina e prisão, um questionamento fica: o que mais virá a tona agora com esse caso? Se um vereador recebeu R$ 140 mil para arquivar um processo que provavelmente levaria a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Limeira, qual o envolvimento do Prefeito de Limeira, Silvio Félix, que assinou o contrato com a empresa?

O que é mais vergonhoso nessa história toda é que enquanto as professoras e profissionais da educação diretamente ligados às escolas municipais brigam por um ensino de qualidade para seus alunos, políticos brincam com o dinheiro destinado à eles. Como é possível um político que recebeu um voto de confiança do povo prejudicar seus eleitores de tal maneira?

O valor do contrato entre Prefeitura de Limeira e a empresa SP Alimentação foi de dezenas de milhões de reais. A alegação era que uma merenda tercerizada seria mais eficiente e econômica para os cofres públicos. É preciso sim alimentar as crianças que muitas vezes fazem da merenda a principal refeição do dia, mas e o alimento da educação em si e da cultura? Quantos livros poderiam ter sido comprados para as escolas limeirenses apenas com o valor da propina pago a Cortez? Um livro infantil direto da fábrica deve custar aproximadamente R$ 10. Fez as contas? Com R$ 140 mil seria possível garantir pelo menos mais 14 mil livros para essas crianças.

Lembro que enquanto trabalhava no Jornal de Limeira recebi uma pauta do meu então chefe Rodrigo Piscitelli para investigarmos se as escolas da cidade tinham biblioteca. Das municipais pouquíssimas tinham um espaço reservado para os livros, grande parte alegava ter os cantinhos de leitura na própria sala. Não incentivar a leitura é fadar as crianças a continuarem neste esquema brasileiro de uma média de 7,4 anos de estudo por pessoa acima de 15 anos, como consta nas estatísticas oficiais do país.

Se a propina for proveniente de uma parte do contrato, quais teriam sido os investimentos feitos diretamente nas escolas se o contrato não fosse celebrado e a refeição continuasse a cargo das merendeiras da rede pública municipal? Enquanto um contrato desses era assinado, duas ou três escolas foram reformadas para mascarar a realidade, outros prédios foram comprados com a desculpa de se tornarem novas unidades escolares e a parcela de estudantes limeirenses beneficiados com tais atividades foi ínfima.

O problema de investir em educação é que os resultados não são tão rápidos quanto uma bela reforma no prédio ou brinquedos novos para praças abandonadas. O investimento é a longo prazo, mas a política atual não está preocupada com o futuro dos estudantes e sim em mostrar serviço da forma mais rápida possível para garantir uma aceitação maior do eleitorado. Afinal, quem se lembraria que determinado político investiu milhões de reais na qualidade do ensino daqui uns dez anos, quando essas crianças estiverem saindo do Ensino Médio? Isso não é interessante para o ego e para a imagem de nossos políticos, ou é?

É ótimo que uma notícia como esta estoure a menos de semanas do primeiro turno das eleições. Só desta forma os eleitores podem ver quem realmente é o candidato que elas pensavam em desperdiçar seu voto. É preciso pensar com cuidado antes de digitar o número do candidato no próximo dia 3. Política não é só carisma e sorrisos em cartazes, festas de igrejas e eventos públicos.

Mais informações sobre o caso do Dr. César Cortez: Jornal de Limeira

terça-feira, 21 de setembro de 2010

"Bebedeira narcicista e egoista de ignorar os outros..."

Estava olhando as indicações de quem seguir no Twitter e encontrei a página do Arnaldo Jabor (@Arnaldo_Jabor), que particularmente sempre gostei de ler, assistir e ouvir. Me deparei com o vídeo abaixo exibido no Jornal da Globo do dia 22 de julho deste ano. Nele Jabor comenta sobre o caso da morte do filho da Cissa Guimarães e os "machinhos ricos" no trânsito do Rio de Janeiro. Vejam o comentário:



Infelizmente não é só o Rio que precisaria de uma lei como esta. Talvez ela devesse ser apresentada para os chefões dos poderes públicos federais para tentar inibir um pouco mais esses machinhos do trânsito brasileiro. Em Limeira (SP) também há aqueles que se sentem os todo poderosos quando estão com as mãos no volante. E sabe o que é mais engraçado? Quando vejo um comentário como o do Jabor sobre trânsito e os ignorantes atrás dos volantes, na hora me recordo de um desenho bem antigo da Disney, do Pateta como "Sr. Willer, o Motorista". Vale a pena assistir também:



Mesmo em uma cidade do interior de Limeira, pequena em relação às capitais carioca e paulista, a educação no trânsito parece ser zero. Falta de sinalização, alta velocidade, desrespeitos aos sinais e placas ou às vagas de estacionamento (carros parando em lugar de moto e vice-versa). E quem deveria controlar o trânsito se torna tão ignorante e sem educação quanto os motoristas.

Hoje mesmo minha mãe chegou em casa toda revoltada com os laranjinhas (agentes de trânsito de Limeira) que colocaram cones em uma das rotatórias que dá acesso ao Centro da cidade, deixando o trânsito confuso e sem nenhum tipo de sinalização. O motivo dos cones, segundo ela, foi um cano estourado na região da escola Senac. Porém, antes de saber do motivo ou perceber que a sinalização a levou para a contra-mão, um dos laranjinhas já estava anotando a placa de nosso carro e outro, num tom nada amigável já proferia: "Não sabe que está na contra-mão, minha senhora?"

Se fosse eu já responderia: "E onde estavam vocês que não ali na frente dos cones orientando o trânsito?". Porém, na hora me acusariam de desacato a funcionários públicos. Todos têm na ponta da língua dos seus direitos e os deveres alheios, mas fecham os olhos para suas atribuições básicas...

Para finalizar, uma frase do desenho: "Os tolos pisam onde os anjos jamais ousariam pisar". Os pedestres não valem nada para esses motoristas...

"Conhecendo o Brasil em Números" - dados interessantes para estudantes e jornalistas



Depois de comentar minha saudade por escrever reportagens sobre economia, principalmente sobre mercado de trabalho e comércio exterior, resolvi navegar um pouco no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e encontrei algo bem legal. Por estar imerso nos estudos, acabei não acompanhando mais as publicações do site do MDIC e hoje encontrei um "relatório" com várias informações bem interessantes sobre o Brasil.

A publicação se chama "Conhecendo o Brasil em Números". Foi lançado em junho deste ano. Se foi por motivos eleitorais, não sabemos, mas os dados que o arquivo trás parecem ser confiáveis e bem úteis para jornalistas, economistas, toda uma gama de profissionais que dependem desse tipo de informação para seu trabalho diário. Além deles, quem também pode tirar proveito da publicação são os estudantes. Nas aulas de geografia brasileira e até geral, várias vezes nos deparamos com tabelas de dados e gráficos de evolução do PIB, população entre outras variáveis que fazem parte do panorama do país.

Sem nenhum compromisso, curiosos também conseguem algumas informações interessantes ali. Um das tabelas, na página três, traz dados sobre infraestrutura do Brasil. Junto dos dados sobre extensão territorial e número de habitantes, a tabela mostra a quantidade de celulares, telefones fixos, estações de rádio e retransmissores de TV.

Os números são do ano passado, provavelmente fornecidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e mostram que no país há 179 milhões de telefones móveis contra 41,7 milhões de telefones fixos. Se compararmos com a população total do país - 189.953.000 em 2008 -, são praticamente um celular para cada 1,06 pessoas... melhorando este número, aproximadamente 6% da população não tem um telefone móvel. Dá para imaginar o quanto as operadoras de celular não faturam anualmente e fica claro o motivo de tanta propaganda para a massa consumidora. Vejam a tabela abaixo com mais informações:



Para os estudantes, em especial pré-vestibulandos, as tabelas como "Indicadores Sociais do Brasil" (pág. 4), "Acordos Comerciais em que o Brasil é Parte" (pág. 25) e "Brasil no Mundo - Produção e Exportação de Produtos Selecionados" (pág. 24) são bem úteis. Essas tabelas, como exemplo uso a primeira, mostram como está a expectativa de vida no Brasil, quantidade de brancos, negros, índios e outras etinias e, na minha opinião o dado mais triste, a média de anos de estudos para pessoas com mais de 15 anos: 7,4.

Estudar apenas 7,4 anos é praticamente nem completar o Ensino Fundamental, etapa obrigatória na educação de uma pessoa. Não é sem motivo que a participação política da população decai tanto com o passar das décadas. Exemplo disso é a falta de manifestações sociais como as de 1964 relatadas por Zuenir Ventura em "1964, o ano que não terminou" e movimentos da década de 1980. Falta de estudo torna a grande massa cada vez mais manipulável pela elite da comunicação e pelos políticos populistas. Tudo é festa, tudo é bom quando o dinheiro vem fácil e o voto é garantido. Parece que parte da população está acomodada com a simplicidade que o governo oferece e não quer brigar pelo direito de uma educação de qualidade.

Enfim... isso seria tema para um outro post... mas um detalhe adicional da tabela mencionada: taxa de analfabetismo está em 10% da população. Se 10% é analfabeta e o resto estuda em média 7,4 anos, o que é da intelectualidade do país?

Quem ficou interessado pelas informações do Ministério, acesse este link direto (aqui). Lá você encontra o arquivo para fazer o download.

O site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior também tem mais publicações, notícias e informações bem legais para quem gosta de economia e áreas afins. Acesse: www.mdic.goc.br.

Peguei algumas informações lá e quero escrever mais algum post para o blog sobre eles... em breve coloco aqui.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"Loca, loca, loca...."



Shakira mal lançou a sua nova música de trabalho e os acessos no Youtube passaram a marca de 2 milhões desde o final de agosto. Depois da tentativa de um novo estilo com "Give it Up to Me" com participação especial de Lil Wayne, a colombiana volta para sua raiz musical. No site oficial da cantora (Shakira.com) a informação é de que a música já está rodando com a cantora na turnê mundial Sale el Sol (O sol nasce, para o português). O ponto de partida do novo show da cantora foi Montreal, Canada, no dia 15 de setembro e o cd com novas canções só sairá em outubro.

O site oficial da cantora também divulga todas as datas da turnê (para saber mais clique aqui).

O novo álbum de Shakira será lançado só no dia 19 de outubro. De acordo com informações oficiais, o CD trará o sucesso da Copa da Fifa deste ano "Waka Waka". A música foi feita exclusivamente para os jogos na África do Sul, mas tomou dimensões internacionais e está tocando em todo lugar. O CD foi gravado na República Dominicana. E repetindo a tendência dos últimos álbuns de Shakira, algumas músicas serão lançadas em espanhol e inglês. Confira abaixo a versão em espanhol de "Loca".

A música "Loca" foi incluída na página oficial de Shakira no Youtube no dia 31 de agosto. Desde essa data até hoje (20 de setembro de 2010) foram registrados 2.833.109 exibições. Já a versão oficial de "Waka Waka (This time for Africa)" teve 25,5 milhões de exibições - não foi possível obter mais informações porque o conteúdo foi bloqueado no Brasil pela Vevo por conta de direitos autorais. Esses são números apenas da página oficial da cantora, vale lembrar que no Youtube há mais de uma página que abriga esses clipes, sendo assim o número pode ser ainda maior neste curto período de tempo.

Só para comparar, o clipe "Bad Romance" de Lady Gaga, a cantora mais comentada dos últimos meses, teve 281,15 milhôes de exibições desde o dia 23 de novembro de 2009. Foram 930 mil exibições por dia em média desde o lançamento no Youtube contra uma média de 141.655 exibições por dia do novo clipe da Shakira. Muito ou pouco?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Bento XVI admite demora da Igreja em resposta a denúncias de pedofilia

Direto do Estadão.com.br (http://migre.me/1jPK4)

"EDIMBURGO - O papa Bento XVI reconheceu nesta quinta-feira, 16, pela primeira vez que a Igreja Católica não foi suficientemente atenta, veloz e decisiva na resposta a casos de abusos sexuais a menores por padres .

Na viagem ao Reino Unido, mais um dos locais onde foram registrados nos últimos anos inúmeros casos de padres pedófilos, o papa voltou referir-se a estes escândalos e expressou sua "profunda tristeza".

"Tenho de dizer que sinto uma grande tristeza. Tristeza porque a autoridade da Igreja não foi suficientemente vigilante, nem suficientemente veloz, nem decidida para tomar as medidas necessárias", disse Bento XVI aos jornalistas que o acompanhavam no avião de Roma para Edimburgo.

O pontífice ressaltou a necessidade de oferecer ajuda psicológica e espiritual às vítimas. Sobre os padres pedófilos, o papa disse que não se deve permitir que estas pessoas culpadas se aproximem dos jovens."


***

Vale lembrar um pouquinho da história da Igreja Católica num caso como este. Lá na Idade Média, pouco antes de quando as nações européias começaram a se fortalecer após o período do feudalismo, essa "instituição" começou a colecionar terras e aumentar seu poder supranacional.

Um dos primeiros pedacinhos de terra foi doado por Pepeino, o Breve, rei dos francos. Seu pai, Carlos Martel havia derrotado os muçulmanos que estavam em expansão no século VIII na Batalha de Poitieres e cai na graça do papa de então. Depois do episódio, seu filho derrotou os lombardos que estavam ameaçando o papa e após expulsá-los da região, deu a terrinha para a igreja.

O poder e as propriedades da igreja começou a aumentar (até a queda desse poder com a Reforma de Lutero). A questão de tudo isso é que com a ganância do poder centralizador, os padres foram impedidos de se casarem. A medida era estratégica, sem herdeiros, as terras onde esses padres moravam não seria dividida, mas voltaria para a igreja.

E como está a igreja hoje? Ela não parece mais ter problemas com heranças... alugam casas para os padres nos bairros das igrejas que comandam, eles trocam de carro sempre que podem (carros bons diga-se de passagem) e ainda abusam de crianças porque são impedidos de se casarem. Por que não legalizarem o casamento? vai saber...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Filho Legítimo do Brasil



Uma revolta contra a política educacional, contra a inércia brasileira e a cegueira jornalística do interior

Nascido em Limeira, há duas horas de ônibus de São Paulo, sou um filho legítimo do Brasil. Qualquer semelhança é mera coincidência.

Mamãe e papai se casaram há mais de 25 anos e se separaram há cerca de quatro. Quando se conheceram, ela era trabalhadora, ele também. Ela filha de descendentes de espanhóis e italianos, ele de um italiano imigrante. Meus avós maternos pobres, os paternos tiveram bens e uma fábrica de tanques no passado.

Os dois, papai e mamãe, estudaram. Completaram o Ensino Médio, antigo ginasial, e alguns anos depois se matricularam numa faculdade particular de Limeira, Isca Faculdades. Ela cursava contabilidade, ele economia. Abandonaram o curso ainda nas matérias elementares da área para casarem e começarem a construir a casa onde estou neste momento escrevendo este texto.

Começaram pelos fundos do terreno. Na verdade começaram emprestando dinheiro do dono da fábrica de tanques, meu avô, para comprarem o terreno. Eram cinco cômodos, uma varanda grande e um enorme quintal. Quintal onde vi crescer morangos quando tinha cinco anos e onde colho acerolas hoje em dia. O espaço verde está menor, porque os cômodos da casa foram aumentando conforme a família cresceu. Do casal de ex-universitários, em 1986, passamos a três indivíduos nos 360 metros quadrados num bairro pouco afastado do centro comercial de Limeira. Menos de três anos depois já éramos quatro, com minha irmã caçula, a última da produção.

De quatro cômodos a casa passou lentamente para um número bem maior. Tão lentamente foi a ampliação que alguns detalhes foram terminados só no final da década em que vivemos, em pleno século 21.

Acredito que com cinco anos, ou menos, eu já estava matriculado em alguma escolinha. Pré-escola, ou maternal, não sei qual o nome que recebia as escolas “CIP” e “Cavalinho de Pau”, dois lugares que guardo algumas lembranças, poucas, mas há algumas. Depois dessas veio minha iniciação na vida legítima de um brasileiro. Fui matriculado na escola infantil “Chapéuzinho Vermelho”, próximo ao Mercado Municipal, escola municipal.

Um lugar muito gostoso onde aprendi as primeiras letras, como juntá-las com um lápis no papel e como pronunciá-las em sílabas e palavras. Tudo com uma ajuda de minha tia carinhosamente chamada de “Tica”, nascida Maria Luiza. Enquanto mamãe e papai trabalhavam, era na floricultura da tia Tica que passava o tempo entre escola e retorno para a casa.

Da escola com nome de conto de fada infantil para uma de nome mais ousado e bem maior: Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau “Brasil”. Era o máximo ver alunos bem mais velhos, da quarta ou oitava série com o mesmo uniforme. Um prédio tão grande, na época passava pela última reforma que contrastava o velho com um modelo arquitetônico público atual, todo cinza, sem reboque, só tijolos, acho que é assim até hoje.

No primeiro dia de aula, lembro bem, estava ansioso para começar a escrever. Enquanto arrumava as canetas e o caderno brochura em cima da carteira de tampo cor creme e estrutura metálica verde, a professora conversava com alguém na porta. Naquela escola tive até aulas de música - tocávamos alguns instrumentos sem noção nenhuma, mas sempre copiávamos algumas músicas no caderninho dedicado exclusivamente a esta disciplina e íamos para uma escada, num lugar afastado das demais classes, para cantarmos e tocarmos, ou melhor, fazer barulho. Além de música, lembro também das aulas de matemática. Usávamos canudinhos, desses de tomar refrigerante, para contar dezenas, centenas e unidades. Existia até uma competição para ver quem tinha mais e os mais bonitos da sala.

Tempos bons.

Na segunda série mudei de escola. Foi no ano em que não existiria mais escola de primeiro e segundo grau juntas. Parte dos meus coleguinhas de classe foi transferida para uma escola municipal chamada Lázaro, eu comecei a estudar em uma perto de casa, Escola Estadual “Professor Antônio de Queiroz”. Considerada muito boa entre mães e professores na época. Um prédio também grande, com escadarias, corredor grande e doze salas vizinhas. Uma quadra grande até então descoberta e outra menor do lado onde passávamos os recreios jogando queimada com as bolinhas da Coca-Cola.

Lá passei seis anos de minha vida. Era feliz. Principalmente porque podia acordar dez minutos antes do meio dia e ir para a escola correndo sem encontrar o portão fechado. A escola fica a três quarteirões de casa, com direito a dois bares no meio do caminho onde comprávamos chicletes, chocolate e bala. Lembro com mais clareza das professoras e das aulas. “Dona Célia”, de História, costumava passar até três lousas de matéria. As salas tinham lousa na frente e atrás, ela fazia questão de usar as duas. Não me lembro se explicava a matéria tanto quanto copiava o texto do livro, mas ficávamos cansados de tanto escrever em sua aula.

Depois da professora Solange de Educação Artística, a professora, ou também “dona” Vera, de ciências era minha preferida. Adorava aprender sobre ponto de gravidade, sistema reprodutor das plantas e outras matérias da sua área. Ela e a professora de português, Maria Helena, foram as melhores da época. Impunham respeito e eram rigorosas com a disciplina. A bagunça alguns dias era incontrolável, afinal, só quando saímos da escola que percebemos quanto tempo perdemos falando alto, brincando e correndo pelo corredor. Mas deve ser difícil segurar uma criança por tanto tempo numa carteira – imagino hoje em dia, o desafio que deve ser.

O Ensino Médio fiz longe de casa. Escola Estadual “Professor Antonio Perches Lordello”, uma chatice, conhecida como prisão pelos alunos e elogiada pelo rigor que a antiga diretora, Dona Minerva, impunha para alunos e professores. Deve ter sido uma herança da ditadura militar, afinal havia mais regras que espaço aberto para os alunos respirarem um ar fresco. Hoje há menos espaço com céu livre ainda considerando que a quadra foi coberta e esta costumava ser o local onde tomávamos sol em dias frios. Não se podia usar chinelo, não podia entrar de piercing, não era permitido tatuagem, era preciso levantar ou tirar a blusa de frio para mostrar o uniforme e todo santo dia havia mensagens da vice-diretora popstar. Os primeiros minutos da primeira aula eram exclusivos para suas palavras, avisos e advertências em públicos para as salas que não se comportavam.

Foram três anos, passaram rápido, mas foram péssimos. O motivo de tanto ódio para com a escola é que o local parece a Índia: dividida em um sistema de castas. Alunos eram, e ainda são, classificados pelo dinheiro e pela inteligência. Os melhores de bolso e de cérebro ficavam nas séries um, dois ou três. O número ia decrescendo assim como a qualidade da sala. Era, e é, revoltante uma escola que deveria preservar o direito constitucional da igualdade fazer tal distinção entre os alunos. Estudei no 1º4, 2º2, 2º1 (promovido por conta de um bom resultado em um simulado interno) e conclui essa fase escolar no 3º 7, a pior sala da manhã.

Nestes mesmos anos ainda cursei Técnico em Administração na Escola Técnica Estadual “Trajano Camargo” e Técnico em Informática no Colégio Técnico de Limeira (Cotil – Unicamp). Não fiz estágio nem nunca trabalhei em nenhuma das duas áreas.

Ao me formar, o recém-empossado presidente petista Lula “lançou” o ProUni – Programa Universidade para Todos. Naquele ano fiz o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), tive uma boa pontuação e consegui uma bolsa de 50% para cursar uma faculdade particular. Me inscrevi na mesma faculdade dos meus pais, Isca, no curso de Jornalismo.

Foi uma área que me identifiquei bastante, fiz estágio, fui classificado em um prêmio importante para estudantes da área e trabalhei por pouco mais de um ano, depois de formado, contratado como Auxiliar de Redação em um jornal de Limeira. Fui demitido e finalmente batizado como filho legítimo do Brasil: desempregado, estudante de escola pública durante toda a vida e com todos os requisitos básicos para ser mais um cego e alienado na multidão que segue a inércia das políticas públicas e o domínio cultural promovido por grandes empresas e poderosos “pensadores” nacionais.

De todos meus amigos das épocas do Ensino Médio e Fundamental, é possível contar no máximo em duas mãos o número de pessoas que seguiram uma vida acadêmica em uma universidade pública. Tentar sei que vários tentaram, mas muitos, assim como eu, pagaram pela sua “Educação Superior”.

Atualmente estou fazendo cursinho pré-vestibular para participar dos vestibulares das universidades públicas de São Paulo. Já formado jornalista e com um objetivo profissional bem definido, vou diariamente para as carteiras do cursinho reaprender o que o tempo e a má qualidade do ensino fizeram o favor de não fixar na minha estante de conhecimento. Pago mensalmente quase R$ 300 para rever em dez meses matérias de três anos de Ensino Médio. E justamente hoje, em uma aula de literatura, o tema política e eleições 2010 foi abordado.

Na volta para a casa, vim pensando na revolta do professor para com o sistema e juntei sua argumentação com minhas constatações durante esses seis meses de cursinho. Depois de ter um diploma nas mãos, voltei praticamente para Ensino Médio a fim de reaprender todo aquele conteúdo que deveria ter sido fixado durante três anos na escola pública.

Junte esse questionamento àquela antiga constatação de que escola pública não presta, uma pitada de consciência eleitoral e política e duas colheres de revolta nacionalista e chegamos a uma bela conclusão: O que foi feito da política para mim e para meus amigos das classes das escolas “Brasil”, “Antonio de Queiroz” e “Perches Lordello”? Qual foi a política empregada pelo poder público que me beneficiou diretamente durante esses mais de 15 anos que passei nas carteiras escolares para tentar ser alguém na vida?

Infelizmente sou um filho legítimo do Brasil. Quinze anos de educação pública com qualidade ruim fruto de uma má administração pública e um processo de modificações no sistema que só falharam.

Um filho que cresceu com a educação pública em processo acelerado de apodrecimento; que tem que pagar um cursinho para poder competir com o mínimo de igualdade possível com os estudantes de escolas particulares, escolas que suprem toda a carência do sistema público a preços caríssimos.

É justamente nesta época do ano que candidatos batem no peito e se dizem os heróis da nação pelos feitos da educação ou se proclamam os messias de uma nova era para a rede pública de ensino. O que seus antecessores fizeram que eles vão aprimorar? Como vão resolver todos os problemas das escolas piores colocadas em pesquisas e avaliações de ensino promovidas pelos governos estaduais e federal?

É ridículo ter que pagar pela educação enquanto temos direito a ela. Infelizmente temos uma educação que mais cala que esclarece. Educação pública que prepara para a inércia do descontentamento e não para a lucidez do desenvolvimento.

Isso é visível até no mercado de trabalho. “Para que evoluir, para quê aprimorar o texto jornalístico, o conteúdo oferecido se o público não é mais leitor e sim consumidor de catástrofes da página de polícia e gols da área de esportes?” Essa foi uma das indagações que ouvi quando quis dar conteúdo para quem compra um jornal e tentar levar cultura e textos que façam as pessoas procurarem sair do marasmo intelectual que se escondem. Uso a cena como exemplo da situação.

Infelizmente algumas pessoas perderam tanto a esperança na educação que até formados e auto-intitulados “excelentes jornalistas” esqueceram que essa profissão não é um palco para ataques mesquinhos e individualistas; que jornalismo não é um meio para enaltecer seu ego ou um ponto central na orquestra dos textos vazios para o principal foco das atenções de uma elite; jornalismo é sim um meio de educar leitores, barrar a inércia da corrupção e da má vontade política e brigar por uma atenção maior para educação e outras áreas básicas que o poder público deixa a desejar.

Estamos numa democracia, e ninguém melhor que seus integrantes para reclamarem por melhoras em outubro. Hoje não há mais manifestações populares como antigamente. No lugar das revoltas do afetados pela má administração da verba pública, estão eleitores do Tiririca, dos cantores do KLB, da Mulher Melão, do Clodovil, do Frank Aguiar, e outros políticos corruptos. Os antigos revolucionários deram lugar para os filhos legítimos do Brasil.


É pra chorar...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Estudar na internet é uma boa... e várias surpresas podem aparecer

A internet é uma ótima fonte de pesquisa e disso ninguém duvida. Fonte essa que deveria ajudar cada vez mais estudantes de ensino médio e fundamental ao invés de atrapalhar o desenvolvimento de crianças e adolescente...

Questionamentos a parte, estava eu estudando sobre Guerra do Golfo de 1990 e 1991 e acabei encontrando um vídeo que me fez rir. Na época as imagens provavelmente impressionavam os telespectadores do Jornal Nacional de 1995: o lançamento do duas vezes mais rápido Windows 95!!!! Assistam que cômico os modernos computadores da época! Pior que eu lembro dessa época... usava um Windows 3.11 e ficava bravo por não ter a barra de tarefas no rodapé da tela e poder ver os ícones dos programas que eu mais usava... eeeee passado que não volta!



E sobre a pesquisa... quem quiser lembrar um pouquinho de uma das ofensivas dos Estados Unidos contra o Iraque e contra Saddam Hussein, aqui está a notícia transmitida por Bonner e Sérgio Chapelin, do dia 17 de janeiro de 1991. O assunto foi tão relevante que toda a escalada (as manchetes do dia narradas pelos apresentadores do programa) do telejornal daquele dia foi feita com flashes e informações sobre a guerra.

Observem a mensagem escrita no míssel - "To Saddam, with love" -, e as animações feitas pela Globo da época.





Doze anos depois, mais alguns ataques na capital iraquiana, Bagdá: http://www.youtube.com/watch?v=Kwh9FakwcxQ&feature=related, com narração de Fátima Bernardes. Imagine gravar as imagens do bombardeio... eu queria estar lá no meio... (risos). E uma ressalva, no primeiro vídeo o Jornal anunciou que foi a maior ofensiva aérea da história, neste que não consegui incorporar aqui no blog, Fátima diz que o ataque foi maior que o da Guerra do Golfo...

Aqui imagens da emissora norte-americana CNN:



É bom ficarmos sempre atentos com o "poder" dos Estados Unidos e essa sede de Guerras. Estudando Geografia e até História é visível o envolvimento sempre ativo dessa potência em grandes conflitos políticos sempre com um fundo econômico e interesses bem claros pela manutenção de seu poderio e (pseudo-?)hegemonia.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Do cãozinho dos teclados para o fruto do funk carioca

Você já pensou em quem vai votar para deputado? Um médico charlatão de Limeira, um cantor em decadência ou uma funkeira exibicionista e desafinada?

Agosto, setembro e finalmente outubro e tudo pode mudar, ou melhor, tomar caminhos diferentes. Daqui a menos de dois meses começam as eleições e a corrida pelos cargos máximos do poder Executivo e Legislativo já começou. Apesar de andar pelas ruas daqui de Limeira e ver, a cada esquina, a foto de dois dos candidatos mais conhecidos na cidade com seus partidos e números estampados, é na internet que encontro os casos mais bizarros.

Essas eleições estão no mínimo curiosas. No Facebook, vira e mexe aparece fotos e vídeos de candidatos que faz qualquer um sentir vergonha do povo brasileiro ou então desperta aquela gargalhada com fundo de indignação. Há menos de duas semanas um dos membros desse site de relacionamentos publicou a foto de uma candidata muito "sem noção": Mulher Melão. Como todo santinho que se preze, a candidata é estampada sorrindo com seu número estampado, a coligação no canto da arte e aliado a essa produção eleitoral, um melão "fruto do funk" e um decote generoso no seu figurino de campanha. E não é que é verdade? Uma pesquisa no Google confirma essa bizarrice! Ela é candidata a Deputada Estadual pelo Rio de Janeiro! (Pensei que era brincadeira de internatuas, mas uma notícia no jornal O Dia confirma).

Seguindo a moda de Frank Aquiar, o cãozinho dos teclados, Mulher Melão não é a única "celebridade" que se aventura na política! Kiko e Leandro, do trio KLB também são candidatos!!!!! O jingle contagia: "Estual é Kiko, federal é Leandro". Não recordo o trecho que vem antes disso, mas é tão irrelevante que o adjetivo se transforma em revoltante. O que os dois cantores vão fazer como deputados estadual e federal????????

E o que é pior: tem gente que vota! Afinal, Clodovil e Frank não foram eleitos quando se candidataram? Tudo bem que vivemos em uma democracia e a candidatura é livre para os brasileiros, mas qual o sentido de eleger alguém como um tecladista forrozeiro, dois cantores pops decadentes e uma funkeira exibicionista? Qual é o sentido da política e a função dos cargos elegíveis quando se coloca alguém que "parece" totalmente leigo quanto à legislações e todos os trâmites políticos e burocráticos que o poder público carrega consigo?

Não critico de forma infundada. Aqui em Limeira é visível o quanto é burocrático conseguir informação com a Prefeitura, por exemplo. De certa forma não é culpa de quem trabalha na área de comunicação do Poder Executivo municipal porque por detrás de toda a visibilidade que obras positivas despertam na mídia e nos olhos dos eleitores estão leis e uma má vontade tremenda de manter a transparência e abrir sem nenhum ressentimento os livros e arquivos de contas públicas.

Das vezes que acompanhei as sessões da Câmara dos Vereadores de Limeira pude ver como a política é suja. O vereador petista Ronei Martins e o vereador do PSB, Paulo Hadich, não conseguiram solicitar uma simples prestação de contas de órgãos públicos. A defensora, ou cabeça do Prefeito Silvio Félix (PDT) na Câmara, Elza Tank, inflou o peito e ordenou aos outros (cerca de) 10 vereadores a votarem contra a solicitação. Esse foi um pedido feito por Hadich no primeiro semestre do ano passado (2009) que queria investigar as contas do Centro de Promoção Social Municipal (Ceprosom), uma autarquia de Limeira. O caso me revoltou tanto que devo ter citado mais alguma vez aqui no blog.

Agora podemos questionar... se um delegado (Hadich) e um estudante de Arquitetura e Urbanismo (Ronei) não conseguem fiscalizar o Executivo cumprindo com a função de vereadores, o que Kiko, Leandro e Mulher Melão vão fazer como deputados????? Estou curioso para saber quantos votos vão conseguir!

REVISTA PIAUÍ

Ainda sobre eleições, li uma matéria na revista piauí deste mês sobre a guerra travada na internet entre os presidenciáveis de 2010. É uma indicação de leitura que vale a pena. Vejo minha mãe receber inúmeros e-mails e na minha caixa de entrada as vezes pipocam alguns também contra o presidente Lula, a favor do Serra e vice-versa. O legal de uma reportagem como a da revista é que fica visível que o "buraco é mais embaixo". É quase um exército on-line mentindo e desmentindo boatos e informações das campanhas e da vida pessoal dos candidatos. Ler uma reportagem como aquela é abrir a mente para o conteúdo on-line e se preparar conscientemente para colocar quem realmente merece no cargo máximo da política brasileira.

a reportagem for escrita pela jornalista Daniela Pinheira, que tive o prazer de entrevistar para minha monografia de conclusão no curso de jornalismo, e se chama "Pancadaria na Rede". No site da revista (www.revistapiaui.com.br) a reportagem ainda não foi liberada para não assinantes, mas em breve deve ser disponibilizada para todos lerem. Quem tiver interesse, vale a pena ir na banca mais próxima e comprar a revista. Essa reportagem não é a única sobre eleições que a revista traz esse mês.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Transtornos mentais atingem 23 milhões de pessoas no Brasil


Estadão.com.br

No Brasil, 23 milhões de pessoas (12% da população) necessitam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões de brasileiros (3% da população) sofrem com transtornos mentais graves e persistentes.

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, apesar de a política de saúde mental priorizar as doenças mais graves, como esquizofrenia e transtorno bipolar, as mais comuns estão ligadas à depressão, ansiedade e a transtornos de ajustamento.

Em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas são afetadas por distúrbios mentais ou comportamentais. Os problemas de saúde mentais ocupam cinco posições no ranking das dez principais causas de incapacidade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Dados da OMS indicam que 62% dos países têm políticas de saúde mental, entre eles o Brasil. No ano passado, o País destinou R$ 1,4 bilhão em saúde mental.

Desde a aprovação da chamada Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei nº 10.216/2001), os investimentos são principalmente direcionados a medidas que visam a tirar a loucura dos hospícios, com a substituição do atendimento em hospitais psiquiátricos (principalmente das internações) pelos serviços abertos e de base comunitária.

Em 2002, 75,24% do orçamento federal de saúde mental foram repassados a hospitais psiquiátricos, de um investimento total de R$ 619,2 milhões. Em 2009, o porcentual caiu para 32,4%. Uma das principais metas da reforma é a redução do número de leitos nessas instituições. Até agora, foram fechados 17,5 mil, mas ainda restam 35.426 leitos em hospitais psiquiátricos públicos ou privados em todo o país.

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Para quem gosta de políticas públicas pode pensar na falta que a divulgação sobre os serviços de tratamento e principalmente sobre esses transtornos mentais faz. Se o número de pessoas que têm os problemas citados na matéria do Estadão é tão grande no Brasil, imaginem a quantidade não-oficial! Várias pessoas não se dão bem no seu dia a dia e reclamam constantemente de variações agressivas de humor sem ao menos saber que podem ser "vítimas" do transtorno bipolar. Já vi campanhas do Ministério da Saúde, e demais secretarias e órgãos dessa área, para vários tipos de moléstias e outras patologias, principalmente focando na prevenção, mas ninguém fala sobre esses transtornos. Será que em pleno século 21 ainda há preconceitos, ou é medo de encontrar tantas pessoas 'transtornadas' e não dar conta do recado depois?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Natura traz novidades para aquecer seu inverno


Marca lança linha de hidratantes de Cereja e Avelã este ciclo

por Alex Contin
17 de junho de 2010

Depois de dias quentes e suados finalmente chegou a estação que é reconhecida pela elegância. Estamos oficialmente a poucos dias do início da estação mais fria do ano: o inverno. As temperaturas baixas já estão sendo registradas pelos termômetros oficiais e em Limeira eles já marcaram 6º Celsius. Com esse frio não dá vontade de sair da cama e as vezes a preguiça predomina ao pensar em tomar banho, naquela água que demora para esquentar e depois não dá mais vontade de sair e enfrentar a brisa gelada ao abrir a porta. Pensando nessas características tão marcantes do inverno, a Natura lança no seu próximo ciclo de vendas uma linha especial de hidratantes para o corpo, mãos e pés.

A novidade é a linha Tododia Cereja e Avelã. Além de uma nova fragrância para a linha que já é conhecida pelos seus hidratantes de Macadâmia, Algodão, Mel e Cereais, Alecrim e Sálvia e Frutas Vermelhas e Pêssego, o cheiro único da união da vermelha e suculenta cereja se juntou à doce avelã. Um cheiro delicado e gostoso aliado a uma fórmula que, segundo a Natura, garante até 30h de nutrição para o corpo.

Além da fragrância inovadora, a linha também traz uma novidade especialmente pensada para o inverno. Estamos falando do Hidratante de banho com enxague. Para quem não gosta nem de pensar em passar hidratante na pele com o frio das noites que estamos encontrando, esse produto é uma ótima oportunidade para manter a pele hidratada. Nessa estação fria a umidade relativa do ar fica baixa, o que deixa o ar mais seco que as outras estações. Por conta disso a pele sofre mais no dia a dia e é por isso que é importante manter a pele do corpo todo hidratada. O hidratante com enxague tem uma combinação exclusiva de óleos vegetais para a pessoa já sair do banho hidratado. Os relatos de queda na venda de óleo trifásicos e óleos perfumados para o banho aumentam quando as temperaturas começam a cair. Por isso nada mais justo que um lançamento como este para deixar a preguiça de lado na hora de cuidar do próprio corpo.

A linha toda do Tododia Inverno é composta pelo tradicional Hidratante de 400 ml com a conhecida válvula pump, o Sabonete Líquido com 300 ml, os Hidratantes para mãos e pés com 50 ml cada, os Sabonetes em Barra que são vendidos em caixas com cinco unidades de 90 g cada e o novo Hidratante de Banho com Enxague. Os preços, apesar de seguirem os valores da linha Tododia chegam para o consumidor com descontos especiais de lançamento. O Hidratante, de R$ 29,80 está sendo vendido por R$ 24,80 durante este ciclo 9 (do dia 18 de junho a 9 de julho). Confira nas imagens abaixo os preços das novidades.

Novidade para as crianças



Os lançamentos de inverno não param nos hidratantes da linha Tododia. A Natura tem uma linha específica para as crianças, com perfumes e produtos para os cabelos chamada Naturá. Neste ciclo essa linha também ganha três novidades: é o shampoo Tcharãn e o condicionador Borogodó. A relação desses lançamentos com o clima frio é sua formulação especial. De acordo com a Natura, a "fórmula inovadora oferece uma secagem 16% mais rápida". Essa é uma característica pensada para as crianças que geralmente são mais frágeis e ficam resfriadas com mais facilidade. Com um tratamento para os cabelos que seca mais rápido, o tempo que a criança vai ficar com a cabeça molhada reduz. Só quem é mãe vai entender o que é uma criança com a cabeça seca nesse inverno...

Além da fórmula especial, essas duas novidades têm cheiro de frutas vermelhas! Delicado e doce... não são características que toda mãe enxerga nos seus pequenos? Para completar a linha de produtos para os cabelos, a Natura também trás o gel Tchop Tchura, ideal para penteados práticos e divertidos em meninos e meninas. O shampoo e o condicionador também são lançados com preços e promoção especial. Na compra dos dois juntos o consumidor ganha um desconto de 20% durante este ciclo 9.

Mudança



Para quem gosta de produtos exóticos e únicos, os catálogos da Natura trazem o perfume Frescor de Castanha com uma nova fórmula. "Com notas envolventes e aconchegantes, a nova fragrância revela a essência marcante e original da castanha, trazendo um toque surpreendente de frescor", define a empresa. O cheiro realmente mudou e ficou muito mais gostoso. De acordo com a Natura, duas pesquisas foram feitas com clientes e constatou que essa nova fragrância superou o Frescor de Maracujá, que é hoje um dos perfumes mais vendidos da empresa. A novidade chega para os clientes também em uma promoção única. O Frescor de Castanha junto com os frescores de Pitanga e Cupuaçu estão por R$ 39,90 - R$ 12 a menos que o preço normal (R$ 51,90).

Minha opinião

Essas novidades e promoções você só encontra nos catálogos dos Consultores Natura. Vale a pena ressaltar que eu, Alex Contin, faço parte desta equipe! (risos). Fiz este texto baseado nas informações que a própria Natura nos passa e também a partir das minhas percepções dos produtos. Na tarde da última quarta-feira, dia 16, pude sentir o cheiro de todos os produtos. O que mais gostei foi o novo Frescor de Castanha. Realmente ficou muito melhor e fiquei sentindo o cheiro do dorso de minha mão de hora em hora. As notas desse perfume são muito agradáveis. Outra fragrância que me surpreendeu foi o cheiro de frutas vermelhas do shampoo e do condicionador da Naturé. Quem tem filhos vai adorar sentir esse perfume do cabelo dos pequenos.

Quem quiser verificar essa novidades, pode solicitar uma visita. Tenho amostras do Frescor Castanha e dos novos hidratantes da linha Tododia. Esses produtos estarão a pronta entrega a partir da próxima semana - assim que a empresa entregar o pedido, claro... Confiram as fotos dos produtos. Caso tenham encomendas, dúvidas ou pedidos de visita, é só entrar em contato pelo e-mail alex.contin@gmail.com, através de comentários aqui no blog ou pelo telefone 7801-1427 (Nextel).

terça-feira, 8 de junho de 2010

Lady Gaga - Alejandro

Finalmente o tão eperado clipe Alejandro. Superprodução hein...



Escrevi a linha antes do clipe antes de assistí-lo completamente. Depois da experiência eu o definiria: superprodução erótica baseada na Madonna... hehehe

Vejam só esses dois clipes para comparar:





Continuando suas coisinhas estranhas... olhem o quite que está a venda no site oficial da cantora:



Uma camiseta, uma vela de sétimo dia, um par de brincos de rosas e um cd. Bem sugestivo não é?

A colheita versus o desmatamento

Acabei de entrar no site da Agência Brasil e uma das notícias que mais me chamou a atenção foi a seguinte:

Safra recorde de grãos deve chegar a 146,9 milhões de toneladas, estima Conab Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O bom regime de chuvas nas áreas de maior produção, o aumento da produtividade do milho no Paraná e em Goiás e o aumento da área plantada com esse cereal e a soja em Mato Grosso são os principais fatores que levaram a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a estimar uma colheita recorde de 146,92 milhões de toneladas de grãos para a safra 2009/2010, que chega à fase final.

O resultado do nono levantamento desta safra, divulgado hoje (8), é 8,7% superior aos 135,13 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2008/2010. A soja deve ser responsável por 68,7 milhões de toneladas, volume 20,2% maior que o da safra passada. A produção total de milho, somadas a primeira e a segunda safras, deve chegar a 53,46 milhões de toneladas, um aumento de 4,8% em relação ao ciclo anterior. Assim, as duas culturas representam 83,1% do volume de toda a safra de grãos.

Segundo a Conab, faltando menos de um mês para o final da safra, já foram colhidos 76% do arroz, 98% do milho primeira safra e quase todo o feijão. Apesar do recorde de produção, a área total plantada no ciclo 2009/2010 é 0,6% inferior à do período anterior, ficando em 47,4 milhões de hectares.

Para a safra de inverno, a estatal estima que a área de plantio do trigo deve totalizar 2,12 milhões de hectares, uma redução de 12,5% em relação à do ciclo anterior. A queda deve ocorrer principalmente nos dois maiores estados produtores, o Rio Grande do Sul e o Paraná, que detêm 89% da produção brasileira. A previsão é que sejam colhidos em todo o país 5,06 milhões de toneladas de trigo, contra os 5,88 milhões de toneladas da safra anterior.

A pesquisa de campo feita pelos técnicos da Conab com representantes de cooperativas, sindicatos rurais, órgãos públicos e privados ligados ao setor em todo o país foi realizada entre os dias 1° e 22 de maio.


Estimulante ler que a safra de grãos deve ser recorde. É um ponto importante para a economia brasileira, afinal esses grãos também são as chamadas commodities, negociadas no mercado externo.

Ok. Mas e a consequência? O texto da Agência só relata os números positivos da safra de soja, feijão e arroz. O primeiro desses itens, vale lembrar, é um dos causadores indiretos do desmatamento da floresta Amazônica, não é? Portanto, qual o impacto do aumento da safra sobre o meio ambiente? Para plantar é preciso desmatar. Onde antigamente eram grandes florestas distribuidas sobre a planície do estado do Mato Grosso, hoje são enormes plantações desse grão motivo de orgulho para fazendeiros.

Pesquisando sobre desmatamento no Google encontrei uma ONG chamada Conservação Internacional. Na área 'Quem somos' do seu site a organização se define assim: "A CI é uma organização privada, sem fins lucrativos, dedicada à conservação e utilização sustentada da biodiversidade. Fundada em 1987, em poucos anos a CI cresceu e se tornou uma das mais eficientes organizações ambientalistas do mundo. Atualmente, trabalha para preservar ecossistemas ameaçados de extinção em mais de 30 países distribuídos por quatro continentes."

O que interessa para este post é uma publicação que está disponível no site. O artigo "Desmatamento na Amazônia brasileira: história, índices e conseqüências", de Philip M. Fearnside, traz dados que são válidos para confrontar com o release do governo. Vejam trechos que extrai:

"Em 2003, a área de floresta desmatada na Amazônia brasileira alcançou 648,5 x 103km2 (16,2% dos 4 x 106km2 da floresta original da Amazônia Legal, que é de 5 x 106km2), incluindo, aproximadamente, 100 x 103km2 de desmatamento “antigo” (pré-1970) no Pará
e no Maranhão (Figura 1; INPE, 2004). O índice atual e a extensão cumulativa do desmatamento abrangem áreas enormes. A extensão original da floresta amazônica brasileira era, aproximadamente, equivalente à área da Europa Oriental." (p. 2)

"Antes do Plano Real, em 1994, a hiperinflação dominou a economia do Brasil durante décadas. A terra era muito valorizada e os preços atingiam níveis mais altos do que poderiam ser justificados como um insumo para a produção agropecuária. a retirada das florestas possibilitava reivindicações pela terra e o desmatamento para a formação de pastagens era o mais barato e mais efetivo nesse sentido, embora seja questionável até onde essa atividade era usada como especulação de terra (Hecht et al., 1988; Farninow, 1998; Fearnside, 987, 2002b)" (p. 2)

"O estado do Mato Grosso, sozinho, contabilizou 26% do total de 11,1 x 103km2 de área desmatada, em 1991, e tinha a maior porcentagem de suas terras privadas em fazendas
iguais ou maiores que 1.000 hectares (84% na época do censo agrícola de 1985). Por outro lado, o estado de Rondônia – famoso por seu desmatamento pelos pequenos fazendeiros – representava apenas 10% do total de 1991, e o estado do Acre, apenas 3%. O aumento para um índice de 23 x 103km2/ano, em 2002, mesmo com a economia interna sem vitalidade, pode ser parcialmente atribuído a um aumento da globalização
das forças de desmatamento, com um marcante crescimento do mercado internacional de soja e, em especial, de carne bovina. Anteriormente, a carne bovina restringia-se ao mercado nacional devido à febre aftosa (Alencar et al., 2004; Kaimowitz et al., 2004)." (p.4)

E agora dados mais atuais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe):


"O sistema DETER – Detecção do Desmatamento em Tempo Real, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), registrou nos meses de março e abril, respectivamente, 51.79 km2 e 51.71 km2 de desmatamentos por corte raso ou degradação progressiva na Amazônia Legal, somando 103.5 km2.

A tabela abaixo mostra o total de desmatamentos verificados no bimestre pelo DETER para os estados da Amazônia Legal:



Informações complementares do Relatório de Avaliação DETEr de março e abril deste ano (disponível aqui):



"O desmatamento por corte raso é o processo de remoção total da cobertura florestal em um curto intervalo de tempo."

E ai? Não vale pensar se o crescimento da safra é bom ou ruim?