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quinta-feira, 25 de maio de 2017
[Folheando] Quatro cinco um - a revista dos livros! [SEM FALAS!]
A revista "Quatro cinco um" é nova no mercado e chegou com tudo! A proposta, ao que parece, é ser extremamente segmentada, seu tema: LIVROS! Dê uma espiada nessa nova revista junto com a gente! =)
Ansioso pelos próximos números da revista, mas desde já um pouco desapontado com o caráter marketeiro, ao menos das duas únicas matérias sobre poesia. Não sou o maior fã de poesias, mas com a disciplina de Introdução ao Estudo Literário I, ministrada por Roberto Zular no curso de Letras da USP, não tive como reconhecer toda a engenhosidade, complexidade e beleza de um poema.
Aos poucos fui percebendo que tudo aquilo que aprendemos na escola não faz nenhum sentido. Poesia é muito mais que um verso, um conjunto de rimas bonitinhas ou algo escrito de um jeito diferente de uma prosa. É perfeitamente compreensível como as pessoas não gostam e não apreciam poesia, afinal, entrar nela é um trabalho árduo. Passar da leitura linear de "Em minha terra tem palmeiras | Onde canta o sabiá" para uma leitura ritmada e cheia de imagens, infelizmente, não é simples. Entender os lás e os cás, a mistura do leite com o sangue, o olhar de um antinarciso e seja lá o que mais a poesia nos possibilita é algo quase único. Quase, afinal, muita prosa com sabor de poesia prova que a classificação em gênero é tão complexa quanto entender as particularidades de cada um para além da simples diferença entre "verso" e "prosa".
Cenário composto e voltando aos textos sobre poesia da "Quatro cinco um", eles se propõe única e exclusivamente a nos dizer quem são os poetas. Um homem e uma mulher; New York e Canadá; um coração no bolso e apagamentos de si mesmo. São informações ou impressões? O que vale mais na poesia, baseado no que aprendi até então, não é tanto quem a fez, mas os sentidos e imagens que ela possibilita ao leitor, ou não? Sendo assim, ver textos sobre poesia que se limitam a repetir o que a Wikipedia provavelmente já fez com os poetas, me pareceu algo muito... estranho. Mas também como fazer diferente? Aqui me dou licença poética e estúpida de quem está nos primeiros passos: não sei.
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Canal novo!! Marca páginas já está no YouTube para falar de "Terra Sonâmbula" do Mia Couto
Este ano entrei em uma nova-velha empreitada: mais um vestibular e (se der tudo certo) mais uma graduação. Desta vez escolhi cursar Letras para seguir meu objetivo de ser professor. Apesar das graduações em Jornalismo e Economia e do mestrado pelo Labjor da Unicamp, ainda não consegui chegar até uma sala de aula. Sendo assim, por que não adotar uma outra estratégia, não é mesmo?
Pois bem, o que é o Marca Páginas? É e será um canal para falar sobre livros. Vou tentar cumprir também com um objetivo pessoal de "desmistificar" a economia por meio deste canal, mas ainda vou pensar bem na estrutura para tornar o projeto bem redondo.
A história do canal, bem resumida, é a seguinte: estudando para o vestibular li Terra Sonâmbula do Mia Couto. Fiquei mais que apaixonado pelo livro e queria falar pra todo mundo sobre esse livro incrível. Fui procurar informações sobre ele no YouTube e encontrei o canal da Tatiana Feltrin. O canal dela é antigo já, mas não o conhecia. Por gostar muito do jeito dela e por precisar falar sobre o livro do Mia Couto, resolvi criar o Marca Páginas.
Com o tempo o canal vai adquirir sua forma e linguagem próprias. Projetos não faltam e quem sabe não consigo retomar este blog abandonado para fazer um mix entre textos, leituras e vídeos?
Então, apresento a todas e todos, meu canal Marca Páginas:
A história do canal, bem resumida, é a seguinte: estudando para o vestibular li Terra Sonâmbula do Mia Couto. Fiquei mais que apaixonado pelo livro e queria falar pra todo mundo sobre esse livro incrível. Fui procurar informações sobre ele no YouTube e encontrei o canal da Tatiana Feltrin. O canal dela é antigo já, mas não o conhecia. Por gostar muito do jeito dela e por precisar falar sobre o livro do Mia Couto, resolvi criar o Marca Páginas.
Com o tempo o canal vai adquirir sua forma e linguagem próprias. Projetos não faltam e quem sabe não consigo retomar este blog abandonado para fazer um mix entre textos, leituras e vídeos?
Então, apresento a todas e todos, meu canal Marca Páginas:
terça-feira, 17 de abril de 2012
Manipulação e poder: Orwell e Reed
Tumulto, manipulação, mais tumulto, calúnias e discussões... são essas palavras, com maior ênfase para a segunda da lista, que mais ressaltam nas leituras de "A Revolução dos bichos" de George Orwell e "Os dez dias que abalaram o mundo", de John Reed.
Nesta "maratona de leituras" pessoal, fiz questão de sequenciar dois livros com temas parecidos para ver abordagens diferentes de uma (quase) mesma realidade. "A revolução dos bichos" dispensa maiores comentários, mas ficou na minha estante de livros por alguns anos. Havia começado a ler quando comprei a obra, em 2009 (eu acho), mas logo parei. Retomei Orwell logo depois de ler "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago, semanas atrás. O outro livro, de Reed, ficou no escanteio da minha lista por um tempo maior. No primeiro ano da graduação de jornalismo, em 2005, foi apresentado à sala uma lista de livros-reportagens e "Os dez dias" estava entre as indicações. Me lembro que o assunto chamou a atenção, mas a leitura não me agradou muito e a troquei por "Por quem os sinos dobram" de Ernest Hemingway (que também indico).
De forma geral os dois livros falam sobre o mundo socialista da União Soviética: as revoluções socialistas feitas em novembro de 1917 (retratada por Reed) e uma crítica à política e aos desdobramentos dessas revoluções (Orwell). Na obra de Reed, os nomes dos políticos e personagens Russos e a falta de maiores apresentações deles no texto, na minha opinião, são o ponto fraco da obra de Reed para quem não estudou com profundidade essas passagens da história. Particularmente ficava um pouco perdido no começo da leitura por não saber o nome de todos os atuantes da revolução de novembro de 1917 (o próprio Reed escreve um resumo, praticamente um guia, mostrando os partidos políticos e outros grupos atuantes na Rússia. Além disso há ambientações no primeiro capítulo e também no prefácio). Porém, o objetivo do livro é narrar os acontecimentos de dez dias que mostram o antes, durante e depois da revolução e esse objetivo é cumprido com perfeição - não é sem motivo que John Reed foi considerado um dos melhores jornalistas dos Estados Unidos.
Já o livro de Orwell é sensacional. Uma revolução dos bichos com um caráter socialista facilmente perceptível é feita pelos animais da Granja Solar. Depois da tomada do poder, da divisão dos trabalhos por todos os animais e a divisão justa dos alimentos entre os trabalhadores, agora sem nenhum patrão, mostra o ideal das primeiras revoluções socialistas da Europa oriental. Os personagens foram muito bem elaborados e só ressaltaram ainda mais a crítica feita pelo autor aos desdobramentos da história socialista. Trótski, Stalin e o proletariado estão ali bem representados pelos bichos e as relações entre eles ao longo da história mostra bem como foi se desenvolvendo a política daquele país da revolução de 1917 até os anos posteriores a tomada do poder por Stalin. É até visível um pouco da ideologia econômica de Trótski, que tive contato na matéria de Desenvolvimento Econômico na Unicamp e foi o que me motivou a ler Orwell.
Obras (espero que minimamente bem) resumidas, volto ao tema principal e as palavras que escolhi: tumulto, manipulação, mais tumulto, calúnias e discussões... Percebi uma clara semelhança entre as obras de Orwell e Reed principalmente quando comecei a ler o livro do segundo autor. Reed mostra os debates políticos feitos na Rússia no decorrer da revolução de novembro; Orwell mostra o relacionamento entre os pensadores da revolução e o "proletariado", ou restante da bicharada. Mas o que é mais interessante é a forma como essas discussões eram feitas na URSS daquela época e a forma como essas ideias eram passadas para população.
A manipulação da classe mais baixa e com pouca educação é uma das maiores críticas de Orwell. Os animais da granja, ainda dotados de um mínimo de memória, são manipulados por um dos porcos do poder. "Mas não havia uma lei que dizia que animais não usariam moedas?", chegam a se perguntar os animais quando as leis do chamado animalismo começam a ser quebradas. Então logo surge Garganta, um dos porcos, para convencer que os animais devem ter simplesmente "sonhando" com isso, "nunca houve tal lei" (este é só um exemplo e não é extremamente fiel à história).
Já Reed, fiel aos fatos da revolução que presenciou, traz citações dos panfletos e artigos publicados nos jornais em circulação e a tentativa de influenciar a população é tão clara - aí com maior compreensão visto que é a direita criticando e atacando a esquerda que sobe ao poder.
Qualquer semelhança com a nossa realidade é mera coincidência, não? Ainda temos uma imprensa que se diz imparcial e justa, mas vale sempre ficar atento às reais intenções de cada reportagem e cada capa de revista porque, em alguns casos, a manipulação não é nenhum pouco velada pelos porcos do "poder da imprensa".
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Um pouco de distração
Para não enlouquecer esse semestre resolvi adicionar algumas leituras nos meus horários vagos. Ler apenas textos específicos de economia pode acabar com qualquer um e levar à loucura facilmente, como ainda não cheguei neste nível altíssimo de inteligência, estou tentando ler algumas obras que nada tenham haver com economia...
A primeira leitura foi "A Resposta" de Kathryn Stockett, livro que deu origem ao filme "Histórias Cruzadas" (The Help) e que já elogiei aqui no blog. Como sempre, preferiria ter lido o livro antes de assistir ao filme, mas a ordem dos fatores foi diferente e não alterou por completo o resultado. O livro é tão ou mais sensacional quanto o filme. Claro que é impossível transpor todo o conteúdo das 500 páginas para imagens, porém o filme cumpriu com a missão de mostrar o que Stockett quis passar na sua obra best seller. O livro é realmente uma leitura transformadora e nos faz pensar sobre nossas atitudes e sobre como a sociedade realmente foi (e ainda é, com certeza). Cada situação que a autora narra ali traz sorrisos ou revoltas verdadeiras sobre o racismo e sobre quão mesquinhas e ignorantes conseguem ser algumas culturas espalhadas pelo mundo (pelo menos no mundo ocidental).
Tentei ler, logo em seguida, o livro "Guia politicamente incorreto da América Latina", mas sem sucesso. O primeiro capítulo é sobre Che Guevara e, apesar de levar em consideração os argumentos dos autores baseados nos escritos diários do próprio Che, achei a leitura tendenciosa demais. Não me surpreende que os dois autores tenham passado pela Veja! E explico o porquê dessa minha afirmação: eles se limitam demais à opiniões próprias apesar de trazer relatos de outras obras, porém com uma abordagem de extrema direita totalmente escancarada.
Enfim... depois de ler o primeiro capítulo, guardei o livro para tentar ler num futuro provavelmente distante e passei para uma obra que há muito tempo queria ler e a coloquei com prioridade nesta minha lista de descanso da economia: "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago. Há alguns anos li "A viagem do elefante" que, apesar de parecer um tema completamente tonto, prendeu minha atenção pela forma como Saramago escreve e principalmente pela genialidade do autor de fazer de um simples tema algo incrível.
Com Ensaio sobre a cegueira não é nada diferente - e acho que até melhor que a primeira obra que li. Da madrugada de sexta para sábado, no dia que peguei o livro na mão para começar a leitura, passei rapidamente pelas 70 primeiras páginas. Realmente não dá vontade de parar de ler! Apesar dos parágrafos gigantes e do português lusitano, a história nos prende de uma tal forma que se não fosse o passei em família que eu fiz no sábado pela manhã eu teria virado a madrugada lendo, sem dúvida alguma.
E realmente é mais que genial a forma como Saramago escreve! Ele não cita nenhum nome de personagem, se limita a chamá-los de "o primeiro cedo", "a mulher do médico", "o médico", "a mulher dos óculos escuros" e etc. Além disso, a forma como ele descreve os diálogo é extremamente rica. As vezes ele sequer usa a voz do segundo locutor de um diálogo ao telefone, por exemplo, se limitando apenas ao que se ouve de um dos lados da linha e você consegue entender perfeitamente o diálogo completo. Estou falando especificamente da cena em que o médico oftalmologista está conversando (quase escrevi está a conversar) com o ministério da saúdo ou com qualquer amigo médico dele e a mulher está na mesma sala ouvindo o marido ao telefone. Você se sente sentado no sofá apenas vendo e ouvindo o personagem com o telefone no ouvido conversando e respondendo as perguntas feitas. E como já disse, você sabe exatamente o que está sendo perguntado intuitivamente!
E assim como o livro A resposta, guardadas as (lógicas) devidas proporções, a história nos faz pensar e nos revoltar com o espírito humano. Como o homem consegue ser egoísta, como ele se organiza em estados parecidos com o primitivo, também como pode ser bom e organizado, entre tantos outros sentimentos, qualidades e defeitos que Saramago consegue colocar todos juntos dentro de um manicômio. "O mundo todo está aqui dentro", como pensa a mulher do médico em um determinado momento, e realmente está.
Se não fossem os textos de David Ricardo que ainda tenho que ler hoje para a aula de Economia Política, eu me deitaria no colchão para ler o máximo que eu puder, porém as próximas cenas me aguardam para a hora que eu for pegar o ônibus para ir até à Unicamp.
Vou colocar algumas citações que selecionei do livro para tentar convencer quem está lendo esse post a se encorajar na leitura da obra do Saramago:
"... se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar. Os bons e maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratular-nos ou pedir perdão, aliás, há quem diga que isso é que é a imortalidade que tanto se fala" (p. 84)
"É desta massa que somos feitos, metade de indiferença e metade de ruindade" (p. 40)
A imagem que abre esse post é do filme Blindness, dirigido por Fernando Meirelles baseado na obra de Saramago. Prometi a mim mesmo que só vou assistir quando terminar a leitura!
terça-feira, 8 de junho de 2010
Clássicos de Literatura Econômica
Para quem adora economia, assim como eu, aqui via uma dica interessante do Ipea:
"A Diretoria de Estudos Macroeconômicos (Dimac) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) reeditou a publicação “Clássicos de Literatura Econômica”, lançada originalmente pelo Ipea/Inpes em 1988. O livro original, que ganhou versão eletrônica e consta em CD anexo à obra, continha textos clássicos de macroeconomia e microeconomia.
"Esta terceira edição apresenta artigos de macroeconomia selecionados e traduzidos no começo da década de 1980 e publicados, inicialmente, na revista Literatura Econômica, entre 1983 e 1987. São eles “A instabilidade do capitalismo”, de Joseph Schumpeter; “Algumas observações sobre a “Teoria de Keynes”, de Michael Kalecki; “Teorias alternativas da taxa de juros” e “A teoria ex ante da taxa de juros”, de John Maynard Keynes; “Teorias alternativas da taxa de juros: réplica”, de Bertil Ohlin; “O Sr. Keynes e os ‘clássicos’: uma sugestão de interpretação”, de John Richard Hicks; “Moeda, capital e outras reservas de valor” e “Uma abordagem de equilíbrio geral para a teoria monetária”, de James Tobin; e “Inflação e desemprego: a novidade da dimensão política”, de Milton Friedman.
"O lançamento desta edição de Clássicos de Literatura Econômica é parte de um programa institucional do Ipea de republicação de diversos de seus livros que marcaram o estudo de Economia e Ciências Sociais no país. Este livro contém ideias essenciais para aqueles que desejam contribuir para a formulação de uma macroeconomia voltada à promoção do desenvolvimento."
Veja o livro na íntegra
"Esta terceira edição apresenta artigos de macroeconomia selecionados e traduzidos no começo da década de 1980 e publicados, inicialmente, na revista Literatura Econômica, entre 1983 e 1987. São eles “A instabilidade do capitalismo”, de Joseph Schumpeter; “Algumas observações sobre a “Teoria de Keynes”, de Michael Kalecki; “Teorias alternativas da taxa de juros” e “A teoria ex ante da taxa de juros”, de John Maynard Keynes; “Teorias alternativas da taxa de juros: réplica”, de Bertil Ohlin; “O Sr. Keynes e os ‘clássicos’: uma sugestão de interpretação”, de John Richard Hicks; “Moeda, capital e outras reservas de valor” e “Uma abordagem de equilíbrio geral para a teoria monetária”, de James Tobin; e “Inflação e desemprego: a novidade da dimensão política”, de Milton Friedman.
"O lançamento desta edição de Clássicos de Literatura Econômica é parte de um programa institucional do Ipea de republicação de diversos de seus livros que marcaram o estudo de Economia e Ciências Sociais no país. Este livro contém ideias essenciais para aqueles que desejam contribuir para a formulação de uma macroeconomia voltada à promoção do desenvolvimento."
Veja o livro na íntegra
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Reaprendendo a ler ficção
Como é bom as vezes fazer parte da vida de outra pessoa. Na minha opinião, uma das coisas que nos possibilitam isso é a leitura. Estranho? É, eu também achei, mas não é difícil de entender.
Acabei de ler um livro de um jornalista norte-americano chamado Noah Gordon. O livro, de nome La Bodega, é o segundo que leio do mesmo autor. O primeiro foi O Físico. Apesar de ser jornalista, o que levaria algumas pessoas - principalmente as da área - a encararem a publicação como uma grande reportagem, a obra é uma ficção. Gordon é mestre em literatura e escrita criativa e só este título já pode explicar o envolvimento que seus livros causam.
La Bodega é a história de um espanhol catalão chamado Josep Alvarez. Baseado em alguns fatos reais do século XIX como a luta carlista na Espanha e a filoxera (praga que ataca vinhedos) da época, a história conta a vida de Josep e sua saga entre fugir dos conflitos políticos e militares no qual se envolveu e a responsabilidade de assumir o vinhedo de seu pai falecido.
Até o final do ano passado me limitei a leituras técnicas. Para fazer a monografia sobre a revista piauí, li vários livros sobre reportagem, jornalismo literário e jornalismo de revista. Estava, de fato, desacostumado a ler ficção. Havia esquecido o prazer que é ler algo que nos faz fugir por algumas páginas da nossa realidade e passar a torcer por uma personagem que nem sequer existiu.
É isso que quero dizer com o fazer parte da vida da personagem. Durante as páginas de La Bodega passei a querer sempre saber mais e mais sobre o que iria acontecer com Josep. Essa literatura envolvente me prendeu por algumas madrugadas essa semana. Madrugadas que o prazer da leitura ganharam do sono.
Antes do livro do escritor norte-americano li também A Viagem do Elefante, de José Saramago. Por ser um escritor português, a leitura da sua obra me causou mais curiosidade que o prazer em si. Em plena fase de adaptação com as novas regras ortográficas, o livro de Saramago trazia maneiras curiosas de introduzir as falas das personagens, além da falta de assentos e da trema em algumas palavras.
Gosto muito de observar a maneira como os autores apresentam as personagens e constroem sua trama. As vezes dou mais atenção a esses detalhes e acabo me perdendo na história. Mas quando o autor nos prende mesmo e não dá vontade de parar de ler, as últimas páginas do livro misturam sentimentos de angustia e curiosidade. Saber o que aconteceu com a personagem, se viveram felizes para sempre e ao mesmo tempo desejar que o livro tivesse mais e mais páginas para acompanharmos os próximos passos e o desenrolar da história.
Enfim... são duas leituras que recomendo. Noah Gordon é um dos meus escritores favoritos. e Saramago é Saramago! (risos)
Acabei de ler um livro de um jornalista norte-americano chamado Noah Gordon. O livro, de nome La Bodega, é o segundo que leio do mesmo autor. O primeiro foi O Físico. Apesar de ser jornalista, o que levaria algumas pessoas - principalmente as da área - a encararem a publicação como uma grande reportagem, a obra é uma ficção. Gordon é mestre em literatura e escrita criativa e só este título já pode explicar o envolvimento que seus livros causam.
La Bodega é a história de um espanhol catalão chamado Josep Alvarez. Baseado em alguns fatos reais do século XIX como a luta carlista na Espanha e a filoxera (praga que ataca vinhedos) da época, a história conta a vida de Josep e sua saga entre fugir dos conflitos políticos e militares no qual se envolveu e a responsabilidade de assumir o vinhedo de seu pai falecido.
Até o final do ano passado me limitei a leituras técnicas. Para fazer a monografia sobre a revista piauí, li vários livros sobre reportagem, jornalismo literário e jornalismo de revista. Estava, de fato, desacostumado a ler ficção. Havia esquecido o prazer que é ler algo que nos faz fugir por algumas páginas da nossa realidade e passar a torcer por uma personagem que nem sequer existiu.
É isso que quero dizer com o fazer parte da vida da personagem. Durante as páginas de La Bodega passei a querer sempre saber mais e mais sobre o que iria acontecer com Josep. Essa literatura envolvente me prendeu por algumas madrugadas essa semana. Madrugadas que o prazer da leitura ganharam do sono.
Antes do livro do escritor norte-americano li também A Viagem do Elefante, de José Saramago. Por ser um escritor português, a leitura da sua obra me causou mais curiosidade que o prazer em si. Em plena fase de adaptação com as novas regras ortográficas, o livro de Saramago trazia maneiras curiosas de introduzir as falas das personagens, além da falta de assentos e da trema em algumas palavras.
Gosto muito de observar a maneira como os autores apresentam as personagens e constroem sua trama. As vezes dou mais atenção a esses detalhes e acabo me perdendo na história. Mas quando o autor nos prende mesmo e não dá vontade de parar de ler, as últimas páginas do livro misturam sentimentos de angustia e curiosidade. Saber o que aconteceu com a personagem, se viveram felizes para sempre e ao mesmo tempo desejar que o livro tivesse mais e mais páginas para acompanharmos os próximos passos e o desenrolar da história.
Enfim... são duas leituras que recomendo. Noah Gordon é um dos meus escritores favoritos. e Saramago é Saramago! (risos)
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