[Resenha] Capitães da areia, de Jorge Amado | Projeto USP 2017 Entrevista de Jorge Amado ao Vox Populi da TV Cultura: https://www.youtube.com/watch?v=JYDMnwN4vBI Algumas informações que anotei enquanto assistia á entrevista: Entrevista de Jorge Amado ao Vox Populi, programa da TV Cultura, em 1984. Ele estava lançando o livro "Tocaia Grande, a face obscura", naquele ano. Na entrevista, Amado comenta sobre como foi retomar o tema do sertão e, principalmente, a questão do "Cacau", nome do livro de 1933. Ele diz que quis marcar muito, através da escrita, a época em que o romance se desenrola. "Quis mostrar que enquanto os homens não estão sob o império das leis, de um poder assentado, eles podem ser felizes. Quando as coisas ainda são feitas dentro do respeito e do amor. Quando as coisas são feitas sem que ninguém mande em ninguém. Onde tudo nasce da vontade da vontade de viver em paz, de viver em alegria." Segundo ele, "Romance não é história, romance é recriação da vida. História é em geral falsificação da vida"
December 25, 2016 at 10:13PM
domingo, 25 de dezembro de 2016
sábado, 24 de dezembro de 2016
TAG livros para 2017 + Projeto de leitura Marx e Engels
TAG livros para 2017 + Projeto de leitura Marx e Engels Se você quer ver apenas os livros da TAG, adiante o vídeo para o tempo 10:40!! O vídeo ficou GIGANTE por causa da lista gigante... se você assistiu TUDO, meu muito obrigado desde já! O "Projeto de leitura Marx e Engels" é uma iniciativa para ler, estudar, entender e refletir sobre as obras dos dois autores lançadas no Brasil pela editora Boitempo. Assista ao vídeo que eu explico bonitinho... Lista dos livros da TAG: JANEIRO (Ainda nos vestibulares...) Crítica da filosofia de Hegel (Marx) No longe dos gerais - Nelson Cruz Grandes Sertões Veredas - Guimarães Rosa * FEVEREIRO (Mês de mudanças!) Sobre a questão judaica (Marx) O orfanato para crianças peculiares da Srta Pilgreen * MARÇO (Mês da mulher: 8 mar) Manuscritos econômico-filosóficos (Marx) Segundo Sexo - Simone de Beauboir) We should all be feminists - Chimamanda Ngozi Adiche * ABRIL (Mentira?) A Sagrada Família (Marx e Engels) Raízes do Brasil - Sergio Buarque de Holanda) * MAIO (Mês do trabalhador: 1º de maio) A situação da classe trabalhadora na Inglaterra (Engels) O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde * JUNHO (Dia do orgulho gay: 28 jun) Sobre o suicídio (Marx) Eu – Ricky Martin Minha querida Sputinik – Murakami * JULHO (Fériaaaas) A ideologia alemã (Marx e Engels) 1Q84 – Murakami * AGOSTO (Mês que não acaba nunca) Manifesto comunista (Marx e Engels) Crime e Castigo - Dostoevski * SETEMBRO (Mês do Brasil: 7 set) As lutas de classe da Alemanha (Marx) O povo brasileiro – Darci Ribeiro * OUTUBRO (Mês da criança - 12 out) O 18 de Brumário de Luís Bonaparte (Marx) Pedagogia do Oprimido – Paulo Freyre * NOVEMBRO (Mês de aniversário) O socialismo jurídico (Engels e Kautsky) O Mundo de Sophia (Gaarder) * DEZEMBRO (Mês de dizer adeus aos meses) Lutas de classe da Alemanha (Marx e Engels) A Cerimônia do adeus (Beauvoir)
December 25, 2016 at 12:30AM
December 25, 2016 at 12:30AM
Sagarana, João Guimarães Rosa (parte 2) | Projeto USP 2017
Sagarana, João Guimarães Rosa (parte 2) | Projeto USP 2017 Neste vídeo estão as primeiras sete novelas do livro Sagarana, de João Guimarães Rosa. As duas últimas e outras críticas ao livro você encontra no vídeo "parte 1": https://youtu.be/58D5b9oXJQw As novelas comentadas neste vídeo são: Minha Gente, Corpo Fecehado, O burrinho pedrês, A volta do marido pródigo, Sarapalha, Duelo e São Marcos.
December 24, 2016 at 05:12AM
December 24, 2016 at 05:12AM
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Sagarana, João Guimarães Rosa (parte 1) | Projeto USP 2017 (Unicamp também...)
Sagarana, João Guimarães Rosa (parte 1) | Projeto USP 2017 (Unicamp também...) Este é o primeiro vídeo do Projeto USP 2017. Sagarana, de João Guimarães Rosa, é um dos livros da lista de leituras obrigatórias da Fuvest 2017, o vestibular da USP. ATENÇÂO: neste vídeo não são descritas e comentadas as NOVE novelas do livro. Coloquei aqui apenas DUAS. Portanto, assista à continuação para saber mais: https://youtu.be/mhURBUZ3SH4 Você já leu ele para o vestibular? Se sim, como foi responder questões sobre a obra? E você que não está fazendo vestibular, já leu? Já leu também "Grandes Sertões: Veredas"? Conta pra gente o que vocês acharam?
December 24, 2016 at 03:23AM
December 24, 2016 at 03:23AM
sábado, 17 de dezembro de 2016
Unboxing Cosac & Naif + Book Haul de Dezembro
Unboxing Cosac & Naif + Book Haul de Dezembro Mais um Unboxing para os apaixonados por livros, por compras e por livros&compras. Em 2017 teremos vídeos de cada uma dessas obras, daquelas da BlackFriday e de uma lista gigante que elaborei! Livros da Cosac & Naify Moby Dick - Herman Melville Cosac & Naify (2008) http://ift.tt/2hG9PBF Luz em Agosto - William Faulkner Cosac & Naify (2015) http://ift.tt/2hv077a Odisseia - Homero Cosac & Naify (2014) http://ift.tt/2hG4OJp No Longe dos Gerais - Nelson Cruz Cosac & Naify (2004) http://ift.tt/2hv1DGf Livros de outras editoras O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde Biblioteca Azul (2011) Grande Sertão: Veredas - João Guimarães Rosa Nova Fronteira (2015) Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski Martin Claret (2013) Os Irmãos Karamázov - Fiódor Dostoiévski Martin Claret (2013)
December 17, 2016 at 01:40PM
December 17, 2016 at 01:40PM
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Livro: Comunicação em Prosa Moderna - dicas para quem gosta de escrever e ler
Livro: Comunicação em Prosa Moderna - dicas para quem gosta de escrever e ler Concurseiros, vestibulandos, amantes da leitura e, principalmente, da escrita: leiam este livro! Se você já leu, o que achou? Conhece algum outro livro que ajude a melhorar a escrita? Conte pra nós nos comentários ali embaixo. :) Comunicação em Prosa Moderna – Othon M. Garcia Editora FGV (2010 - 27ª edição) Onde você pode comprar (o preço normal é R$ 70): Livraria Cultura: goo.gl/RheKrW Amazon: goo.gl/rVQkJG Nossas redes sociais: Facebook: http://ift.tt/2gjgq2O Instagram: http://ift.tt/2hdsTJA Não esqueça de se inscrever no canal! ;)
December 9, 2016 at 04:00PM
December 9, 2016 at 04:00PM
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Gilmore Girls e a crise dos jornalistas
Para este texto eu precisei preparar um café. Liguei o
computador e posicionei o copo térmico bem ao seu lado. Eu sei exatamente o que
quero escrever. Na verdade é o que eu “preciso” escrever. Uma pesquisa rápida para
confirmar algumas informações e está tudo pronto. Este texto é sobre Rory
Gilmore. É também uma crítica ao “revival” do seriado Gilmore Girls que entrou
na grade da Netflix hoje, dia 25 de novembro de 2016.
Os primeiros anos de
Gilmore Girls
Não é possível existir outra palavra que se encaixe melhor
em uma hashtag do Twitter que “revival” (#GilmoreGirlsRevival). Stars Hollow
(Estados Unidos), a cidade da ficção onde tudo acontece, não mudou. Os personagens,
e também os atores, não mudaram. Se há alguma decoração, alguma casa ou qualquer
coisa que está diferente das temporadas originais do seriado (lançado em 2000),
são apenas detalhes. É literalmente um “revival”. Assistir à nova temporada,
que recebeu o nome de “Gilmore Girls: A year in the life”, é voltar no tempo e
sufocar as saudades daqueles personagens que marcaram tanto uma geração (a
minha, pelo menos).
Não lembro a data exata de quando assisti ao seriado pela
primeira vez. No começo da década de 2000 ele era transmitido no Brasil por um
canal de TV aberto (SBT, eu acho). O fato é que já naquele momento houve uma
identificação minha muito forte com uma das personagens principais, a Rory
Gilmore. Ela lia compulsivamente; eu lia muito, mas jamais poderia me comparar
à ela. Lembro que cheguei a ficar deprimido enquanto assistia à série por
pensar que eu não tinha lido nem metade dos livros que ela lera até e a partir
dos 16 anos. Ela e sua mãe eram viciadas em café; ela e sua mãe me viciaram em
café. Inclusive faço uma pausa para tomar um gole.
Rory resolveu cursar Jornalismo; eu cursei Jornalismo.
Acredito que foi exatamente nos anos que eu estava nessa minha primeira
faculdade (entre 2005 e 2008) que acompanhei mais de perto a história da
personagem. Como ela, eu era entusiasmado com a profissão e o estudo dela.
Queria escrever histórias, entrevistar pessoas, noticiar fatos para leitores...
Queria viajar para outras cidades, para outros países; ser correspondente
internacional, acompanhar uma disputa presidencial... Trabalhei na área, assim
como Rory, e a paixão só aumentou. Eu, diferente de Rory, continuei a estudar.
Fiz uma nova graduação em Ciência Econômicas para me enveredar no jornalismo
especializado; fiz um mestrado em Divulgação Científica e Cultural também com o
mesmo propósito.
Dez anos depois (o primeiro episódio da última temporada foi
ao ar dia 26 de setembro de 2006) a Netflix resolve produzir esse “revival”.
Dividido em quatro episódios, um para cada estação do ano, a escritora e
produtora executiva Amy-Sherman Palladino trouxe o universo todo de volta para
os fãs e mostrou como está Rory Gilmore, agora com 32 anos. Foi exatamente a
condição atual dela e a forte identificação com minha realidade que motivou
este texto.
A melhor aluna de seu curso em Yale, Rory tinha um futuro
promissor; não fui o melhor aluno de minha turma, mas me destaquei em alguns
pontos. Contudo, ao se formar, a personagem se viu desempregada. Ela até
recebeu ofertas de emprego aqui e ali, mas não conseguiu uma vaga em um curso
promovido pelo New York Times. Quando tentou recorrer às outras ofertas que
recebera, as vagas já estavam preenchidas e Rory se viu desamparada. Minha
situação, quando me formei, era um pouco diferente: eu tinha emprego, trabalhava
no Jornal de Limeira (praticamente a Gazeta de Stars Hollow), mas também não
consegui uma vaga no curso do jornal O Estado de S. Paulo, que na época tinha
muito prestígio, assim como o do NYT tinha para Rory.
O parágrafo acima resume a 7ª temporada, a última disponível
até ontem. No revival, no entanto, não é mencionado
todos os passos de Rory nos dez anos que se passaram – claro, até porque não
daria tempo. Contudo, sabemos que ela não voltou a estudar; não fez mestrado e
nem especialização. Dividia sua rotina entre Londres e Stars Hollow – além de
outras cidades nas quais suas caixas de roupas estavam espalhadas.
Eu, claramente não tive essa “sorte” em relação à rotina. Fiquei
dividido entre Campinas e Limeira, cidades do interior de São Paulo. Saí do
jornal que trabalhava em 2010 para fazer cursinho pré-vestibular e encarar a
nova graduação. Em Campinas, morei em três apartamentos diferentes. Não tive
caixas de roupas e pertences espalhadas em diversas casas, mas empacotei e
desempacotei meus livros e outras coisas nas mudanças. Não voltei a trabalhar
na área de jornalismo, mas não foi por falta de interesse, mas sim por falta de
vagas no mercado de trabalho.
Um mix de crises: 30
anos e jornalismo
Apesar destes detalhes, a maior identificação com a
personagem se deu por causa de sua situação profissional atual: desempregada e
sem perspectivas paupáveis. A nova temporada conseguiu mostrar a situação de
inúmeros jornalistas brasileiros. Não sei se profissinais norte americanos
passam pelo mesmo problema e nem se Amy-Sherman Palladino teve a real intenção
de abordar essa questão.
O fato concreto, no entanto, é que não há emprego. O
jornalismo passa por uma crise há anos e ela se acentuou nestes últimos.
Diversos jornais grandes, e principalmente os pequenos, demitiram vários
profissionais ou fecharam as portas – o Jornal de Limeira onde trabalhei, por
exemplo, não existe mais. Alguns veículos estão se aproximando cada vez mais de
seus leitores e transformando eles em colaboradores de conteúdos – o que pode significar
mais perdas para o mercado de trabalho de jornalistas. Não precisamos sequer de
diploma para exercer a profissão! E, além disso, fica clara a de Marx que diz,
em outras palavras, que quem tem um osso não vai largar jamais; enquanto isso,
os cachorros famintos se viram como podem com as sobras (1).
Rory trabalha como freelancer na nova temporada, é,
portanto, um desses cachorros trabalhando com sobras. Ela tenta apresentar seus
textos para um veículo famoso e até propõe escrever de graça só para mostrar
sua capacidade, mas não consegue emprego de jeito nenhum. A personagem também
tenta escrever um livro com/sobre uma figura emblemática que aparece na nova série
– seria praticamente um trabalho de ghostwriter.
Essa empreitada também não dá certo. Rory recorre, então, a um site que a
perseguia há tempos para tê-la na equipe. Adivinhe? Não dá certo, claro.
Depois de todas as empreitadas fracassadas, Rory volta para
a casa de sua mãe. Com 32 anos, ela se recusa a fazer parte de um grupo de
jovens adultos de Stars Hollow, todos na faixa dos 30 anos, morando com os pais
e todos desempregados. Mais uma realidade atual e cada vez mais comum retratada
pela escritora? Bem provável.
Não vou contar o que Rory decide fazer e qual o fim da
personagem nesta nova série. No entanto, os fatos apresentados por Amy-Sherman
Palladino e encarnados por Rory são muito reais. Eles mostram a crise do
jornalismo e a crise dos 30 anos de forma clara, porém eufemisado com o doce
encanto de Stars Hollow. Para os e as demais jornalistas que estão
desempregados e não têm nenhuma perspectiva de emprego no Brasil, recomendo a
série. Mas atenção: não vale assistir apenas esse “revival”! Acompanhar a
história inteira de Rory Gilmore é essencial para entender as crises pelas quais
a personagem passa.
Como mencionado, o ponto mais evidente dos quatro episódios
novos é a situação da profissional. Quantos jornalistas não trabalham como
freelancer atualmente? Quantos não se sujeitam a receber muito menos que o piso
salarial da categoria para trabalhar 44 horas semanais? Em todas essas
questões, vale observar, está a qualidade da informação. Praticamente com uma
lógica de produção just-in-time, os
profissionais com emprego fixo se apropriam da informação e na mesma hora
precisam produzir suas notícias. Um ritmo acelerado pela internet e pela
competição para um mercado cada vez mais restrito de leitores ainda conscientes
da necessidade de atualização. Ainda mais restrito no caso de áreas
especializadas, como o jornalismo econômico. Neste caso, a notícia, além de ser
publicada de forma rápida e, algumas vezes, sem contextualização nenhuma, dialogam
apenas com aqueles que entendem o vabulário da área – o que exclui a grande
massa.
Vou cumprir minha promessa de não falar qual o fim que a
escritora da série deu para Rory Gilmore. No entanto, adianto que ela não segue
na profissão de jornalista. Assim como muitos profissionais da área, a
necessiade fala mais alto e qualquer emprego é emprego. Os sonhos de escrever
história, de informar e de formar leitores, fica apagado por um mercado que se
aproveita da fragilidade da categoria para pagar menos, receber mais trabalho e
aumentar cada vez mais a massa de jornalistas desempregados.
Fica, portanto, uma sugestão de entretenimento e reflexão
sobre o mercado de trabalho para jornalistas!
(1) Marx traçou um esquema muito pertinente e que nunca vai perder sua atualidade no livro O Capital. Segundo ele, o capitalismo gera uma massa de desempregados que é extremamente útil para o sistema. Aqueles que estão empregados (os cachorros com ossos), além de não abrirem mão de suas vagas, se sujeitam a uma exploração cada vez maior para se manter no emprego. Estes são pressionados pelos desempregados que aceitam qualquer oportunidade e qualquer salário para ter um emprego formal. A pressão vem dos dois lados: os empregados pressionam para ficar e impedem que vagas sejam criadas por aceitarem horas excessivas de trabalho; os desemprados pressionam para entrar, aceitando trabalhar quantas horas forem necessárias. Um dos efeitos positivos para o capitalismo é a diminuição do salário, que fica cada vez menor quando comparado ao esforço e ao lucro que os empregados proporcionam aos patrões.
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Canal novo!! Marca páginas já está no YouTube para falar de "Terra Sonâmbula" do Mia Couto
Este ano entrei em uma nova-velha empreitada: mais um vestibular e (se der tudo certo) mais uma graduação. Desta vez escolhi cursar Letras para seguir meu objetivo de ser professor. Apesar das graduações em Jornalismo e Economia e do mestrado pelo Labjor da Unicamp, ainda não consegui chegar até uma sala de aula. Sendo assim, por que não adotar uma outra estratégia, não é mesmo?
Pois bem, o que é o Marca Páginas? É e será um canal para falar sobre livros. Vou tentar cumprir também com um objetivo pessoal de "desmistificar" a economia por meio deste canal, mas ainda vou pensar bem na estrutura para tornar o projeto bem redondo.
A história do canal, bem resumida, é a seguinte: estudando para o vestibular li Terra Sonâmbula do Mia Couto. Fiquei mais que apaixonado pelo livro e queria falar pra todo mundo sobre esse livro incrível. Fui procurar informações sobre ele no YouTube e encontrei o canal da Tatiana Feltrin. O canal dela é antigo já, mas não o conhecia. Por gostar muito do jeito dela e por precisar falar sobre o livro do Mia Couto, resolvi criar o Marca Páginas.
Com o tempo o canal vai adquirir sua forma e linguagem próprias. Projetos não faltam e quem sabe não consigo retomar este blog abandonado para fazer um mix entre textos, leituras e vídeos?
Então, apresento a todas e todos, meu canal Marca Páginas:
A história do canal, bem resumida, é a seguinte: estudando para o vestibular li Terra Sonâmbula do Mia Couto. Fiquei mais que apaixonado pelo livro e queria falar pra todo mundo sobre esse livro incrível. Fui procurar informações sobre ele no YouTube e encontrei o canal da Tatiana Feltrin. O canal dela é antigo já, mas não o conhecia. Por gostar muito do jeito dela e por precisar falar sobre o livro do Mia Couto, resolvi criar o Marca Páginas.
Com o tempo o canal vai adquirir sua forma e linguagem próprias. Projetos não faltam e quem sabe não consigo retomar este blog abandonado para fazer um mix entre textos, leituras e vídeos?
Então, apresento a todas e todos, meu canal Marca Páginas:
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Vida e tecnologia - uma "resenha" pra quem assistiu à Black Mirror
Black Mirror é uma série inglesa na forma de uma antologia que "mostra o lado negro da vida e da tecnologia", segundo a descrição do IMDB. Por ser uma "coleção de textos em prosa organizados segundo tema", como é definido uma antologia, tudo gira em torno da tecnologia e seu papel hipotético (senão atual e real) na vida humana.
Como se fossem fábulas, as séries traçam algumas "morais", e cuidado aqui para os spoilers, mas as conclusões abaixo só farão sentido para quem assistiu à série.
Com ela é possível ver o quanto a política é suja (season 01 episode 01; s02e03 e s03e06) e que muitas vezes está acima de valores aclamados por seus praticantes como a família (s01e01) e/ou a vida, neste revelando um individualismo supremo e o "cada um por si" (s03e06).
Também é possível refletir sobre o quanto as memórias podem ajudar (s02e01) ou atrapalhar (s01e03) um relacionamento; ou como somos reféns da mídia com seu entretenimento alienador repleto de propagandas (s01e02), sua manipulação política (s02e03) e sua busca por audiência (s01e01). Temos esperança de que todo crime (pode) pode ter punição à sua altura (s02e02 e s02e04) e que a valorizada "privacidade" virtual (se é que ela existe) pode ser uma desculpa até que te peguem com "a mão na massa" (s03e03).
Somos questionados se a realidade virtual pode ajudar a levar a mente para um mundo bom (s03e04) ou para uma área medonha muito bem escondida em seu cérebro (s03e02). Neste mundo "hipotético" você pode ter popularidade, sem liberdade de expressão (s03e01) ou pode se expressar (escondendo-se atrás da tela do computador) e enfrentar o preço de sua liberdade (s03e06). E falando em liberdade, o que você enxerga, é o que você precisa ver (s03e05)? Seriam os judeus, portanto, baratas?
E, por fim, a internet, as redes sociais e a tecnologia? Ah... a internet, as redes sociais e a tecnologia (Black Mirror).
sábado, 11 de abril de 2015
Só para deixar registrado: como rastrear um aparelho com sistema Android
Perdi o celular recentemente e uma amiga me mostrou dois sites para rastrear meu celular. Infelizmente, no meu caso, a pessoa que o achou agiu de ma fé e desligou o aparelho, mas se ele estiver ligado ainda você consegue encontrar muito fácil com estes dois sites:
https://maps.google.com/locationhistory/b/0
https://www.google.com/android/devicemanager
https://maps.google.com/locationhistory/b/0
https://www.google.com/android/devicemanager
sábado, 28 de março de 2015
Mídia e religião: o pastor e sua bandeira homofóbica
Além de este "mensageiro da palavra de Deus" se posicionar contra o tal projeto, ele ainda usou algumas palavras que me ofenderam muito. Disse que a família brasileira precisa ser forte e "ensinar o menino a ser homem e a menina a ser mulher"; que isso é uma "aberração", uma "pouca vergonha"; e que este modelo de família é uma "família fracassada".
Queria muito entender uma coisa: quem ensina o caminho da felicidade às crianças? Os pais ou a igreja? Uma contradição MUITO GRANDE nas palavras desse pastor é chamar o Estado de impositor enquanto ele mesmo assume esse papel ao dizer o que deve ou não ser feito na criação dos filhos. Quem é ditador? O Estado que está garantindo um direito ou a Igreja que está impondo um preconceito??????????
E outra contradição maior ainda: ele diz que temos o direito de ser homossexuais, que não se opõe a isso. HEIN???? É a retórica do morde e assopra! Primeiro ele diz isso para "ficar registrado", depois profere todas as ofensas que, minimamente, relatei aqui. O Deus dele é amor ou confusão?
sexta-feira, 6 de março de 2015
Destaques desta sexta-feira, 6 de março
* O Estado de S. Paulo
O jornal Estadão deu destaque na sua capa de hoje (sexta, 6 de março) para a nova subida do dólar:
Já no caderno de Economia e Negócios, o destaque da primeira página foi para a notícia da Petrobrás:
> "Petrobrás pode cortar pela metade encomenda de 28 sondas à Sete Brasil: Sem dinheiro em caixa e com dificuldades para levantar financiamento, após ser envolvida em denúncias da Lava Jato, Sete Brasil não tem conseguido viabilizar os contratos assinados com a Petrobrás; governo estuda formas de tentar destravar o crédito para a empresa" (p. B1)
A notícia é mais um desdobramento da operação Lava Jato, tão comentada nos últimos dias. Contudo, vale ressaltar que a informação se refere à uma possibilidade (detalhe para o uso do verbo "poder" no título) e não um corte já definido pela Petrobrás.
Outro detalhe: o título diz que a estatal poderá "cortar pela metade encomenda", contudo, o lide da notícia apresenta uma versão ligeiramente diferente: "(...) A decisão sobre o tamanho do corte no portfólio ainda não foi fechada, mas o 'Broadcast', serviço em tempo real da 'Agência Estado', apurou que deve atingir quase metade da encomenda original" [negrito nosso]. Vale outra pergunta: qual a real credibilidade dessa apuração? Ontem coloquei no facebook a imagem abaixo comparando como o Estadão e a Folha cobriram uma decisão de Rodrigo Janot. Sendo tão imparcial assim, a notícia não poderia ser tendenciosa e a informação inexata a ponto de interferir no desempenho das ações da Petrobrás na Bolsa de Valores?
Outras notícias do Estado de S. Paulo de hoje (6/3/15):
> "Schahin Petróleo e Gás precisa de US$ 1 bilhão: Relatório de consultoria, encomendado pela própria Schahin, revela as dificuldades de caixa na empresa" (p. B1)
> "Odebrecht é citada na Itália em caso de corrupção: Empresa está em investigação que envolve pagamento de propina para obra no Panamá" (p. B3)
> "Caixa e BB também dificultam crédito, dizem empreiteiras: Construtoras com falta de recursos por causa de atrasos em pagamentos do governo reclamam dos bancos oficiais" (p. B3)
> "Índice de Preços ao Produtor tem deflação de 0,13%" (p. B3 numa notinha minúscula de quatro colunas escondida no final da página)
> "Montadoras demitem 1.846 em fevereiro: Indústria automobilística emprega 142,3 mil pessoas no País, o menor contingente desde maio de 2011; estoque é de 329 mil veículos" (p. B4)
Com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a notícia ainda informa que nos dois primeiros meses do ano "foram eliminadas 2,2 mil vagas"; "no bimestre, a produção teve queda de 22% na comparação com igual período de 2014"; "O executivo [presidente da Anfavea, Luiz Moran] credita o atual cenário a fatores como perda da confiança dos consumidores, medidas de ajuste econômico, efeitos da alta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em janeiro, crédito escasso e mais caro, além do menor número de dias úteis em fevereiro, por causa do carnaval."
- Ai ficam algumas questões: sim, a indústria automobilística emprega muito, isso é fato. Mas pra quê dar tanta ênfase nas mudanças nos estoques sendo que nossas ruas já estão sobrecarregadas por demais com um passageiro por veículo nas grandes cidades brasileiras? Além disso, porque não questionar o fato de o Brasil ter escolhido um bem de consumo como motor da indústria em detrimento de indústrias de bens de capital? Ok, pode ser tarde para um questionamento como este, mas então deveria ser feito um debate para verificar a possibilidade de uma política industrial abra espaço para setores chave para nossa economia. Afinal, até quando a indústria automobilística vai continuar registrando lucros e recordes de vendas e nossas ruas se entupindo cada dia mais?
> "Números de dissídios coletivos cresce 23% no TRT de São Paulo: Situação econômica provocou aumento; total subiu de 179 em 2013 ara 220 em 2014 e casos de greve são maioria" (p. B4)
> "Redes de varejo falam em cortar investimentos: Empresas reagem à redução da desoneração; Grupo Guararapes diz que sua alta de custos chega a R$ 60 milhões" (p. B4)
> "Governo tenta convencer S&P de que ajuste dará resultado: Missão da agência voltou a se reunir ontem com autoridades em Brasília para colher informações sobre a situação do País" (p. B4) - é a economia brasileira nas mãos do capital financeiro internacional!
> "Dólar volta a subir e fecha acima dos R$ 3: Com influência da crise política e a aparente disposição do BC de intervir menos no mercado, moeda atingiu maior patamar desde agosto de 2004" (p. B5)
> "Poupança registra maior saída de recursos da história: saques superaram os depósitos em R$ 6,26 bi em fevereiro, o segundo mês consecutivo com resultado negativo" (p. B5)
O jornal Estadão deu destaque na sua capa de hoje (sexta, 6 de março) para a nova subida do dólar:
Já no caderno de Economia e Negócios, o destaque da primeira página foi para a notícia da Petrobrás:
> "Petrobrás pode cortar pela metade encomenda de 28 sondas à Sete Brasil: Sem dinheiro em caixa e com dificuldades para levantar financiamento, após ser envolvida em denúncias da Lava Jato, Sete Brasil não tem conseguido viabilizar os contratos assinados com a Petrobrás; governo estuda formas de tentar destravar o crédito para a empresa" (p. B1)
A notícia é mais um desdobramento da operação Lava Jato, tão comentada nos últimos dias. Contudo, vale ressaltar que a informação se refere à uma possibilidade (detalhe para o uso do verbo "poder" no título) e não um corte já definido pela Petrobrás.
Outro detalhe: o título diz que a estatal poderá "cortar pela metade encomenda", contudo, o lide da notícia apresenta uma versão ligeiramente diferente: "(...) A decisão sobre o tamanho do corte no portfólio ainda não foi fechada, mas o 'Broadcast', serviço em tempo real da 'Agência Estado', apurou que deve atingir quase metade da encomenda original" [negrito nosso]. Vale outra pergunta: qual a real credibilidade dessa apuração? Ontem coloquei no facebook a imagem abaixo comparando como o Estadão e a Folha cobriram uma decisão de Rodrigo Janot. Sendo tão imparcial assim, a notícia não poderia ser tendenciosa e a informação inexata a ponto de interferir no desempenho das ações da Petrobrás na Bolsa de Valores?
Outras notícias do Estado de S. Paulo de hoje (6/3/15):
> "Schahin Petróleo e Gás precisa de US$ 1 bilhão: Relatório de consultoria, encomendado pela própria Schahin, revela as dificuldades de caixa na empresa" (p. B1)
> "Odebrecht é citada na Itália em caso de corrupção: Empresa está em investigação que envolve pagamento de propina para obra no Panamá" (p. B3)
> "Caixa e BB também dificultam crédito, dizem empreiteiras: Construtoras com falta de recursos por causa de atrasos em pagamentos do governo reclamam dos bancos oficiais" (p. B3)
> "Índice de Preços ao Produtor tem deflação de 0,13%" (p. B3 numa notinha minúscula de quatro colunas escondida no final da página)
> "Montadoras demitem 1.846 em fevereiro: Indústria automobilística emprega 142,3 mil pessoas no País, o menor contingente desde maio de 2011; estoque é de 329 mil veículos" (p. B4)
Com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a notícia ainda informa que nos dois primeiros meses do ano "foram eliminadas 2,2 mil vagas"; "no bimestre, a produção teve queda de 22% na comparação com igual período de 2014"; "O executivo [presidente da Anfavea, Luiz Moran] credita o atual cenário a fatores como perda da confiança dos consumidores, medidas de ajuste econômico, efeitos da alta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em janeiro, crédito escasso e mais caro, além do menor número de dias úteis em fevereiro, por causa do carnaval."
- Ai ficam algumas questões: sim, a indústria automobilística emprega muito, isso é fato. Mas pra quê dar tanta ênfase nas mudanças nos estoques sendo que nossas ruas já estão sobrecarregadas por demais com um passageiro por veículo nas grandes cidades brasileiras? Além disso, porque não questionar o fato de o Brasil ter escolhido um bem de consumo como motor da indústria em detrimento de indústrias de bens de capital? Ok, pode ser tarde para um questionamento como este, mas então deveria ser feito um debate para verificar a possibilidade de uma política industrial abra espaço para setores chave para nossa economia. Afinal, até quando a indústria automobilística vai continuar registrando lucros e recordes de vendas e nossas ruas se entupindo cada dia mais?
> "Números de dissídios coletivos cresce 23% no TRT de São Paulo: Situação econômica provocou aumento; total subiu de 179 em 2013 ara 220 em 2014 e casos de greve são maioria" (p. B4)
> "Redes de varejo falam em cortar investimentos: Empresas reagem à redução da desoneração; Grupo Guararapes diz que sua alta de custos chega a R$ 60 milhões" (p. B4)
> "Governo tenta convencer S&P de que ajuste dará resultado: Missão da agência voltou a se reunir ontem com autoridades em Brasília para colher informações sobre a situação do País" (p. B4) - é a economia brasileira nas mãos do capital financeiro internacional!
> "Dólar volta a subir e fecha acima dos R$ 3: Com influência da crise política e a aparente disposição do BC de intervir menos no mercado, moeda atingiu maior patamar desde agosto de 2004" (p. B5)
> "Poupança registra maior saída de recursos da história: saques superaram os depósitos em R$ 6,26 bi em fevereiro, o segundo mês consecutivo com resultado negativo" (p. B5)
Notícias do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDCI) desta sexta-feira, 6 de março
Camex prorroga redução de imposto para importação de metanol
Alteração será por doze meses, a partir de 4 de abril
Brasília (6 de março) – Com o objetivo de garantir o atendimento da demanda, uma vez que a produção nacional é insuficiente para o abastecimento do mercado interno, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), presidida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), decidiu prorrogar a redução do Imposto de Importação do metanol. Assim, a redução tarifária atualmente em vigor, de 12% para 0%, será prorrogada para os desembaraços aduaneiros a serem efetuados a partir do dia 04/04/2015. A medida permanecerá em vigor pelo período de 12 meses, como estabelece a Resolução Camex nº13, publicada hoje no Diário Oficial da União. A compra externa sem pagamento de imposto está limitada a uma cota de 600 mil toneladas.
A redução tarifária foi prorrogada por meio da permanência do produto, classificado no código 2905.11.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), na Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec).
O metanol é matéria-prima de quase todo biodiesel fabricado no Brasil. Também é utilizado pela indústria como insumo para produção de formol e seus derivados, resinas e aditivos, entre outras aplicações.
Camex aprova novos incentivos para investimentos na indústria
Lista completa dos 289 ex-tarifários integra as Resoluções Camex 11 e 12 publicadas hoje
Brasília (6 de março) - Foram publicadas hoje duas novas Resoluções Camex com redução do Imposto de Importação para 289 máquinas e equipamentos industriais sem produção no Brasil. A Resolução Camex nº12 traz 262 ex-tarifários para bens de capital (187 novos e 75 renovações) com imposto reduzido de 14% para 2% até 30 de junho de 2016.
Já a Resolução Camex n°11 estabelece a alteração de alíquotas de até 16% para 2%. A medida é válida para 27 bens de informática e telecomunicações (15 novos e 12 renovações) até 31 de dezembro de 2015.
Os investimentos globais e os investimentos relativos às importações dos equipamentos, vinculados aos 289 ex-tarifários aprovados, são, respectivamente, de US$ 2,012 bilhões e US$ 416 milhões.
Os principais setores beneficiados, em relação aos investimentos globais foram os de construção civil (36,48%); o ferroviário (22,72%); e o siderúrgico (11,09%). Entre os projetos beneficiados estão a implantação de linhas de metrô, fabricação de trens e instalação de fábricas para fornecimento de clorato de sódio e de oxigênio gasoso.
Em relação aos países de origem das importações, destacam-se os Estados Unidos (19,47%); o Japão (15,11%); a Alemanha (13,96%); e a França (10,35%).
O que são ex-tarifários
O regime de ex-tarifários visa estimular os investimentos para ampliação e reestruturação do setor produtivo nacional de bens e serviços, por meio da redução temporária do Imposto de Importação de bens de capital e bens de informática e telecomunicações sem produção no Brasil. Cabe ao Comitê de Análise de ex-tarifários (Caex) verificar a inexistência de produção nacional e o mérito dos pleitos tendo em vista os objetivos pretendidos, os investimentos envolvidos e as políticas governamentais de desenvolvimento. As fabricantes brasileiras de máquinas e equipamentos industriais também participam do processo de análise de produção nacional.
quinta-feira, 5 de março de 2015
Destaques de quinta-feira, 5 de março de 2015
Ontem o Comitê de Política Monetária resolveu elevar a Selic em 0,50 ponto percentural e eleva a taxa para 12,75% ao ano.
Nota do Banco Central enviada à imprensa sobre a 189ª reunião:
Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 12,75% a.a., sem viés.
Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.
Repercussão nos jornais:
* Estado de S. Paulo
Na capa:
E no caderno de Economia e Negócios:
Outros destaques do Estado de S. Paulo:
"Em manifesto, indústria e sindicatos se unem por mudanças na economia", na primeira página do caderno de Economia e Negócios (p. B1)
Entidades patronais e sindicais se uniram para preparar o documento "Manifesto da Coalizão Capital-Trabalho para a Competitividade e o Desenvolvimento". Ao todo, 39 entidades, entre elas Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) assinam o manifesto que será entregue à Presidência da República, ao Congresso e aos governadores.
Trecho da notícia: "'Indústria destruída'. O documento cobra medidas para ajudar a indústria. 'A competitividade da indústria de transformação nacional está sendo destruída', dizem as entidades, que listam quatro eixos para o ataque: os juros elevados (que continuam aumentando), o câmbio ainda valorizado, a carga tributária que também está em elevação pelo governo e a cumulatividade de impostos."
A notícia ainda comenta que houve aumento de impostos sobre o crédito ao consumidor e sobre o combustível em janeiro, elevamento dos tributos sobre o faturamento das empresas e "industriais e sindicalistas apontam o dedo, de forma indireta, para a proposta de apertar benefícios trabalhistas, como o seguro-desemprego".
Questões:
> A notícia não cita o porquê da união entre sindicatos e patrões. A lógica manda dizer que seria porque a situação brasileira está difícil para os dois lados e que os aumentos para a indústria poderia gerar cortes de vagas de emprego. Porém, também seria questionável o quanto esses sindicatos são "patronais" no Brasil e esta seria uma clara amostra de como eles andam de mãos dadas por aqui.
> Outro ponto seria o propósito dos aumentos das variáveis citadas como os impostos, juros e câmbio. O real desvalorizado beneficia o setor exportador, isso foi pauta de vários noticiários televisivos na quarta-feira (vi a notícia pelo menos na TV Cultura, SBT e Band), então a questão do emprego não seria um problema nestes setores, seria? Outra questão são os impostos, estão sendo elevados para os patrões, em especial. Sendo assim, por que eles estão sendo elevados? Seria para garantir os programas sociais em detrimento do lucro dessa classe?
Outra notícia, logo abaixo deste destaque da primeira página: "Produção industrial registra aumento de 2% em janeiro". A informação foi dada ontem, quarta-feira, pelo IBGE referente as diferenças de produção entre dezembro de 2014 e janeiro deste ano. Há uma ressalva na notícia logo no primeiro parágrafo: "Mas o resultado positivo não é suficiente para recuperar as perdas anteriores nem reverte a tendência negativa apresentada pelo setor , observou o" IBGE. A Notícia repercute a fala de um funcionário do IBGE e de mais três economistas de consultorias e agência de seguro. Nenhum deles, no entanto, fala sobre o resultado positivo no setor de máquinas e equipamentos, além da metalurgia. Destacam, sim, que o setor de montadoras de caminhões registrou aumento por conta da volta das férias coletivas nas empresas. Contudo, onde estaria a análise de um aumento nestes setores citados, uma vez que eles são "termômetros" para o restante da economia? No site do Estadão é também possível ler a notícia.
Outras notícias do Estado:
"Petrobrás eleva desemprego no País: Problemas que atingem a estatal após Operação Lava Jato influenciaram 10% dos 81,7 mil empregos perdidos no País em janeiro" (p. B3, também disponível no site do jornal: AQUI)
"Metalúrgicos de estaleiros fazem protesto no Rio" (p. B3)
"Captação da estatal deve ter aval da União" (p. B3)
"Aumento do etanol na gasolina vale a partir de 16 de março: Mistura passará dos atuais 25% para 27%; medida deve significar o consumo extra de 1 bilhão de litros de etanol" (p. B3 e também no site: AQUI)
"Cenário político faz dólar beirar os R$ 3: Embate entre o Senado e o Poder Executivo elevou a moeda americana em 2,06% a R$ 2,979, maior valor desde 19 de agosto de 2004" (p. B5) Essa matéria fornece duas explicações para o aumento do dólar: embora admitam que a moeda norte-americana esteja sendo cotada mais cara em outros países emergentes e até que esteja ganhando valor sobre o euro, a questão política brasileira se sobressaiu. A causa dessa última explicação é que o mercado vê dificuldades para o Poder Executivo impor o pacote de ajuste fiscal, principalmente depois que o presidente do Senado, Renan Calheiros, ter devolvido a medida provisória enviada à casa, na terça-feira. Comentário: pra quê focar no cenário internacional quando bater no governo é tão... saboroso?
"Dólar alto ainda não beneficia exportadores" (p. B5)
"'Estamos num atoleiro fiscal e cambial': Na avaliação de Blanche, diante da volatilidade e do nível de incerteza, é difícil projetar o rumo do câmbio" (p. B5)
"Analistas já preveem inflação a 8%: Por causa dos aumentos extraordinários da tarifa de energia, na casa de 50%, consultorias revisaram para cima projeção do IPCA" (p. B6)
"Comércio e serviços planejam demissões nos próximos meses" (p. B6)
"Governo prepara leilão da folha dos servidores públicos: Equipe econômica também estuda a licitação da administração dos recursos do FPE e do FPM; no total, receitas podem chegar a R$ 5 bi" (p. B7)
"Governo atrasa pagamentos do PAC: Sem recursos, repasses às construtoras são feitos com uma média de 75 dias de atraso, o que está provocando desaceleração nas obras"
Negócios: "Brasil perde para México posto de maior produtor de veículos da América Latina: Produção brasileira recuou 15,3% em 2014, o que fez o País registrar o pior resultado entre os dez principais produtores do mundo; se projeção de queda de 10% nas vendas se confirmar, Brasil pode ceder para a Alemanha a posição de quarto maior mercado" (p. B11)
"Gerdau vai investir 17,4% a menos em 2015: Esse é o terceiro ano consecutivo em que a siderúrgica gaúcha reduz investimentos" (p. B13)
* Folha de S.Paulo
"Incerteza sobre pacote fiscal leva dólar ao patamar de R$ 3: Moeda fecha a R$ 2,978; US$ 3,33 bi deixaram o país no final de fevereiro". (p. B1)
Nota do Banco Central enviada à imprensa sobre a 189ª reunião:
Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 12,75% a.a., sem viés.
Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.
Repercussão nos jornais:
* Estado de S. Paulo
Na capa:
E no caderno de Economia e Negócios:
Outros destaques do Estado de S. Paulo:
"Em manifesto, indústria e sindicatos se unem por mudanças na economia", na primeira página do caderno de Economia e Negócios (p. B1)
Entidades patronais e sindicais se uniram para preparar o documento "Manifesto da Coalizão Capital-Trabalho para a Competitividade e o Desenvolvimento". Ao todo, 39 entidades, entre elas Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) assinam o manifesto que será entregue à Presidência da República, ao Congresso e aos governadores.
Trecho da notícia: "'Indústria destruída'. O documento cobra medidas para ajudar a indústria. 'A competitividade da indústria de transformação nacional está sendo destruída', dizem as entidades, que listam quatro eixos para o ataque: os juros elevados (que continuam aumentando), o câmbio ainda valorizado, a carga tributária que também está em elevação pelo governo e a cumulatividade de impostos."
A notícia ainda comenta que houve aumento de impostos sobre o crédito ao consumidor e sobre o combustível em janeiro, elevamento dos tributos sobre o faturamento das empresas e "industriais e sindicalistas apontam o dedo, de forma indireta, para a proposta de apertar benefícios trabalhistas, como o seguro-desemprego".
Questões:
> A notícia não cita o porquê da união entre sindicatos e patrões. A lógica manda dizer que seria porque a situação brasileira está difícil para os dois lados e que os aumentos para a indústria poderia gerar cortes de vagas de emprego. Porém, também seria questionável o quanto esses sindicatos são "patronais" no Brasil e esta seria uma clara amostra de como eles andam de mãos dadas por aqui.
> Outro ponto seria o propósito dos aumentos das variáveis citadas como os impostos, juros e câmbio. O real desvalorizado beneficia o setor exportador, isso foi pauta de vários noticiários televisivos na quarta-feira (vi a notícia pelo menos na TV Cultura, SBT e Band), então a questão do emprego não seria um problema nestes setores, seria? Outra questão são os impostos, estão sendo elevados para os patrões, em especial. Sendo assim, por que eles estão sendo elevados? Seria para garantir os programas sociais em detrimento do lucro dessa classe?
Outra notícia, logo abaixo deste destaque da primeira página: "Produção industrial registra aumento de 2% em janeiro". A informação foi dada ontem, quarta-feira, pelo IBGE referente as diferenças de produção entre dezembro de 2014 e janeiro deste ano. Há uma ressalva na notícia logo no primeiro parágrafo: "Mas o resultado positivo não é suficiente para recuperar as perdas anteriores nem reverte a tendência negativa apresentada pelo setor , observou o" IBGE. A Notícia repercute a fala de um funcionário do IBGE e de mais três economistas de consultorias e agência de seguro. Nenhum deles, no entanto, fala sobre o resultado positivo no setor de máquinas e equipamentos, além da metalurgia. Destacam, sim, que o setor de montadoras de caminhões registrou aumento por conta da volta das férias coletivas nas empresas. Contudo, onde estaria a análise de um aumento nestes setores citados, uma vez que eles são "termômetros" para o restante da economia? No site do Estadão é também possível ler a notícia.
Outras notícias do Estado:
"Petrobrás eleva desemprego no País: Problemas que atingem a estatal após Operação Lava Jato influenciaram 10% dos 81,7 mil empregos perdidos no País em janeiro" (p. B3, também disponível no site do jornal: AQUI)
"Metalúrgicos de estaleiros fazem protesto no Rio" (p. B3)
"Captação da estatal deve ter aval da União" (p. B3)
"Aumento do etanol na gasolina vale a partir de 16 de março: Mistura passará dos atuais 25% para 27%; medida deve significar o consumo extra de 1 bilhão de litros de etanol" (p. B3 e também no site: AQUI)
"Cenário político faz dólar beirar os R$ 3: Embate entre o Senado e o Poder Executivo elevou a moeda americana em 2,06% a R$ 2,979, maior valor desde 19 de agosto de 2004" (p. B5) Essa matéria fornece duas explicações para o aumento do dólar: embora admitam que a moeda norte-americana esteja sendo cotada mais cara em outros países emergentes e até que esteja ganhando valor sobre o euro, a questão política brasileira se sobressaiu. A causa dessa última explicação é que o mercado vê dificuldades para o Poder Executivo impor o pacote de ajuste fiscal, principalmente depois que o presidente do Senado, Renan Calheiros, ter devolvido a medida provisória enviada à casa, na terça-feira. Comentário: pra quê focar no cenário internacional quando bater no governo é tão... saboroso?
"Dólar alto ainda não beneficia exportadores" (p. B5)
"'Estamos num atoleiro fiscal e cambial': Na avaliação de Blanche, diante da volatilidade e do nível de incerteza, é difícil projetar o rumo do câmbio" (p. B5)
"Analistas já preveem inflação a 8%: Por causa dos aumentos extraordinários da tarifa de energia, na casa de 50%, consultorias revisaram para cima projeção do IPCA" (p. B6)
"Comércio e serviços planejam demissões nos próximos meses" (p. B6)
"Governo prepara leilão da folha dos servidores públicos: Equipe econômica também estuda a licitação da administração dos recursos do FPE e do FPM; no total, receitas podem chegar a R$ 5 bi" (p. B7)
"Governo atrasa pagamentos do PAC: Sem recursos, repasses às construtoras são feitos com uma média de 75 dias de atraso, o que está provocando desaceleração nas obras"
Negócios: "Brasil perde para México posto de maior produtor de veículos da América Latina: Produção brasileira recuou 15,3% em 2014, o que fez o País registrar o pior resultado entre os dez principais produtores do mundo; se projeção de queda de 10% nas vendas se confirmar, Brasil pode ceder para a Alemanha a posição de quarto maior mercado" (p. B11)
"Gerdau vai investir 17,4% a menos em 2015: Esse é o terceiro ano consecutivo em que a siderúrgica gaúcha reduz investimentos" (p. B13)
* Folha de S.Paulo
"Incerteza sobre pacote fiscal leva dólar ao patamar de R$ 3: Moeda fecha a R$ 2,978; US$ 3,33 bi deixaram o país no final de fevereiro". (p. B1)
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
10 dicas para organização de um trabalho acadêmico
Escrevi essas dicas para minha turma de Ciências Econômicas na Unicamp. Depois de duas monografias (de jornalismo e de economia) feitas e a dissertação a caminho, fui juntando algumas dicas pessoais que pode ajudar algumas pessoas.
Mas, antes de mais nada, a dica ZERO e mais importante: leia "Como se faz uma tese" de Umberto Eco (link para Livraria Cultura). Esse livro é simples e pequeno, mas genial. Embora ele fale de algumas práticas da Itália, tem dicas valiosíssimas para qualquer pessoa que quer escrever uma monografia (por obrigação do curso ou paixão), dissertação ou mesmo uma tese.
Agora as demais dicas:
1) Não deixe para última hora! "Um dia sem escrever sua mono/dissert/tese, resulta em trabalho triplo no futuro", segundo Marcelo Knobel, professor da Unicamp. Nem que seja para fichar uma página de um livro num dia, outra no outro, mas façam alguma coisa;
2) Post-its coloridos ajudam muito. Aqueles que têm formato de seta são ótimos para marcar mais de um assunto em um livro. Na primeira página, cole um de cada cor e escreva temas específicos que precisa pesquisar ou os nomes dos seus capítulos. Ao longo do livro vá colando esses post-its e fazendo pequenas anotações. Quando tiver vários livros fichados fica mais fácil de relacionar os temas entre autores diferentes;
3) Não deixe de conversar com seu orientador!!! Mesmo que ele não marque reuniões com frequência, COBRE os encontros porque eles são importantes para mantê-lo em dia e também para te "forçar" a apresentar algo com certa periodicidade (além de não deixar tudo para última hora);
4) Nem tente planejar escrever um ou mais capítulos nas férias (no caso de monografias que se dividem em disciplinas de dois semestres). Todo plano de férias fracassa, a não ser que você tenha uma disciplina militar. Prefira manter sua produção em dia ao longo do período letivo, assim dá para descansar de verdade em julho e preparar para a reta final;
5) Use o cronograma apresentado no projeto da monografia/TCC, dissertação, tese e etc. Imprima ele e cole na sua escrivaninha, no local de trabalho, contra-capa do caderno ou em qualquer lugar onde você frequenta muito e costuma estudar. Esse cronograma é essencial para que tudo saia no período certo;
6) Não faça um cronograma muito apertado. Se ainda tiver muitas disciplinas para cursar, seja realista e distribua a produção ao longo dos dois semestres. Leve em conta também os períodos de prova, horas que precisa estudar para essas outras disciplinas e não esqueça de um tempo para descansar!;
7.a) No caso específico da graduação em Ciências Econômicas da Unicamp, no meio do semestre há uma REUNIÃO DE AVALIAÇÃO com a coordenação. Esse esquema pode mudar em 2015, mas até ano passado essa reunião não passava de uma conversa com os membros da coordenação e da comissão de graduação. Eles vão ver o relatório que seu orientador preencheu e a nota parcial registrada ali e conversar para ver se você dará conta de fazer todo o trabalho naquele semestre e se já produziu algo. Até ano passado não era preciso apresentar nada nessas reuniões parciais e elas ocorrem no meio do primeiro e do segundo semestre;
7.b) Em todos os casos, é importante verificar quais são suas obrigações com a instituição de ensino ou com a instituição que te fornece bolsa de estudos (Fapesp em SP, por exemplo). No caso do mestrado, tive que fazer o exame de qualificação. Obviamente que não foi tão simples quanto o item anterior. Mas a dica importante aqui é: conheça suas obrigações, quando deve (e se deverá) apresentar algo, entregar relatórios e etc...
8) Para organizar a redação da monografia, crie uma pasta e alguns arquivos de texto: um para a introdução, um para cada capítulo do trabalho e outro para as referências. Fica mais fácil ir apresentando sua produção para seu orientador (isso se ele não impor alguma regra diferente);
9) Mantenha as Referências sempre atualizadas. Não deixe para incluir uma obra "depois" porque o depois nunca chega e o arquivo final fica sem ela. E acreditem: tem professor que olha toda a referência e vai conferir suas citações nela;
10) Não é só Jesus que salva, GDrive e Dropbox também salvam e também estão nas nuvens. Esses dois recursos têm opção de criar uma pasta no computador que mantém sua HD online atualizada. Crie as pastas da monografia nessa área e salve os arquivos todos ali. Claro que manter uma cópia de segurança num pendrive ou num outro HD ajuda, mas se seu computador pifar ou você tiver um tempo na faculdade, pode acessar seu trabalho pela internet e continuar trabalhando tranquilamente.
É isso.... espero que tenha ajudado alguém. Se sim, deixe um comentário aqui ;)
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