terça-feira, 13 de maio de 2008

Adoro esses vídeos!

Frases interessantes

"Com tanto assessor e consultor, alguns meus bons amigos, falta quem lhe diga que conversa em "off" com jornalista é para informar e balizar, não para mentir e confundir. Mentira tem perna curta. Em Brasília, curtíssima." (Eliane CANTANHEDE, Editorial da Folha de 12/05)

"A comunicação só é digerida se aquele que a emite é capaz de colocar-se na altura daquele que o ouve" (citação indireta feita por Juan CRUS no texto da entrevista com Umberto Eco, no caderno Mais! da Folha de S. Paulo de 11/05) .

Um gol da justiça?

Dois assuntos interessantes hoje.

Em editorial do jornal Folha de S. PAulo, o jornalista Clovis Rossi comentou sobre alguns políticos que governaram São Paulo e suas campanhas furadas para angariar votos da população. Contextualizando... Pita chamava o povo para "não deixar São PAulo parar" enquanto o trânsito na cidade vivia congestionado e... parado!
Me ateve particular atenção o final de seu editorial e relembra uma frase antiga.

"Sem estarmos em cima de uma falha geológica, como Los Angeles, resta-nos aos paulistanos esperar por "The Big One", o terremoto colossal que os californianos têm certeza que virá. Mas, lá, é culpa da natureza. Aqui, é nossa, mas a gente acredita nos Dudas Mendonças da vida. Merecemos o "congestionamento final"" (Clovis ROSSI).

A frase? "CADA POVO TEM GOVERNANTE QUE MERECE"

Enfim... essa foi só para registrar. O outro assunto, mais uma vez é os Nardoni, porém de uma ótica diferente e curiosa. Presenciei esses dias um fato curioso. Por volta das 10h30, a TV Record, programa "Hoje em Dia", simplesmente interrompeu uma matéria que estava sendo exibida para dar voz à uma jornalista que informou que havia sido negado o habeas corpus ao casal Alexandre e Ana Carolina. Tá... quando vi que o motivo da interrupção era esse, ja fiz aquela cara de quem está de saco cheio. Confinuei o que estava fazendo, mas observei uma mulher que assistia com interesse a notícia. Quando a repórter disse a decição judicial, foi como se o Brasil tivesse feito um gol, na final de uma copa. Sem brincadeira! Ela deu um grito "Uuuuuuul!!!!". Se estivesse desatento, pensaria que ela foi premiada em alguma coisa, ou estava realmente passando um jogo importante e eu não havia notado.
Achei curiosa a reação dela. Quando passei do seu lado, a mulher sorria. Não pude deixar de perguntar: "Gostou da notícia?".
- "Adoro notícia assim!"

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Hostil às crianças - Ruy Castro

Mais um que não agüenta mais o caso Isabella!

(Folha - RIO DE JANEIRO) De propósito, dispensei-me de acompanhar o circo armado pela televisão no caso da menina Isabella. Mas, pelo que sei, as matérias evitaram reconstituir as cenas da garota sendo efetivamente agredida. Seria ir longe demais, até para os padrões de certos canais. Talvez seja demais também para nós imaginar as cenas dessa agressão.E, no entanto, casos de violência contra crianças acontecem todos os dias, quase sob as nossas barbas. Na semana passada, por exemplo, um bebê de três meses foi atirado pela mãe dentro de um rio na cidade de Ponte Nova (MG) e morreu afogado. Entre várias explicações confusas, a mãe alegou que estava com Aids e pensou que a filha também estivesse.Em meados de abril, outro bebê, este de 11 meses, morreu num hospital em Contagem, na Grande Belo Horizonte, com os indícios mais cruéis de espancamento. A hipótese é que o garoto tenha sido agredido a socos pelo padrasto. Alguns dias antes, no Estado da Pensilvânia, nos EUA, uma menina de dois anos morreu a golpes de um joystick (controle de videogame), desferidos pelo namorado de sua mãe.E não param de sair detalhes das torturas contra a menina de 12 anos, praticadas até março último por sua patroa, uma empresária de Goiânia, com a cumplicidade da família. Entre outras maldades, ela era acorrentada à parede, recebia marteladas nas solas dos pés, tinha os dedos espremidos no vão das portas, a língua beliscada com alicate, era deixada sem comer por dias -quando então a alimentavam com fezes e urina de cachorro- e seus olhos, nariz e boca eram besuntados e entupidos de pimenta.O século 18 era tido como particularmente hostil às crianças, pela exploração da mão-de-obra infantil na Revolução Industrial. No século 21, não temos essa desculpa.

Perturbado?

Me disseram que sou perturbado... será? huahauhua

Pelo menos o e-mail que me elogiou dessa maneira trouxe uma mensagem muito bonita, adoto ela pra minha vida:

"A vida é curta,
quebre as regras,
perdoe rapidamente,
beije demoradamente,
ame verdadeiramente,
ria incontrolavelmente,
e nunca deixe de sorrir,
por mais estranho que seja o motivo. "

domingo, 11 de maio de 2008

Dia das Mães

Apesar de ser um dia extremamente comercial e capitalista, o dia das mães é muito especial. Um dia do ano nos dedicamos a estender o "eu te amo" à algumas palavras a mais. Devo cada palavra que aqui escrevo e tudo o que faço à dona Isabel que se esforçou demais para me criar. Vou reproduzir aqui a carta que entreguei a ela neste domingo, para que todos saibam o quanto ela é importante pra mim.

"Mãe,


Você sabe que me dou bem com palavras escritas, trabalho com elas. A cada novo dia, quando paro para escrever minhas matérias e trabalhos, agradeço sempre a Deus por me dar sabedoria para exercer bem minha futura profissão. Agradeço mais ainda quando recebo elogios de professores e profissionais da área. Depois de Deus, devo agradecer tudo o que sei e o que tenho a você. Se não fosse pelos seus esforços diários, hoje eu não seria nada.
Há 22 anos o dia das mães não passa em branco na sua vida. Exatamente desde fevereiro de 1986. Não poderia deixar esse ano ser diferente. Como já conversamos algumas vezes, infelizmente não sou a pessoa que você pensou pra mim. Minha felicidade está em ser assim. Me esforço diariamente para trazer orgulho a você, por meio do meu trabalho e dos meus atos.
Sinto falta da época de criança, quando tudo era mais fácil e nosso mundo não era de tão agitado e com tantos compromissos e responsabilidades como hoje. De dormir do seu lado naquela cama de casal e sentir que estava protegido contra qualquer mal que pudesse me assolar. Mais ainda quando no meio da noite, a chamava no escuro com dor de barriga e você, mesmo tento que trabalhar no dia seguinte, vinha até o meu lado, passava a mão no meu cabelo e esperava tudo passar.
Se o tempo pudesse voltar, gostaria de sentir esses momentos de novo. Fazer os desenhos mais feios e ouvir os elogios mais sinceros e estimulantes. De ouvir que estava bonito com o corte de cabelo, com a roupa que vesti e de ouvir antes de dormir “Sonha com os anjinhos” logo após um beijo na bochecha.
Tudo isso esta guardado no meu coração e faz parte de quem sou hoje. Vou ainda levar para o resto da minha vida e tudo de positivo que usou na minha criação para sempre.
Te amo muito.

Alex"

sábado, 10 de maio de 2008

Alex? Que Alex?

Hoje tive a confirmação que já fiquei conhecido. Em um evento promovido pela Secretaria de Turismo e Eventos que consistia em visitas à galerias e fábricas de jóias na cidade, ouvi meu nome na boca de quem menos esperava.
Trabalhei por dois anos na Assessoria de Comunicações da Prefeitura de Limeira. Foram dois anos subindo a escada do gabinete e trabalhando na sala acima da do prefeito. Cobri eventos, fiz cerimoniais e participei do programa de rádio do chefe do executivo, aos sábados na educadora. Durante todo esse as vezes que fui cumprimentado pelo prefeito Silvio Félix é possível se contar na mão. A última ele com certeza me confundiu! hauhauhauahu
Hoje pela manhã porém, fez questão de me dar uma entrevista sobre a idéia do roteiro turístico. E tem mais... dentro do ônibus, que estava nos levando de uma galeria a outra, antes de anunciar a elaboração de um centro de aopoio para os visitantes, perguntou se eu estava presente para que pudesse ouví-lo!! AHuahuaua
Parece bobo, mas já discuti esse fato várias vezes com amigos jornalistas e com aqueles que trabalham na prefeitura. Félix é um empresário pop e não um político. Ele administra a verba pública, em seu governo criou novidades na cidade que agradou grande parte da população, mas politicamente falando deixa um pouco a desejar. Com a cara muitas vezes fechada, passa do lado de seus funcionários e poucas vezes o cumprimenta. No tempo que lá trabalhei fiquei sabendo de uma única vez que ele visitou nosso departamento. Sempre enclaurado em seu gabinete, nunca o vi andando nas ruas e corredores da prefeitura.
Na minha opinião é só isso que falta para ele. Enxergar a importância dos funcionários que trabalham ao seu lado. Sem eles, sem os estagiários, concursados, patrulheiros, comissionados e secretários, seu governo não seria nada.

É uma crítica construtiva, que há tempos queria expressar...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

E o lead, já era?

Estou sendo cobrado por atualizações neste blog, pronto, voltei!!!!!!!!! hauhauah Confesso que estou irritado hoje, mas escrever me acalma, e faz meus dedos doerem também. Vim pensando alguns dias sobre o que escrever, várias idéias me vieram à cabeça, a principal foi sobre a exploração irritante da mídia sobre o " Caso Isabela". A colega de trabalho e jornalista Kely Camargo não agüenta mais a(s) apresentadora(s) da Band News dizer esta frase. O pior é que não é só ela, todo noticiário aborda isso, mesmo que não tenha novidades. Ou melhor, até como a madrasta Ana Carolina dormiu na cela de 18 m² é novidade. Eu também Kely,NÃO AGÜENTO MAIS!!!!!!!!!!!!
Enfim, só para registrar minha indignação com a mídia, principalmente televisiva. O que gostaria mesmo de escrever é sobre o prazer de escrever matérias "diferentes e livres de normas". Todas as classes de primeiro ano do Isca perguntaram aos inúmeros palestrantes que lá se apresentaram a clássica polêmica: "O lead vai acabar?" Eu me perguntei esses dias, ousadamente me coloquei no papel de um professor/palestrante e teci uma resposta que daria em ocasião semelhante.
Pois bem... Juarez Bahia disse que jornalismo é uma arte, técnica e ciência. Eu definiria arte como o domínio do jornalista com as palavras; técnica sendo o lead e todos os processos que envolvem a apuração de uma notícia e de um meio de comunicação e ciência quando pensamos na influência que nossas palavras têm na sociedade leitora. Assim sendo, um depende do outro, ou melhor, um complementa o outro em um bom jornalista. Quando pensamos em jornalismo sendo arte através do domínio das palavras, notamos que para dominar as palavras precisamos de uma técnica, e sempre começamos pelo lead.
Trazido dos Estados Unidos para o Brasil na década de 50, o lead se incorporou na mídia brasileira quando os manuais de redação surgiram, na mesma época, para padronizar toda a produção jornalistica. Lendo uma notícia produzida com técnicas literárias, percebemos inúmeros leads, podem reparar. Estudamos este ano vários textos de jornlaistas renomados. Na maioria deles, as informações eram organizadas baseadas na técnica norte-americana. Quando Hamilton Ribeiro descreveu os dias que passou na guerra, ele respondia as seis perguntas (Quem? O que? QUando? Onde? Como? Por quê?). Mais claro que o exemplo do jornalista brasileiro, posso citar o autor de Hiroshima, John Hershey (não é assim que se escreve o sobrenome dele! ahuahuahua mas é assim que a Daíza pronuncia). Quando Hersey descrevia os minutos anteriores dos sobreviventes da bomba em 1945 (6 de agosto às 8h15), o jornalista respondia claramente quem estava fazendo o que, onde, como estava e por que.
Quando pensamos no lead como o primeiro parágrafo que sintetiza todas as perguntas da notícia em poucas linhas, logo vem a mente as críticas dos estudiosos de nossa profissão. Clovis Rossi entre tantos outros dizem que o lead limita a criatividade do jornalista e o torna preguiçoso. O tempo reduzido e a correria diária das redações muitas vezes limita realmente uma matéria mais elaborada. Daí os que já caíram nessa preguiça dizem: "Mas não são todas as matérias que possibilitam usar os recursos literários" ou então "nem todo conteúdo dá margem a uma exploração e exercício da criatividade." Me desculpem preguiçosos de plantão, mas acredito que dá sim, o que nos falta mesmo é o tempo.
Hoje mesmo fiz três matérias diferentes, era para ser quatro, mas a última não saiu. A última produzida foi sobre a prorrogação, até sexta-feria que vem, da vacinação de idosos contra gripe. Não dava tempo realmente, mas ela teria uma fluidez muito mais gostosa se eu conseguisse entrevistar um idoso que sempre toma a vacina e aprofundar o tema com a informação sobre o número de idosos com gripe e o porquê do Estado investir na vacinação dessa classe. A matéria poderia começar assim: "Após tirar a blusa de frio, João Aparecido levanta a manga da camiseta azul para receber a injeção. A picadinha de formiga, como toda enfermeira define a dor da agulha entrando no músculo, já não incomoda Aparecido. Ele tem 62 anos e há cinco toma a vacina contra a gripe nesta época do ano. Após fazer 60 foi considerado idoso e já não gasta R$ 50 para pagar pela imunização." Por que não fiz? Tempo.
A questão então não é o lead delimitar a criatividade do jornalista. Essa técnica, pra mim, é a base do meu jornalismo. Um sinônimo de informação completa, afinal, quanto mais perguntas respondemos, menor serão as chances de um leitor ficar com dúvidas sobre o assunto. Experimenta dizer para alguém que foi a uma inauguração ontem. O que acontece? Imagino que a curiosidade a levará a perguntar onde foi, com quem você foi, o que foi a inauguração, porque vc foi, quem estava lá e de quebra ainda pergunta se teve algum bafão! hauhauhauhua
Por que resolvi escrever tudo isso? Porque se tivesse tempo minhas notícias seriam todas diferentes, mas sempre claras, informativas e objetivas (dizendo o necessário para um bom entendedor).
É isso, não crucifiquem o lead, ele só nos ajuda. O culpado é nossa situação financeira, iiii fui longe? Não... pensem bem, se as empresas tivessem mais recursos, anunciariam mais, assim, os jornais poderiam contrar mais jornalistas e dar a cada um deles poucas pautas para desenvolverem. Tempo não seria problema.

É o que penso... tenho o direito de pensar tá! Por isso o brógui chama Opinião Alex Contin! huahuahuahua Obrigado por ler!