quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vida Real - CPI e Sindicância


RELEMBRANDO
No final do primeiro semestre, o Jornal de Limeira denunciou a existência de um funcionário fantasma na Secretaria da Cultura. Dias depois da publicação da denúncia, o teto de uma das salas de dança do Centro Cultural - o Museu Major José Levy Sobrinho -, caiu e o caso foi capa do Jornal. Como redigi a matéria na época e o secretário da Pasta, Adalberto Pedro Mansur, não estava em uma boa fase, resolveu esquentar o clima entre imprensa e prefeitura e fez até boletim de ocorrência acusando este colunista - que também trabalha como professor de dança na escola - de ter arrombado uma das salas do local.

AMEAÇA CUMPRIDA
No dia em que o secretário quase perdeu os cabelos de tão nervoso, ele apontou o dedo para minha cara e disse: "Quero ver se você vai ser homem de dizer tudo o que aconteceu em uma sindicância". Ameaçou e cumpriu. Na última segunda-feira fui convocado para conversar com a comissão de sindicância, intaurada no dia 1º de outubro. O processo investiga os fatos apontados por Mansur em um boletim de ocorrência que, entre outras coisas, me acusa de vandalismo.

O BOLO E A FACA
O engraçado é que quem autorizou a instauração de sindicância foi o prefeito Silvio Félix (PDT). O ponto divertido do tópico é que dias depois de assinar a autorização da sindicância, Félix ligou no meu celular particular para me parabenizar por uma matéria sobre uma escola municipal.

CALA A BOCA SERVIDOR
Em conversa com um representante do Sindicato dos Servidores Públicos de Limeira (Sindsel), fiquei sabendo que as sindicâncias rolam soltas no governo Félix. Segundo a fonte, o processo é usado como forma de intimidar os funcionários que têm opinião própria e senso crítico.

AMÉM
Pelo jeito o governo municipal só quer funcionários que façam vista grossa para os problemas e digam amém para o que acontece nos bastidores das secretarias.

SÓ POR ESCRITO
Enquanto a sindicância continua como uma forma de intimidação, a CPI instaurada na Câmara não mostra avanços. A repórter Paula Martins, quando redigiu uma das últimas matérias sobre o caso, que repercutia a defesa do prefeito que acusava Mansur de ter contratado o tal fantasma, ficou sem resposta do titular da Cultura. Com ele agora é assim: "só por escrito".

BAIXADA
Já o museu finalmente começou a ser restaurado. As aulas de dança se mudaram para o mesmo prédio onde funciona o Conselho Tutelar na baixada de Limeira e para o Palacete Levy. Algumas mães de alunas de balé não gostaram da mudança - que aliás foi repentina, assim como o Conselho no ano passado -, e reclamaram na última reunião de pais, mas foram ignoradas pelo diretor da escola.

Um comentário:

Mr. Bruno Pacolla disse...

Assim como já lhe disse anteriormente, você escreve muito bem. Particularmente gostei muito desse POST, que também é matéria do jornal de hoje, pois está bem escrito, simples e de fácil entendimento. Parabéns! Devia pensar em escrever um livro. Que tal? Abraço!