A cada ano que passa me parece que os filmes vão ficando cada vez melhores. Ao assistir ontem ao filme Anjos da Noite 4, me surpreendi com os trailers: só filme MUITO bom. Pelo menos é o que parece. Até agora só me decepcionei com um: Motoqueiro Fantasma 2. E diga-se de passagem que Cada um tem a gêmea que merece é bem tonto também.
Imortais
Anjos da Noite 4 Despertas - esta semana nos cinemas
E agora os que estão por vir!!!
John Carter entre dois mundos, da Disney
Fúria de Titãs 2, detalhe para a versão da música Sweet Dreams (muito boa)
Residente Evil 5: Retribution, a abertura desse trailer engana muito! (risos) QUando passou no cinema pensamos que era alguma propaganda idiota de celulares ou sei lá o quê.
Para fechar um filme PÉSSIMO: Motoqueiro Fantasma 2 - O espírito de vingança, realmente MUITO RUIM:
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domingo, 4 de março de 2012
Histórias Cruzadas ("The Help"): será que ainda existe gente assim?
Acho que até ontem nunca havia entendido o que é realmente um filme “sensível”. As vezes acho exageradas algumas classificações e críticas de filmes, mas finalmente acredito que finalmente entendi o que é realmente um filme que merece esse adjetivo.
Neste último sábado, dia 3 de março, tirei o final da tarde, a noite toda e um bom pedaço da madrugada para assistir a alguns filmes. O primeiro, e o melhor da jornada, foi Histórias Cruzadas (“The Help”), seguido de Anjos da Noite (“Underworld – awakening”) no cinema e finalmente O artista (“The artist”). Por ter programado sair para o cinema às 19h não tive tempo de assistir ao final do Histórias Cruzadas. Faltavam os minutos preciosos que deixaram minha curiosidade aguçada.
Foram três filmes completamente diferentes um do outro. Histórias Cruzadas é um drama muito bonito, “sensível” e tocante. Anjos da Noite tem efeitos em 3D muito bons, alguns sustos e uma história bem legal. E finalmente O Artista é uma produção genial – mas particularmente eu votaria no Histórias Cruzadas para ganhar o Oscar de melhor filme e explico o porquê.
O filme é baseado no livro A resposta (“The Help” em inglês), da romancista Kathryn Stockett. Confesso que não gosto de ler romances, mas este tem um espaço garantido na minha lista lista de leituras. O ponto alto do filme é que ele nos faz pensar seriamente sobre o racismo. Entre risadas e cenas muito revoltantes ou emocionantes, é inevitável pensar “Como foi ou como é possível existir pessoas que pensam como esses homens e mulheres norte-americanas das décadas de 1950 e 1960?”. Claro que o racismo é anterior a essa data e infelizmente está presente até hoje naquele país e em muitos outros lugares do mundo, mas o que Stockett escreveu e o diretor Tate Taylor transformou em um belo filme, é “atemporal e universal” como diz a descrição do livro.
O filme é estrelado por Emma Stone que faz o papel da senhorita Skeeter, pela indicada ao Oscar de melhor atriz Viola Davis que interpreta a empregada negra Aibileen e pela ganhadora do prêmio de melhor atriz coadjuvante no Oscar 2012, Octavia Spencer que é Minny, outra empregada negra que parece não ter freio algum na língua – além de ser divertidíssima. As três personagens são o foco do livro de Stockett e não é tarde para dizer que a obra foi sucesso nos Estados Unidos ficando em primeiro lugar na lista de Best-sellers do jornal New York Times. É engraçado o livro ter alcançado tal notoriedade no seu país de origem porque o filme mostra justamente brancas racistas lendo um livro homônimo que conta a perspectiva das empregadas negras daquela época. Será que foi uma “sátira” ou uma crítica à sociedade norte-americana que gosta de ler seus próprios dramas atemporais?
Enfim... como estava dizendo, o filme marca muito por mostrar a história de Skeeter, Aibileen e Minny em uma sociedade simplesmente nojenta! Chega-se ao ponto de mulheres de famílias brancas proporem que hajam banheiros do lado de fora da casa especialmente para as empregadas negras por medo de pegarem as doenças da raça. Mas quanto a essa revolta, vale muito a pena assistir ao filme para rir com uma das passagens sobre banheiros e fezes! (muitos risos). E aqui vale muito incluir um comentário feito pela minha mãe: “Hoje ainda existe banheiros para empregadas em casas chiques. Parece que as coisas não mudaram muito.” Guardadas as devidas proporções temporais, é um grande absurdo ainda existir uma mentalidade tão ridícula como aquela relatada em Histórias Cruzadas.
Sinopse do filme:
Baseado em um dos livros mais badalados há anos e fenômeno n°1 em vendas de todos os tempos do New York Times, "Histórias Cruzadas", filme estrelado por Emma Stone ("A mentira") como Skeeter, com a indicada ao Oscar© Viola Davis ("Dúvida") como Aibileen e Octavia Spencer como Minny, mostra três diferentes mulheres extraordinárias no Mississipi durante os anos 60 que constroem uma improvável amizade devido a um projeto literário secreto que abala as regras da sociedade, colocando-as em perigo. De sua improvável aliança surge uma incrível irmandade, criando em todas elas a coragem para transcender os limites que as definem e a conscientização de que às vezes esses limites existem para serem ultrapassados, mesmo que isso signifique fazer com que todas as pessoas da cidade encarem os novos tempos. Intensa, cheia de pungência, humor e esperança, "Histórias Cruzadas" é uma história eterna e universal sobre a capacidade de criar mudanças.
Resumo de tudo isso que escrevi: o filme é maravilhoso!
sábado, 7 de janeiro de 2012
Immortals
Confesso que meus filmes preferidos são aqueles que fogem da realidade e trazem deuses, seres incríveis, que incitam a imaginação e aqueles desejos secretos de ter superpoderes e conseguir fazer coisas que extrapolam qualquer senso comum. Não sei se todos que assistem a esses filmes têm esses momentos de viagem, mas quem é assim sai feliz das salas de cinema quando encontram filmes que não dá vontade sequer de piscar os olhos enquanto a mente fantasia. Imortais, dos mesmos produtores de 300, é assim e é excelente.
Pesquisando algumas informações sobre o filme, me deparei com algumas críticas negativas, inclusive de pessoas que sequer assistiram ao filme. Quando vi o trailer também achei que seria péssimo e que iria jogar meu dinheiro no lixo. Os trechinhos do filme que são compilados na divulgação do filme mostram cenas quase monocromáticas com alguns momentos dourados. Essas duas cores parecem ser a únicas num cenário sempre sujo e cheio de poeira. Na verdade, apesar de grande parte do filme se passar numa Grécia antiga povoada por pessoas que moravam nos paredões daquele solo todo irregular, a história é ótima, os efeitos são muito interessantes e o que eu achei melhor, não é um filme previsível.
Não sou e nem pretendo ser crítico de cinema, mas por adorar escrever dou minha opinião baseada mais na capacidade de o filme me transportar para um mundo ou para uma época na qual eu gostaria de estar do que exclusivamente na qualidade da imagem, dos efeitos e da música. Claro... tem clichês no meio do filme sim: há uma cena que Teseu estimula seu exército a lutar "pelos seus filhos, pelo seu futuro" e blablabla. Sempre veremos discursos e cenas que já estamos cansados, porém os clichês de Imortais foram poucos.
A presença e a recriação das imagens dos deuses gregos foi ótima: moderna, vivos, divinos. Atores com corpos e belezas perfeitas, como deuses e deusas gregos devem ser, não ofuscou a importância desses personagens na história. Aliás, os deuses gregos, os imortais, têm papel chave na história. Na trama, eles já haviam virado mito, fruto de histórias para crianças entre tantos pagãos gregos que não tinham seus desejos atendidos depois de orações. O vilão, rei Hiperion, quer exterminar os deuses e para isso busca uma arma que pode libertar os titãs, também imortais e os únicos que podem matar os deses; só imortais podem matar imortais. E esse já é um ponto interessante porque foge do senso comum daquelas batalhas épicas entre o lado bom e o lado ruim.
Bom, o filme vale cada centavo e se você for estudante e pagar meia, ainda sai no lucro porque o filme deixa um gosto de quero mais e você pode assistir duas vezes pelo preço de uma =D.
Este será um DVD que com certeza vou querer ter na minha coleção!
Pesquisando algumas informações sobre o filme, me deparei com algumas críticas negativas, inclusive de pessoas que sequer assistiram ao filme. Quando vi o trailer também achei que seria péssimo e que iria jogar meu dinheiro no lixo. Os trechinhos do filme que são compilados na divulgação do filme mostram cenas quase monocromáticas com alguns momentos dourados. Essas duas cores parecem ser a únicas num cenário sempre sujo e cheio de poeira. Na verdade, apesar de grande parte do filme se passar numa Grécia antiga povoada por pessoas que moravam nos paredões daquele solo todo irregular, a história é ótima, os efeitos são muito interessantes e o que eu achei melhor, não é um filme previsível.
Não sou e nem pretendo ser crítico de cinema, mas por adorar escrever dou minha opinião baseada mais na capacidade de o filme me transportar para um mundo ou para uma época na qual eu gostaria de estar do que exclusivamente na qualidade da imagem, dos efeitos e da música. Claro... tem clichês no meio do filme sim: há uma cena que Teseu estimula seu exército a lutar "pelos seus filhos, pelo seu futuro" e blablabla. Sempre veremos discursos e cenas que já estamos cansados, porém os clichês de Imortais foram poucos.
A presença e a recriação das imagens dos deuses gregos foi ótima: moderna, vivos, divinos. Atores com corpos e belezas perfeitas, como deuses e deusas gregos devem ser, não ofuscou a importância desses personagens na história. Aliás, os deuses gregos, os imortais, têm papel chave na história. Na trama, eles já haviam virado mito, fruto de histórias para crianças entre tantos pagãos gregos que não tinham seus desejos atendidos depois de orações. O vilão, rei Hiperion, quer exterminar os deuses e para isso busca uma arma que pode libertar os titãs, também imortais e os únicos que podem matar os deses; só imortais podem matar imortais. E esse já é um ponto interessante porque foge do senso comum daquelas batalhas épicas entre o lado bom e o lado ruim.
Bom, o filme vale cada centavo e se você for estudante e pagar meia, ainda sai no lucro porque o filme deixa um gosto de quero mais e você pode assistir duas vezes pelo preço de uma =D.
Este será um DVD que com certeza vou querer ter na minha coleção!
sábado, 14 de maio de 2011
Pensar no cliente? Why?
É incrível, num nível beirando o ridículo, ver como alguns empresários pouco se importam com seus clientes. Depois de todo aquele discurso de livre mercado, liberalismo e etc etc etc que todo estudante de administração e economia tem contato durante os anos pelos quais passa pela graduação ou algum curso de pós, alguns gerentes e donos de empreendimentos nem sequer ligam para a satisfação do cliente e parecem se atentar apenas aos números no final do "ciclo produtivo".
Hoje passei por dois exemplos. O primeiro foi referente à Natura. Como sou consultor parece que com a empresa eu perco qualquer tipo de direito à reclamações. No meu último pedido solicitei cinco shampoos e cinco condicionadores do mesmo tipo. Hoje quando abro a caixa encontro cinco shampoos e dois condicionadores. Okay, erros podem acontecer na hora de encaixar o pedido, mas como proceder para saná-los? Nada mais óbvio que enviar o que veio faltando na nossa visão, até porque os clientes que fizeram o pedido não vâo querer usar apenas o shampoo, sem completar o tratamento com o condicionador...
Eis que ligo no serviço de atendimento da Natura e depois de três tentativas mal-sucedidas, consigo falar com uma atendente. O sistema estava fora do ar, irão me ligar na segunda-feira dia 16, mas já quis antecipar a possível solução e ela apenas me disse que iriam dar um desconto na próxima fatura e que não enviam poucos itens. E meus clientes como ficam? E meu bolso... vou ter que pagar por esses produtos agora e receber o desconto na próxima fatura. A política que a Natura tem com seus consultores é péssima. Enquanto as gerentes estimulam as vendas nos encontros mensais, o suporte às vendas dificulta toda e qualquer tentativa de "bons negócios" (está entre aspas porque foram com essas palavras que a atendente terminou a conversa).
Vou verificar quais são os direitos de um consultor, porque já passei por mais de uma situação que me senti lesado com a Natura. Uma delas foi referente a um brinde que eu deveria ganhar um produto de Maracujá e veio de Andiroba - quando reclamei disseram que não trocam brindes! Me parece que não somos nem funcionários, nem consumidores... E se um cliente resolve devolver um produto, a Natura não aceita devoluções dos consultores - temos que estocar e tentar vender para outra pessoa.
Já no shopping...
A segunda frustração do dia foi no Shopping de Piracicaba. Nas últimas semanas tenho ido com uma frequência maior ao cinema. Comecei assistindo Rio 3D, depois Thor 3D e hoje Padre, também 3D. A rede de cinemas que tem unidade em Piracicaba tem toda a comodidade de podermos comprar os ingressos pela internet. Acho esse serviço ótimo. Inclusive temos que ser rápidos na compra antes que os assentos se esgotem no meio do dia. Até aí, ótimo. O problema foi ao chegar no cinema.
Acredito que nessas últimas semanas estão sendo lançados filmes muito bons. Nesses três que citei as salas estavam sempre cheias - no Rio e Thor a sessão estava lotada, em Padre tinham poucos lugares vagos. Resultado disso: cinema sempre cheio. Na semana passada o hall do cinema parecia um curral, prestes a abrir as porteiras para o rebanho entrar nas salas. Não havia nenhum funcionário do cinema organizando filas. Houve atraso na entrada - acredito que por conta da demora de higienizar os óculos - e simplesmente não havia nenhuma fila para entrar. Ainda bem que o filme foi bom.
Hoje a situação estava pior. O cinema estava ainda mais cheio e fila era algo tão absurdo que era difícil descobrir em qual entrar para conseguir chegar a algum lugar. Só não havia fila para comprar ingressos, por incrível que isso possa parecer. Porém, havia uma grande e desorganizada para retirar os ingressos comprados pela internet. Mais uma vez, o hall do cinema estava muito cheio - até fotografei o absurdo.
Não vejo como negativo o fato de os cinemas estarem lotados. O problema nesses dois dias foi a falta de organização da administração do cinema para estipular filas e respeitar os horários das sessões. Não havia nenhum funcionário dando satisfações sobre filas, horários e causas dos atrasos. Provavelmente o cinema de Piracicaba está recebendo um público muito acima do normal. (Isso vale uma pauta legal para os jornais da cidade ou para os jornais de Limeira, já que grande parte dos limeirenses vão pra lá). Mas acredito que esse surto de cinéfilos não justifique a ingerência dos responsáveis pelo local.
Confesso que me deu vontade de pedir o dinheiro de volta e ir embora daquele muquifo, mas o filme compensou - apesar de ser totalmente "obvio", como definiu meu amigo Bruno Pacolla, previsível e sem nada de novo além daqueles mesmos enredos de filmes de mocinhos e vampiros...
Hoje passei por dois exemplos. O primeiro foi referente à Natura. Como sou consultor parece que com a empresa eu perco qualquer tipo de direito à reclamações. No meu último pedido solicitei cinco shampoos e cinco condicionadores do mesmo tipo. Hoje quando abro a caixa encontro cinco shampoos e dois condicionadores. Okay, erros podem acontecer na hora de encaixar o pedido, mas como proceder para saná-los? Nada mais óbvio que enviar o que veio faltando na nossa visão, até porque os clientes que fizeram o pedido não vâo querer usar apenas o shampoo, sem completar o tratamento com o condicionador...
Eis que ligo no serviço de atendimento da Natura e depois de três tentativas mal-sucedidas, consigo falar com uma atendente. O sistema estava fora do ar, irão me ligar na segunda-feira dia 16, mas já quis antecipar a possível solução e ela apenas me disse que iriam dar um desconto na próxima fatura e que não enviam poucos itens. E meus clientes como ficam? E meu bolso... vou ter que pagar por esses produtos agora e receber o desconto na próxima fatura. A política que a Natura tem com seus consultores é péssima. Enquanto as gerentes estimulam as vendas nos encontros mensais, o suporte às vendas dificulta toda e qualquer tentativa de "bons negócios" (está entre aspas porque foram com essas palavras que a atendente terminou a conversa).
Vou verificar quais são os direitos de um consultor, porque já passei por mais de uma situação que me senti lesado com a Natura. Uma delas foi referente a um brinde que eu deveria ganhar um produto de Maracujá e veio de Andiroba - quando reclamei disseram que não trocam brindes! Me parece que não somos nem funcionários, nem consumidores... E se um cliente resolve devolver um produto, a Natura não aceita devoluções dos consultores - temos que estocar e tentar vender para outra pessoa.
Já no shopping...
A segunda frustração do dia foi no Shopping de Piracicaba. Nas últimas semanas tenho ido com uma frequência maior ao cinema. Comecei assistindo Rio 3D, depois Thor 3D e hoje Padre, também 3D. A rede de cinemas que tem unidade em Piracicaba tem toda a comodidade de podermos comprar os ingressos pela internet. Acho esse serviço ótimo. Inclusive temos que ser rápidos na compra antes que os assentos se esgotem no meio do dia. Até aí, ótimo. O problema foi ao chegar no cinema.
Acredito que nessas últimas semanas estão sendo lançados filmes muito bons. Nesses três que citei as salas estavam sempre cheias - no Rio e Thor a sessão estava lotada, em Padre tinham poucos lugares vagos. Resultado disso: cinema sempre cheio. Na semana passada o hall do cinema parecia um curral, prestes a abrir as porteiras para o rebanho entrar nas salas. Não havia nenhum funcionário do cinema organizando filas. Houve atraso na entrada - acredito que por conta da demora de higienizar os óculos - e simplesmente não havia nenhuma fila para entrar. Ainda bem que o filme foi bom.
Hoje a situação estava pior. O cinema estava ainda mais cheio e fila era algo tão absurdo que era difícil descobrir em qual entrar para conseguir chegar a algum lugar. Só não havia fila para comprar ingressos, por incrível que isso possa parecer. Porém, havia uma grande e desorganizada para retirar os ingressos comprados pela internet. Mais uma vez, o hall do cinema estava muito cheio - até fotografei o absurdo.
Não vejo como negativo o fato de os cinemas estarem lotados. O problema nesses dois dias foi a falta de organização da administração do cinema para estipular filas e respeitar os horários das sessões. Não havia nenhum funcionário dando satisfações sobre filas, horários e causas dos atrasos. Provavelmente o cinema de Piracicaba está recebendo um público muito acima do normal. (Isso vale uma pauta legal para os jornais da cidade ou para os jornais de Limeira, já que grande parte dos limeirenses vão pra lá). Mas acredito que esse surto de cinéfilos não justifique a ingerência dos responsáveis pelo local.
Confesso que me deu vontade de pedir o dinheiro de volta e ir embora daquele muquifo, mas o filme compensou - apesar de ser totalmente "obvio", como definiu meu amigo Bruno Pacolla, previsível e sem nada de novo além daqueles mesmos enredos de filmes de mocinhos e vampiros...
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Nine - emocionante!

Uma palavra simples descreve o que assisti esse final de semana: emocionante. Fui sábado até Campinas para assistir ao musical Nine, no Knoplex do Shopping Don Pedro e desde o final de semana estava procurando um jeito de começar um texto sobre o que vi e a palavra certa para resumir o longa.
A história é do diretor de cinema, Guido Contini (Daniel Day-Lewis), que chega à sua nona produção cinematográfica junto com uma crise profissional que o impede de criar o roteiro do próximo filme há menos de dez dias do início da gravação. O filme é o desenrolar desse desespero e da incapacidade de Contini de achar o enredo perfeito para falar sobre a Itália, que é o tema do filme.
Nine é uma adaptação de um musical homônimo da Broadway e do mesmo diretor de Chicago, Rob Marshal. Além do diretor e da garantia de uma bela produção, o elenco também é um prato cheio para os olhos de quem gosta de musicais. Nine reúne a cantora Fergie e as atrizes Penélope Cruz, Nicole Kidman, Kate Hudson, Judi Dench, Marion Cotillard e Sophia Loren. Cada uma com um número musical específico dá um show.

Para quem gosta de dança, o musical também não decepciona. A cantora Fergie, no papel de Saraghina canta e dança a música “Be Italian”. A coreografia me deixou literalmente de boca aberta e vidrado na telona. Além da voz grave interpretada pela Fergie, um grupo de dançarinas, todas de vermelho, em suas cadeiras de madeira fazem um número tão sincronizado que dá inveja a qualquer coreógrafo e dão asas à imaginação de quem gosta de criar arte com música e corpos. Num misto de tarantela italiana com dança cigana e movimentos que fazem lembrar o solo de balé de Esmeralda, o grupo dança em um dos estúdios da produtora italiana Cinecittá, onde se passa todos os números musicais que intercalam, complementam e dão harmonia à história de Contini. Todas as mulheres da cena dançam com pandeiros num cenário coberto de areia. É até difícil de descrever e a tela gigante do cinema aumenta em uma proporção muito grande a emoção desse musical.
Além dela, a música “Cinema Italiano”, interpretada por Kate Hudson, também mostra, mais uma vez, que Rob Marshal sabe o que faz quando está a frente de um filme musical. É também uma prova de que o filme traz estilos de música variados para a telona e não fica só naquelas músicas tristes e melosas que a sinopse do longa pode sugerir. Hudon, no papel de uma repórter da revista Vogue, faz o número mais animado de todo o filme em uma passarela com dançarinas em vestidos prata e o elenco masculino em ternos e óculos escuros.
É um filme que já foi indicado a quatro óscars: melhor atriz coadjuvante para Penelope Cruz, melhor figurino, melhor diretor e melhor música para “Take It All”, na voz de Marion Cottilard.
Vale a pena conferir...
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Avatar, de longe o melhor filme que já assisti
As primeiras informações sobre o novo longa-metragem do diretor de "Titanic", James Cameron, surpreendiam só pelos números que acompanhavam as estimativas de gastos e expectativas quanto ao filme. Até a porta do cinema, o filme Avatar resgata na memória todas as notícias que foram divulgadas até a estreia, mas na cadeira e com o início do filme a maioria se dispersa e a atenção fica focada na telona. O começo do longa não se difere muito dos outros filmes de ficção científica e aqueles com temas militares, mas seu desenrolar e todo o investimento já rendeu uma estreia que totalizou 232,2 milhões de dólares em todo o mundo, de acordo com o site "The Hollywood Reporter".
Com grandes naves e helicópteros modernos e uma equipe de milicos mercenários que foram levados a um novo mundo, Jake Sully, interpretado por Sam Worthington, chega à Pandora no lugar do irmão gêmeo. Sem o treinamento específico sobre suas novas atividades na base humana no mundo extraterrestre, Sully, um ex-fusileiro naval "preso" em uma cadeira de rodas, está atrás de um novo começo para sua vida e entra na equipe da cientista Grace Augustine (Sigourney Weaver a protagonista do filme "Alien - O Oitavo Passageiro").
O mundo guarga em seu subsolo um minério raro que é fruto da ganância humana e sua flora e fauna têm atividades biológicas superiores às da Terra que move pesquisas científicas lideradas por Grace. O planeta, que é habitado por um povo azul chamado Na'vi, lembra a era pré-histórica terráquia, onde a interferência humana era mínima. Os Na'vi vivem em perfeita harmonia neste ambiente verde com alienígenas que mais parecem as misturas genéticas de cachorros, macacos, aves e dinossauros que fazem parte da fauna de nosso mundo com um DNA alien dando aos animais características singulares como um cavalo de seis patas, ou um cachorro misturado com uma pantera negra e orelhas que lembram pétalas de alguma flor negra. Nada morre em vão, e o povo azul só mata para se alimentar, "uma morte limpa", como dizem.
Do outro lado da balança que contrapõe o respeito à natureza e a ganância humana, o coronel Miles Quaritch (Stephen Lang) lidera a equipe militar contratada por Parker Selfridge (Giovani Ribsi) para explorar o minério raro que, além de ter um grande preço no mercado da Terra, resolveria os problemas energéticos do mundo de origem dos intrusos de Pandora. No ano em que se passa a história de Avatar, a Terra já não possui mais a abundância verde e a diversidade da fauna, assim como hoje. O dinheiro, para os militares contratados por Selfridge, importa mais que o cuidado com uma árvore ou qualquer outro ser vivo em um ambiente sem nenhum inimigo que quebre a cadeia alimentar básica da ecologia.
Como informou na tarde de ontem o site "The Hollywood Reporter", o filme de Cameron teve no seu primeiro final de semana uma bilheteria estimada em 73 milhões de dólares nos cinemas dos Estados Unidos. O total arrecadado na estreia é menor que o filme "Eu Sou a Lenda", que estreiou na mesma época em 2007. "A maior estreia de dezembro foi com o filme de 2007 com 77,2 milhões de dólares", informou em nota. De acordo com as primeiras estatísticas de "Avatar", o filme foi exibido em 106 países com uma bilheteria total de 159,2 milhões de dólares fora do terrirório norte-americano.
A TECNOLOGIA USADA NO FILME, de acordo com as notas divulgadas durante as últimas semanas, foi responsável pelo montante de investimento no longa. O diretor de Avatar estava planejando o filme há cerca de 10 anos, mas não dispunha das câmeras específicas para capturar as imagens do filme. Em 3D, Avatar se torna ainda mais real ao aproximar os espectadores do mundo de Pandora. Os vôos em pássaros que mais pareciam dinossauros, ou as cavalgadas pelos campos daquele mundo levam junto aqueles que estão sentados com os óculos 3D no rosto.
Todo o investimento do filme que foi considerado o mais caro da história, com um gasto estimado em 500 milhões de dólares, fica visível nas montanhas flutuantes, nas espaçonaves do exército do coronel Quaritch ou no simples flutuar dos espíritos puros que lembram as pétalas daqueles dentes de leão que se desmancham ao sopro humano ou uma brisa mais forte. Em Limeira, o filme teve sua pré-estreia na última quinta-feira e esta semana está sendo exibido na sala 1, com três sessões diárias, sendo que no dia 24 o Arcoplex irá exibir somente a primeira sessão e no dia 25 o local estará fechado.
domingo, 29 de março de 2009
Quem quer ser um milionário?
"Quem quer ser um milionário?" é a mistura perfeita entre uma história de amor e a realidade de um país. Em tempos de perfeição indiana mostrada pela novela Caminho das Índias, na Rede Globo, o filme vem a calhar para mostrar que nem tudo é o que parece. Hoje em dia as novelas estão sendo temas de estudos até de mestrados em grandes universidades públicas. Elas se tornaram um instrumento de manifestação política, mas ao mostrarem um segundo mundo, diferente do brasileiro, falham ao exaltar demais as qualidades culturais e sociais da Índia (no caso da novela em questão) e mostrar só os defeitos do Brasil.
Já o filme de Danny Boyle vem para mostrar o contrário, o real. Ganhador de oito oscars, entre eles o de melhor fotografia, o longa mostrou a dificuldade de ser uma criança pobre, favelada e indiana. Apesar de não ter assistido Cidade de Deus - não sou muito fã de cinema brasileiro -, as poucas cenas que vi do filme de Fernando Meirelles fizeram-me lembrar das imagens das favelas brasileiras na telona.
A construção do filme que é bem interessante. O nome do filme é um homônimo de um programa de telvisão idêntico ao antigo Show do Milhão do SBT. As perguntas que Jamil, o personagem principal, tem de responder sempre remetem a uma retrospectiva de sua infância sofrida. É quase aquele velho conceito que diz que a vida, ou a rua, ensina muitas coisas.
O mais emocionante no filme é ver o amor nessa realidade toda. Uma criança com sentimentos tão puros que vai atrás da amada a vida toda - mesmo sendo uma existência curta, mas bem complicada.
Duas horas são cansativas para se passar na poltrona do cinema, mas é um tempo bem empregado.

>>> Premiações
- Ganhou 8 Oscars, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original ("Jai Ho") e Melhor Som. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Edição de Som e Melhor Canção Original ("O Saya").
- Ganhou 4 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.
- Ganhou 7 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme Britânico, Melhor Ator (Dev Patel), Melhor Atriz Coadjuvante (Freida Pinto) e Melhor Direção de Arte.
- Ganhou o Prêmio do Público, no Festival de Toronto.
Fonte: Adoro Cinema
Já o filme de Danny Boyle vem para mostrar o contrário, o real. Ganhador de oito oscars, entre eles o de melhor fotografia, o longa mostrou a dificuldade de ser uma criança pobre, favelada e indiana. Apesar de não ter assistido Cidade de Deus - não sou muito fã de cinema brasileiro -, as poucas cenas que vi do filme de Fernando Meirelles fizeram-me lembrar das imagens das favelas brasileiras na telona.
A construção do filme que é bem interessante. O nome do filme é um homônimo de um programa de telvisão idêntico ao antigo Show do Milhão do SBT. As perguntas que Jamil, o personagem principal, tem de responder sempre remetem a uma retrospectiva de sua infância sofrida. É quase aquele velho conceito que diz que a vida, ou a rua, ensina muitas coisas.
O mais emocionante no filme é ver o amor nessa realidade toda. Uma criança com sentimentos tão puros que vai atrás da amada a vida toda - mesmo sendo uma existência curta, mas bem complicada.
Duas horas são cansativas para se passar na poltrona do cinema, mas é um tempo bem empregado.
>>> Premiações
- Ganhou 8 Oscars, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original ("Jai Ho") e Melhor Som. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Edição de Som e Melhor Canção Original ("O Saya").
- Ganhou 4 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.
- Ganhou 7 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme Britânico, Melhor Ator (Dev Patel), Melhor Atriz Coadjuvante (Freida Pinto) e Melhor Direção de Arte.
- Ganhou o Prêmio do Público, no Festival de Toronto.
Fonte: Adoro Cinema
sábado, 31 de janeiro de 2009
Tim Burton
Fuçando no orkut hoje, acabei encontrando um vídeo dirigigo por Tim Burton - que também dirigiu um dos filmes que mais gosto "A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça" e um outro que perdi a conta do número de vezes que assisti "Os fantasmas se divertem - Beetlejuice" (Bettlejuice, Beetlejuice, Beetlejuice!!!). Muito show, vale a pena conferir. Vincent é de 1982.
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