Acho que não poderia estrear uma coluna em melhor hora. Sou repórter do Jornal de Limeira e editor da coluna de Variedades. Mensalmente estarei neste espaço. Esta semana fui escalado para cobrir a sessão ordinária da Câmara de Vereadores. Apesar de política não ser o meu forte nem a principal área de interesse, assistir a uma sessão acabou sendo até que divertido. Com a ajuda da assessora de imprensa da Câmara, Junia Mariano, fui compreendendo alguns dos trâmites e vocabulário usados pelos parlamentares durante as votações de projetos, moções, questões de ordem entre tantas outras palavras que só quem acompanha frequentemente ou trabalha no local sabe.
Apesar de a Casa ter todo seu regimento e protocolo, algumas situações independem de conhecimento prévio para entender o que se está passando atrás daquelas mesas do plenário. O mais engraçado foi presenciar algumas discussões entre os vereadores. Por um momento até pareceram crianças brigando por motivos banais. O caso que mais fez o público rir foi a discussão entre o presidente da Câmara, Eliseu Daniel (PDT), e o petista Ronei Martins. No seu primeiro ano de casa, Ronei ainda deve estar se acostumando com toda a complicação e burocracia que há dentro do sistema Legislativo municipal. Exemplo disso é a convocação de uma audiência pública para tratar sobre uma tarifa social de energia elétrica. "É preciso lembrar ao vereador Ronei que só quem pode convocar audiências públicas é o presidente da casa", explicou Eliseu após o vereador anunciar a reunião que fará.
O divertido mesmo foi ver Eliseu discutindo com Ronei sobre o tempo de mandato de cada um deles. "Estou no meu nono ano de vereador e não falo isso para desqualificar ninguém", disse o pedetista. "Mas desqulifica", retrucou o vereador da oposição. "Mas eu tenho e você não tem", disse Eliseu nervoso. Com o clima esquentando, o presidente da sessão, César Cortez (PV), pediu suspensão dos trabalhos para os nervos se acalmarem. Ainda com o microfone aberto e sendo orientado por outros parlamentares sobre sua postura, Eliseu soltou: "Então manda ele ficar quieto".
O que ficou visível para quem assistia à sessão foi o racha entre os dois partidos. O assunto que gerou toda a discussão foi a carta entregue pela Guarda Municipal com denúncias de corrupção e irregularidades na corporação. Em seu discurso, Ronei relembrou os planos de governo do prefeito Silvio Félix (PDT) e foi repreendido pelos colegas da Casa por ter usado o assunto para fazer "politicagem", conforme definiu Eliseu em defesa ferrenha das ações de Félix para com a Guarda nos seus cinco anos de governo. "Quando o interesse é atacar o prefeito e não discutir os problemas da guarda eu não concordo", disse.
NA BRIGA
Também na briga, Elza Tank criticou o petista por sua atitude no plenário. Ela, que tentou pedir questão de ordem durante a votação da moção de apelo proposta por Eliseu ao prefeito Silvio Félix (para abrir canal de comunicação com os guardas grevistas), foi impedida de usar a palavra por que já havia opinado sobre o assunto - quem lembrou foi Ronei. Quando chegou sua vez de justificar o voto negativo à moção, Elza desabafou. Nervosa e em um discurso inflamado, o que é típico da vereadora, ela falou que Ronei queria ser o "salvador da pátria". "Tenho um recado do prefeito para os guardas municipais, mas vou falar fora da Câmara porque o vereador Ronei não quer ouvir a minha voz", disse. Ficando vermelha, Elza ainda tropeçou nas palavras. Ao pedir permissão para o presidente da sessão para que o cinegrafista a acompanhasse até o exterior da Casa, a parlamentar gaguejou: "Queria que o cinema... cine... ai não sai, é isso aí mesmo". Depois de sua fala, enquanto outros parlamentares, inclusive Ronei, justificavam seus votos, Elza se sentou ao lado de um guarda municipal na plateia. Com os olhos marejados, Elza foi monossilábica quando questionada se estava muito nervosa: "Ô".
SUPERELZA
Já do lado de fora, a recepção dos guardas municipais deve ter acalmado a vereadora. Um dos servidores inflou o ego de Elza: "A senhora consegue (negociar com o prefeito a incorporação de hora dos grevistas), a senhora tem poder e a gente que dem 20 anos de carreira sabe disso". Apesar do momento de glória frente aos guardas, Elza deixou escapar que as denúncias não deveriam ter sido divulgadas da forma como os guardas fizeram. "Vocês não deveriam ter feito a denúncia, era sigiloso", disse em conversa com a roda de guardas a céu aberto. No plenário, ela e outros vereadores governistas afirmaram que o prefeito não sabia do teor da denúncia. Já longe dos microfones e questionada pelos servidores sobre o porquê da afirmativa de desconhecimento do prefeito, ela deixou claro que a prefeitura estava tentando abafar o caso. Questionada sobre o caso, Elza fez uma parada dramática, suspirou e indagou: "Por que eu sofro tanto?"
DEFESA
A defesa que os vereadores da situação fazem de Félix é incrível e não afeta somente Martins. Um requerimento de Paula Hachid () que pedia a prefeitura o orçamento e os gastos feito pelo Centro de Promoção Social Municipal (Ceprosom) foi duramente barrado pela vereadopra Elza Tank (PTB). Hachi justificou seu pedido dizendo que "tem dificuldade em ver como estás endo aplicado o plano de ações, especialemte na parte financeira, e o orçamento destinado ao Ceprosom". Elza, dizendo que Hachid conhece o presidente da autarquia (Dionísio Gava Júnior), pediu uma revião do requerimento e que os parlamentares votassem contra a aprovação do requerimento "pela desconfiança e pelas palavras que foram usadas no" documento. O requerimento, como definiu Martins ao defender o pedido de Hachid, é o principal instrumento que os vereadores dispõe para fiscalizar o Executivo. "Se o vereador é impedido de fazer o requerimento ele é impedido de fiscalizar. Se o requerimento não traz nenhum constrangimento, aprovemos", disse. O documento foi rejeitado por oito votos a cinco.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Reportagem especial: Fazendo arte na adolescência, o fomento do tradicional ao contemporâneo
Publicada no Caderno de Domingo, páginas 6 e 7, de 16 de agosto

Ali não é preciso nenhum tipo de palco, iluminação especial ou cortinas para separar o público dos artistas. O assoalho de madeira e as paredes rosadas do Palacete Levy, no Largo da Boa Morte, centro de Limeira, servem de coxias, camarim, estúdio de arte ou ateliê. A Oficina Carlos Gomes, que movimenta a cultura e fomenta a arte em Limeira completou, na última sexta-feira, 12 anos. No local que homenageia um dos mais importantes operistas brasileiros, cursos de teatro, dança, artes visuais e uma infinidade de linguagens modernas e tradicionais são trabalhadas com um público variado, de iniciantes a profissionais formados que buscam nas oficinas gratuitas do local uma forma de estarem atualizados com o que está em voga em cada uma das áreas artísticas. De tempos em tempos o interior do prédio rosado da esquina das ruas Boa Morte e Alferes Franco e de janelas brancas se transforma em um difusor da arte contemporânea ou em precursor da contemporaneidade da dança, do teatro e das formas e se ver o mundo.
Entrando na adolescência, a Oficina Cultural já mostra os sintomas dessa fase há algum tempo. Provocar uma visão diferente de arte nos limeirenses e aguçar a criatividade e curiosidade dos artistas da cidade e da região são atividades que fazem da escola a diferença para quem quer caminhar pela estrada da arte ou usa ela para um hobby e terapia.
A escola surgiu de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura com a antiga Secretaria de Cultura, Turismo e Eventos de Limeira, em 1997. Ela faz parte da rede de oficinas gerenciada pela Associação Amigos das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo (Assaoc). As escolas oferecem à população do Estado atividades gratuitas.
DE ALUNA A FUNCIONÁRIA
A atriz Tatiana Alvez é uma das frequentadoras do local. Desde a abertura da oficina ela participa das atividades promovidas pela escola e atribui a esses cursos a responsabilidade pela sua formação. "Eu sou autodidata, não fiz faculdade de artes cênicas, mas aprendi muita coisa nas oficinas da Carlos Gomes, que foram responsáveis por grande parte da minha formação", diz. Na opinião da atriz, os cursos oferecidos pela escola auxiliam na formação de artistas na cidade. Apesar de reconhecer a importância do curso superior, para Tatiana as oficinas auxiliam os artistas na hora da prática, no fazer a arte.
"Os cursos despertam a vontade dos alunos de buscarem mais novidades. Muitos fazem um determinado curso aqui para conhecer a área que escolheram e depois vão fazer faculdade e se especializar ou, pelo menos, têm uma noção para outra área. Algumas pessoas também vêm fazer curso de teatro, por exemplo, para perder a timidez, para ajudar na vida pessoal", diz. Tatiana além de acompanhar toda a trajetória da escola, hoje auxilia nos serviços internos do local. Ela trabalha na oficina há sete anos e atualmente é técnica de programação cultural. Ela é uma das responsáveis pela agenda do local. "As oficinas apresentam áreas e técnicas diferentes para os artistas, serve como uma atualização do conhecimento também", conclui.
DE ALUNO A PROFESSOR
Outro profissional que passou pelas salas do Palacete Levy, prédio onde as oficinas são realizadas, é o ator e professor de teatro Daniel Martins, 28 anos. Aos 17, ele e um amigo foram se inscrever para um curso de música no local, mas acabaram fazendo um de artes cênicas. Até aquela idade Martins confessa que pensava em fazer algum curso relacionado à Comunicação Social, como Jornalismo ou Publicidade e Propaganda, no Ensino Superior e seguir carreira em uma das áreas. "Eu já tinha uma tendência para o teatro, mas a Oficina Carlos Gomes teve um papel decisivo na minha carreira", diz. Dos cursos de teatro iniciante, para os intermediários e de lá para a graduação de Artes Cênicas na Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná. Além desse diploma, Martins também fez outra faculdade de Letras em outra instituição e voltou para a universidade paranaense para fazer mestrado em Literatura.
Cerca de dez anos depois de sua primeira oficina em Limeira, Martins voltou para a cidade e para as paredes chapiscadas do palacete, agora como professor. Por volta de 2006, o ator ministrou uma oficina de literatura no local. O curso, que não tinha uma expectativa tão grande de público, teve todas as vagas preenchidas. Daquele ano até hoje, Martins continua a oferecer os cursos de literatura e teatro na oficina. "Eu olho para os alunos e lembro de muita coisa da minha época", conta em tom saudosista.
Para ele, que também atribui às oficinas do local um papel fundamental para a formação, a programação de cursos para Limeira e para os artistas da cidade são um centro de formação e fomento da arte. Martins conta que, na sua trajetória no local, teve oportunidade de entrar em contato com profissionais gabaritados no mercado. "Logo no começo, pouco tempo depois de ter entrado na oficina, tive contato com profissionais consagrados, cada um em sua área. Dessa forma, a oficina não só oferece uma variedade grande de cursos para a população, como também coloca os alunos em contato com essas peças renomadas".
Martins, além de estar na grade da oficina como um dos coordenadores dos cursos de teatro e literatura, desenvolve um projeto em Iracemápolis que envolve crianças de sete a 14 anos com textos de escritores clássicos como Shakespeare e Machado de Assis. O projeto chamado Núcleo de Vivência Teatral é uma proposta que trabalha um teatro inteligente com as crianças.
DE CIRCO A FOTOGRAFIA

Apesar de oferecer cursos de inúmeras linguagens, o público da Oficina Carlos Gomes tem suas preferências. Segundo o coordenador do local, Robson Trento, as áreas de maior procura são as relacionadas com artes visuais, cinema de animação, fotografia e teatro. Além destas, frequentemente a oficina traz novidades para Limeira. "Nós procuramos fomentar todos os tipos de arte e inovamos também nessas oficinas. Quando trouxemos a primeira exposição de arte contemporânea, o público não sabia direito o que estava vendo, não estava acostumado", conta. Circo, dança contemporânea, produção de máscaras, formação de público, contação de história, entre outras categorias fazem parte desse leque de opções que caminha entre a arte tradicional e a moderna.
Além dessas inovações nas linguagens, a oficina também trouxe para Limeira profissionais reconhecidos no mercado. Passaram pelo prédio a atriz Rose Campos, o cineasta Carlos Reichenbach, a dançarina contemporânea italiana Cristina Salmistraro, o diretor de teatro Antunes Filho e o grupo teatral "Os Parlapatões" - que participou da abertura da oficina, em 1997, quando ainda não era famoso, segundo Trento. "Além de pessoas 'famosas' e de renome, a Carlos Gomes também conta com profissionais que começaram seus estudos e a vida artística aqui, foram estudar fora e voltaram para ministrar alguma oficina ou nos ajudar no planejamento, como Daniel Martins e Tatiana Alves", diz.
Os resultados das oficinas também fazem história. "Um dos filmes de animação que fizemos na oficina desta área foi exibida no AnimaMundi, um evento reconhecido internacionalmente", relata Trento. Responsável pela oficina - pois levou Limeira ao mais importante festival de animação do mundo - o animador Maurício Squarisi, 50, considera Limeira um polo de produção na área.
O profissional atua na oficina desde 2000, quando ministrou seu primeiro curso na cidade. Ele é um dos fundadores do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas, entidade também reconhecida na produção de vídeos do gênero. Na oficina de estreia, o resultado das aulas contou com o vídeo "Ao Pé de Limeira", que conta a história da cidade por meio dos desenhos animados. Este e outras sete animações fazem parte do acervo da oficina. "Poucas cidades têm um acervo como esse, por isso consideramos a cidade um polo de animação", comenta.
Na visão de Squarisi, Limeira já poderia ter um estúdio de produção de animações. "Nós não conseguimos que o mesmo grupo de alunos continuasse nas oficinas ano a ano. Se o grupo de 2000 ainda estivesse participando dos cursos no local, nós teríamos um estúdio formado. Os participantes dessas oficinas são interessados no assunto, assumem o compromisso da produção e vão até o fim", conta. Empenho esse que é reconhecido nos festivais dos quais as animações participam. "Todo filme tem sido aceito em festivais com seleção rigorosa como o AnimaMundi, no qual cerca de 1,3 mil animações são inscritas e somente 300 são selecionados para a mostra". Este ano, o animador coordenou mais uma oficina que teve como resultado a animação "Sossega Leão", um clipe animado da música "Camisa Listrada", interpretada por Carmen Miranda. O vídeo ainda será lançado pela oficina e faz parte do acervo do local.
Além dos desenhos, documentários e curta-metragem também se destacam na produção da oficina. Um curta produzido pela Oficina Incurta, da produtora Nada Audiovisual, de Paulínia, ganhou espaço no 37º Festival de Gramado. O vídeo "Simplesmente, Hilda" fala sobre a escritora brasileira Hilda Hilst e instiga quem o assiste a conhecer a autora de cerca de 40 obras, conforme conta o cineasta limeirense e sócio da produtora, Ricardo Dias Picchi. O curta produzido no final de 2007 faz parte de um projeto homônimo da oficina surgiu a partir da ideia de oferecer aos alunos um suporte técnico para a produção dos vídeos. "Simplesmente, Hilda", que foi produzido pelas alunas da oficina Jéssica Zuzi e Camila Oliveira, já participou de dez festivais da área.
COMEMORAÇÃO
As comemorações dos 12 anos começaram na sexta-feira. Durante o mês de agosto, a casa exibe a 2ª Mostra de Arte Contemporânea (Mosca). Além de expor obras de artistas de Limeira, Campinas , Piraciaba, Rio Claro, Santa Gertrudes e Piraciaba, a oficina cultural também irá promover dois workshops. Os responsáveis pela palestra são os artistas Marcelo Salum e Cláudio Cretti, os dois de São Paulo (confira na programação). Cretti, segundo Trento, é um artista plástico de renome na capital. "Os dois artistas são muito bem conceituados no meio artístico de São Paulo, mas Cretti tem peças expostas em vários museus de São Paulo", conta o coordenador. Assim como em outras oficinas da casa com artistas de renome, relacionados anteriormente, a participação de Cretti é encarada por Trento como uma possibilidade de os limeirenses trocarem experiências com um profissional conceituado no mercado. "Esse intercâmbio é muito importante para a arte da cidade. No workshop o artista deixa de ser alguém que está simplesmente expondo
uma obra, ele se aproxima dos alunos, do seu público que tem a chance de tirar todas suas dúvidas e descobrir como é o processo de criação desse artista".
Além da mostra de artes, a escola adolescente se prepara para receber novos alunos, de jovens como ela a adultos e idosos, nos próximos meses em novos cursos. Na grade da escola estão cursos de moda, fotografia, pintura, teatro, entre outras. Ainda crescendo, a oficina continua ali, formando artistas no prédio centenário no centro de Limeira, com seu trabalho inovador e instigante.

Ali não é preciso nenhum tipo de palco, iluminação especial ou cortinas para separar o público dos artistas. O assoalho de madeira e as paredes rosadas do Palacete Levy, no Largo da Boa Morte, centro de Limeira, servem de coxias, camarim, estúdio de arte ou ateliê. A Oficina Carlos Gomes, que movimenta a cultura e fomenta a arte em Limeira completou, na última sexta-feira, 12 anos. No local que homenageia um dos mais importantes operistas brasileiros, cursos de teatro, dança, artes visuais e uma infinidade de linguagens modernas e tradicionais são trabalhadas com um público variado, de iniciantes a profissionais formados que buscam nas oficinas gratuitas do local uma forma de estarem atualizados com o que está em voga em cada uma das áreas artísticas. De tempos em tempos o interior do prédio rosado da esquina das ruas Boa Morte e Alferes Franco e de janelas brancas se transforma em um difusor da arte contemporânea ou em precursor da contemporaneidade da dança, do teatro e das formas e se ver o mundo.
Entrando na adolescência, a Oficina Cultural já mostra os sintomas dessa fase há algum tempo. Provocar uma visão diferente de arte nos limeirenses e aguçar a criatividade e curiosidade dos artistas da cidade e da região são atividades que fazem da escola a diferença para quem quer caminhar pela estrada da arte ou usa ela para um hobby e terapia.
A escola surgiu de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura com a antiga Secretaria de Cultura, Turismo e Eventos de Limeira, em 1997. Ela faz parte da rede de oficinas gerenciada pela Associação Amigos das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo (Assaoc). As escolas oferecem à população do Estado atividades gratuitas.
DE ALUNA A FUNCIONÁRIA
A atriz Tatiana Alvez é uma das frequentadoras do local. Desde a abertura da oficina ela participa das atividades promovidas pela escola e atribui a esses cursos a responsabilidade pela sua formação. "Eu sou autodidata, não fiz faculdade de artes cênicas, mas aprendi muita coisa nas oficinas da Carlos Gomes, que foram responsáveis por grande parte da minha formação", diz. Na opinião da atriz, os cursos oferecidos pela escola auxiliam na formação de artistas na cidade. Apesar de reconhecer a importância do curso superior, para Tatiana as oficinas auxiliam os artistas na hora da prática, no fazer a arte.
"Os cursos despertam a vontade dos alunos de buscarem mais novidades. Muitos fazem um determinado curso aqui para conhecer a área que escolheram e depois vão fazer faculdade e se especializar ou, pelo menos, têm uma noção para outra área. Algumas pessoas também vêm fazer curso de teatro, por exemplo, para perder a timidez, para ajudar na vida pessoal", diz. Tatiana além de acompanhar toda a trajetória da escola, hoje auxilia nos serviços internos do local. Ela trabalha na oficina há sete anos e atualmente é técnica de programação cultural. Ela é uma das responsáveis pela agenda do local. "As oficinas apresentam áreas e técnicas diferentes para os artistas, serve como uma atualização do conhecimento também", conclui.
DE ALUNO A PROFESSOR
Outro profissional que passou pelas salas do Palacete Levy, prédio onde as oficinas são realizadas, é o ator e professor de teatro Daniel Martins, 28 anos. Aos 17, ele e um amigo foram se inscrever para um curso de música no local, mas acabaram fazendo um de artes cênicas. Até aquela idade Martins confessa que pensava em fazer algum curso relacionado à Comunicação Social, como Jornalismo ou Publicidade e Propaganda, no Ensino Superior e seguir carreira em uma das áreas. "Eu já tinha uma tendência para o teatro, mas a Oficina Carlos Gomes teve um papel decisivo na minha carreira", diz. Dos cursos de teatro iniciante, para os intermediários e de lá para a graduação de Artes Cênicas na Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná. Além desse diploma, Martins também fez outra faculdade de Letras em outra instituição e voltou para a universidade paranaense para fazer mestrado em Literatura.
Cerca de dez anos depois de sua primeira oficina em Limeira, Martins voltou para a cidade e para as paredes chapiscadas do palacete, agora como professor. Por volta de 2006, o ator ministrou uma oficina de literatura no local. O curso, que não tinha uma expectativa tão grande de público, teve todas as vagas preenchidas. Daquele ano até hoje, Martins continua a oferecer os cursos de literatura e teatro na oficina. "Eu olho para os alunos e lembro de muita coisa da minha época", conta em tom saudosista.
Para ele, que também atribui às oficinas do local um papel fundamental para a formação, a programação de cursos para Limeira e para os artistas da cidade são um centro de formação e fomento da arte. Martins conta que, na sua trajetória no local, teve oportunidade de entrar em contato com profissionais gabaritados no mercado. "Logo no começo, pouco tempo depois de ter entrado na oficina, tive contato com profissionais consagrados, cada um em sua área. Dessa forma, a oficina não só oferece uma variedade grande de cursos para a população, como também coloca os alunos em contato com essas peças renomadas".
Martins, além de estar na grade da oficina como um dos coordenadores dos cursos de teatro e literatura, desenvolve um projeto em Iracemápolis que envolve crianças de sete a 14 anos com textos de escritores clássicos como Shakespeare e Machado de Assis. O projeto chamado Núcleo de Vivência Teatral é uma proposta que trabalha um teatro inteligente com as crianças.
DE CIRCO A FOTOGRAFIA
Apesar de oferecer cursos de inúmeras linguagens, o público da Oficina Carlos Gomes tem suas preferências. Segundo o coordenador do local, Robson Trento, as áreas de maior procura são as relacionadas com artes visuais, cinema de animação, fotografia e teatro. Além destas, frequentemente a oficina traz novidades para Limeira. "Nós procuramos fomentar todos os tipos de arte e inovamos também nessas oficinas. Quando trouxemos a primeira exposição de arte contemporânea, o público não sabia direito o que estava vendo, não estava acostumado", conta. Circo, dança contemporânea, produção de máscaras, formação de público, contação de história, entre outras categorias fazem parte desse leque de opções que caminha entre a arte tradicional e a moderna.
Além dessas inovações nas linguagens, a oficina também trouxe para Limeira profissionais reconhecidos no mercado. Passaram pelo prédio a atriz Rose Campos, o cineasta Carlos Reichenbach, a dançarina contemporânea italiana Cristina Salmistraro, o diretor de teatro Antunes Filho e o grupo teatral "Os Parlapatões" - que participou da abertura da oficina, em 1997, quando ainda não era famoso, segundo Trento. "Além de pessoas 'famosas' e de renome, a Carlos Gomes também conta com profissionais que começaram seus estudos e a vida artística aqui, foram estudar fora e voltaram para ministrar alguma oficina ou nos ajudar no planejamento, como Daniel Martins e Tatiana Alves", diz.
Os resultados das oficinas também fazem história. "Um dos filmes de animação que fizemos na oficina desta área foi exibida no AnimaMundi, um evento reconhecido internacionalmente", relata Trento. Responsável pela oficina - pois levou Limeira ao mais importante festival de animação do mundo - o animador Maurício Squarisi, 50, considera Limeira um polo de produção na área.
O profissional atua na oficina desde 2000, quando ministrou seu primeiro curso na cidade. Ele é um dos fundadores do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas, entidade também reconhecida na produção de vídeos do gênero. Na oficina de estreia, o resultado das aulas contou com o vídeo "Ao Pé de Limeira", que conta a história da cidade por meio dos desenhos animados. Este e outras sete animações fazem parte do acervo da oficina. "Poucas cidades têm um acervo como esse, por isso consideramos a cidade um polo de animação", comenta.
Na visão de Squarisi, Limeira já poderia ter um estúdio de produção de animações. "Nós não conseguimos que o mesmo grupo de alunos continuasse nas oficinas ano a ano. Se o grupo de 2000 ainda estivesse participando dos cursos no local, nós teríamos um estúdio formado. Os participantes dessas oficinas são interessados no assunto, assumem o compromisso da produção e vão até o fim", conta. Empenho esse que é reconhecido nos festivais dos quais as animações participam. "Todo filme tem sido aceito em festivais com seleção rigorosa como o AnimaMundi, no qual cerca de 1,3 mil animações são inscritas e somente 300 são selecionados para a mostra". Este ano, o animador coordenou mais uma oficina que teve como resultado a animação "Sossega Leão", um clipe animado da música "Camisa Listrada", interpretada por Carmen Miranda. O vídeo ainda será lançado pela oficina e faz parte do acervo do local.
Além dos desenhos, documentários e curta-metragem também se destacam na produção da oficina. Um curta produzido pela Oficina Incurta, da produtora Nada Audiovisual, de Paulínia, ganhou espaço no 37º Festival de Gramado. O vídeo "Simplesmente, Hilda" fala sobre a escritora brasileira Hilda Hilst e instiga quem o assiste a conhecer a autora de cerca de 40 obras, conforme conta o cineasta limeirense e sócio da produtora, Ricardo Dias Picchi. O curta produzido no final de 2007 faz parte de um projeto homônimo da oficina surgiu a partir da ideia de oferecer aos alunos um suporte técnico para a produção dos vídeos. "Simplesmente, Hilda", que foi produzido pelas alunas da oficina Jéssica Zuzi e Camila Oliveira, já participou de dez festivais da área.
COMEMORAÇÃO
As comemorações dos 12 anos começaram na sexta-feira. Durante o mês de agosto, a casa exibe a 2ª Mostra de Arte Contemporânea (Mosca). Além de expor obras de artistas de Limeira, Campinas , Piraciaba, Rio Claro, Santa Gertrudes e Piraciaba, a oficina cultural também irá promover dois workshops. Os responsáveis pela palestra são os artistas Marcelo Salum e Cláudio Cretti, os dois de São Paulo (confira na programação). Cretti, segundo Trento, é um artista plástico de renome na capital. "Os dois artistas são muito bem conceituados no meio artístico de São Paulo, mas Cretti tem peças expostas em vários museus de São Paulo", conta o coordenador. Assim como em outras oficinas da casa com artistas de renome, relacionados anteriormente, a participação de Cretti é encarada por Trento como uma possibilidade de os limeirenses trocarem experiências com um profissional conceituado no mercado. "Esse intercâmbio é muito importante para a arte da cidade. No workshop o artista deixa de ser alguém que está simplesmente expondo
uma obra, ele se aproxima dos alunos, do seu público que tem a chance de tirar todas suas dúvidas e descobrir como é o processo de criação desse artista".
Além da mostra de artes, a escola adolescente se prepara para receber novos alunos, de jovens como ela a adultos e idosos, nos próximos meses em novos cursos. Na grade da escola estão cursos de moda, fotografia, pintura, teatro, entre outras. Ainda crescendo, a oficina continua ali, formando artistas no prédio centenário no centro de Limeira, com seu trabalho inovador e instigante.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Vamos mostrar serviço
Na última segunda-feira (dia 10) o verador Farid Zaine (PDT) apresentou um requerimento na sessão da Câmara dos Vereadores, com o objetivo de incentivar a cultura da cidade. O documento destinado à Prefeitura de Limeira questiona sobre a possibilidade de o poder Executivo "enviar, semestralmente, junto da cesta básica do servidor público municipal, uma obra literária de escritor brasileiro, de gêneros diversificados" , conforme informa o blog do parlamentar (leia post aqui).
A medida de Farid é semelhante ao projeto proposto pelo presidente Lula (PT) no mês passado. O petista apresentou em São Paulo, com grande cerimônia, o Vale Cultura. Na mesma linha do vale alimentação, esse novo vale irá dar R$ 50 mensais para os trabalhadores. O projeto especifica quais empresas podem dar esse vale aos funcionários - que terão um valor relativamente baixo descontados no salário. Cópia? Não sei.
O fato é que o projeto do verador apresenta alguns problemas. O primeiro deve ter sido falta de atenção ou de memória do veredor e trata sobre a forma como esses livros serão distribuídos para os servidores públicos municipais. Segundo o texto que Farid apresentou no blog, ele quer saber se é possível integrar o livro na "cesta básica dos funcionários". Agora perguntamos: QUE CESTA BÁSICA? Ou o vereador perdeu a memória do tempo que trabalhava no Executivo como secretário da Cultura (e recebia o salário junto com os servidores), ou sabe-se lá o que Farid estava fazendo quando pensou na proposta. Os funcionários públicos há poucos meses estavam brigando pelo aumento do salário, muito foram até a Câmara reclamar da intransigência do prefeito Silvio Félix na negociação. A presidente do sindicado dos servidores (Sindsel) usou a tribuna livre (se não me engano) mais de uma vez para apresentar as reivindicações da classe e entre elas estava o pedido de aumento do TICKET ALIMENTAÇÃO, não da cesta.
Há muito tempo que funionários não ganham aquela centa que vem macarrão, óleo e feijão. Pra ser sincero eu nem sabia que funcionários um dia ganharam isso. Hoje na redação do JL, quando li a notícia na caixa de entrada de um dos e-mails comentei em voz alta sobre a proposta e indagamos justamente esse ponto da proposta. "Como o Farid quer mandar livros para os funcionários junto com a cesta básica, se o funcionários não ganham cesta básica?". Uma das repórteres da redação ainda lembrou que antigamente uma parente sua recebia a cesta, mas deixou de recebê-la faz anos. Essa mesma repórter conversou com o vereador para escrever uma matéria sobre o caso. Quando ele foi questionados sobre o fato da cesta e a inconsistência da ação por conta de os funcionários receberem o ticket no cartão, o parlamentar foi evasivo. Primeiro disse que os livros seriam enviados mensalmente. Depois ligou na redção para se corrigir e disse que era semestralmente. Insistiu que as publicações iriam junto com a cesta, depois corrigiu dizendo que vai junto com o vale. Agora pergunto: Como o livro vai junto com o vale alimentação? Não vejo meio. A não ser que, se o prefeito acatar o pedido do vereador e resolver dar esses livros, estipular que cada secretaria fique responsável por entregar o exemplar junto com o holerite de julho e dezembro. (Piadinha: Livro acompanha uma cestinha com um doce e um salgado)
LISTINHA
Apesar de ser só um questionamento para o Executivo, é mais um requerimento somado à lista de serviço apresentada hoje no mesmo blog (veja aqui). Na relação de seu trabalho como parlamentar está quantificado todas as suas ações e entre elas estão "23 requerimentos". O do livro está no meio.
Outra inconstância do requerimento: um livro a cada seis meses? Isso é incentivar a leitura? Seriam dois livros por ano para funcionários que, geralmente, tem família, filhos em casa. Soma-se os outros integrantes da casa, seriam dois livros por ano para uma média de quatro pessoas (funcionário mais cônjuge e 2 filhos). Ou os limeirenses leem muuuuuito devagar, ou o vereador acha que a quantidade é suficiente para os servidores! (Piadinha dois: Se o funcionário não ler em seis meses, não vai poder retirar o outro exemplar no próximo semestre!)
GASTOS
Uma das primeiras coisas que aprendi sobre o serviço do legislativo é que os parlamentares não podem apresentar porjetos de lei que gerem custos para o Executivo - provável princípio usado pelo vereador para apresentar um requerimento e não um projeto de lei. Até porque essa medida não deve ficar lá tão barata (apesar de ser um investimento mais que necessário, desde que mensal). Uma pesquisa recém-divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) em parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) mostrou que o preço médio de um livro é de cerca de R$ 8,50.
Em matérias da época da greve dos servidores, o Jornal de Limeira divulgava um número aproximado de 5 mil servidores públicos. Fazendo as contas, seria um gasto semestral de cerca de R$ 42.500. Um valor irrisório para uma prefeitura que gasta R$ 1,5 milhão na construção do Museu da Joia Folheada, e ao mesmo tempo, (nesses dias de reflexo da crise eonômica mundial), deve ser caro para a mesma prefeitura que bateu o pé contra o aumento exigido pelo sindicato na época do dissidio e que atualmente fez reunião com todos os funcionários responsáveis pela área de Recursos Humanos das secretarias e manda conter despesas, desistir da contratação de novos funcionários e pedir para todos os comissionados e efetivos colaborarem com os serviços dentro dos departamentos, mesmo que varrer uma sala não seja atribuição de seu cargo.
FURADAS
Nas atividades feitas pelo mesmo vereador, e noticiadas em seu blog (claro!), também está o pedido que Farid fez ao presidente da Câmara, Eliseu Daniel (PDT), para colocar o hino de Limeira no site da Casa. Farid que está tão envolto com a internet esqueceu de fuçar um pouco no site de seu próprio trabalho. O hino de Limeira está no site, sim, e quem alertou sobre a gafe do vereador foi o ex-assessor de imprensa da Câmara João Paulo Baxega pelo seu twitter (@jpbaxega).
Eis o mapa do hino: entrando no site da Câmara, na coluna de botões da esquerda há o item "História da Cidade"; dentro dele está um texto bem grande e no final da página está mais um link chamado "Símbolos do Município" (o hino nacional é considerado um símbolo - isso aprendemos no Tiro de Guerra); e eis que chegamos à mina do tesouro (veja-o aqui). Talvez o vereador esteja acostumado com o site da Prefeitura de Limeira onde algumas informações fundamentais também estão faltando. Pelo menos não consegui encontrar o ano de fundação da cidade no site um dia que precisava para uma reportagem. Ou eu estava dopado, ou realmente não tinha nada lá.
LISTINHA 2
Agora um questionamento interessante. O que será que são os outros 22 requerimentos, as 58 indicações, os 14 projetos de lei, 2 projetos de resolução e as 15 moções? Confesso que não tenho acompanhado de perto o trabalho do vereador e me recordo pouco de toda sua atividade na Câmara. O que mais sei sobre ele é que é um parlamentar que está trabalhando pela cultura da cidade, vide as várias visitas de artistas em seu gabinete e sua constante participação nos eventos da pasta. Mesmo assim tenho certeza que alguns projetos fundamentais envolvendo a secretaria da Cultura ele não apresentou. Eis algumas dicas para o Farid:
- Questionar a prefeitura sobre como anda a investigação das 13 obras que sumiram em 2005 do "Museu Histórico e Pedagógico Major José Levy Sobrinho" - afinal de contas Farid era secretário quando as obras "sumiram" e deveria zelar, ou no mínimo estar preocupado com o paradeiro de parte do acervo (tombado) do museu;
- Cobrar a prefeitura sobre a reforma do Palacete Levy, onde funcionários estão trabalhando debaixo de um forro feito de tecido TNT cinza e as principais salas têm buracos no assoalho de madeira que machucam alunos que fazem aulas descalças no local. E onde inclusive foi instalado um departamento (ou um escritório, base, sede) para os Agentes de Trânsito;
- Cobrar também da Prefeitura uma resposta definitiva sobre a contratação do funcionário fantasma denunciado pelo Jornal de Limeira que expôs a mesma secretaria ao ridículo. Pasta que se mobilizou para entregar documentos (de origem duvidosa, uma vez que não apresentam características oficiais, como papel timbrado) à comissão do legislativo que investiga a irregularidade;
- E sobre o teatro vitória? Nada de errado? (...)
- E sobre as denúncias de assédio moral envolvendo o diretor da cultura? Nos bastidores também correm outro boatos sobre esse caso, pessoas querendo trazer à tona casos do passado, outras pessoas ajudando, funcionários revoltados e sendo colocados de escanteio... isso é excesso de capacidade ou outra coisa?
- Também deveria fazer um requerimento soliitando a prefeitura a contratação de professores de artes plásticas. No concurso que prestei em 2007 para professor de dança v´´arias pessoas foram aprovadas para professor de artes, mas até hoje não foram convocadas. A Secretaria não tem mais o curso que costumava ter até teste prático para selecionar os alunos;
Para quem defende tanto a cultura, está deixando a antiga casa de lado às moscas e aranhas, e pelo o que me lembre, nenhum desses itens foram levantados.
PERGUNTA
Se a comissão que investiga o caso do fantasma conversar com Farid sobre o caso, qual será a resposta que ele dará sobre o sumiço? Afinal ele era o secretário em 2005 e envolvidos no caso alegam que foram reclamar com ele sobre a retirada das peças do museu... relato inclusive já entregue ao MP. Reforço o intertítulo: isso é um questionamento, não uma acusação. [Adendo: o secretário de Cultura, Adalberto Pedro Mansur - aquele que fez um boletim de ocorrência contra mim - deve depor na mesma comissão nesta sexta-feira. Gostaria de estar lá para ouvir os argumentos que serão utilizados e ver também se ele vai ficar tão nervoso quanto estava no dia 'conversou' comigo na escola (sobre a porta)]
AINDA SEM RESPOSTA
Aproveitando que citei o funcionário fantasma, ainda não recebi as respostas das perguntas que fiz para a Assessoria de Comunicações da prefeitura sobre o caso. Segundo o assessor Ricardo Wollmer, que não está conseguindo obter a resposta, ninguém responde ao assunto. Por que será?
DETALHE CURIOSO
Não lembro se já postei isso no blog, se sim vale reforço. Quando tratamos das obras do museu com a Assessoria de Comunicações da Prefeitura, não se pode dizer que os quadros foram "roubados", usei o verbo em conversa com o departamento certa vez e fui duramente corrigido "eles estão desaparecidos"... sem comentários. Se alguma coisa fosse tirada da minha casa sem a minha autorização ou sem eu ficar sabendo e, claro, eu não a encontrasse em nenhum cômodo do local, minhas coisas estariam desaparecidas ou foram roubadas?
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Pré-coluna VIDA REAL - Claudete e as compras
Devo começar a escrever uma coluna na página dois do Jornal de Limeira nos próximos dias. Agosto está sendo um mês de mudanças, ou da concretização de mudanças pelo o que entendi das últimas conversas oficiais, e uma delas foi a estrutura da página de opinião do jornal.
Agora com mais espaço para artigos, os repórteres da redação passarão a escrever semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente (meu caso). Uma medida bem legal essa porque muitas vezes nós, repórteres nos vemos impedidos de colocar a boca no trombone por conta da imparcialidade que deve-se ter na redação das matérias e reportagens.
Como ainda não sabia com certeza a data da coluna (só sei que é na próxima semana) me confundi e preparei um texto para essa semana. Ele deveria (na minha cabeça) ter saído quarta-feira. Para não perdê-lo, uso como uma pré-coluna aqui no blog.

VIDA REAL
Hoje é meu dia de estreiar neste espaço do Jornal de Limeira. Apesar de dever me apresentar e colocar à disposição de todos os leitores que quiserem me enviar e-mail com sugestões e ideias para o espaço, preciso mesmo que vocês conheçam a Claudete.
Claudete é uma mãe de família, na casa dos 50 anos, com dois filhos praticamente criados e que, apesar de ser uma personagem de ficção, passa por situações de uma vida bem real. Cedo espaço a ela hoje.
No último domingo, essa mulher baixinha e de passos bem largos e apressados não conseguiu provar sua velocidade de pensamento e de locomoção ao ser surpreendida pelo anúncio de um televisor de 42 polegadas por um preço que era uma pechincha.
Explico. Claudete há muito tempo sonhava com uma televisão grande para sua sala, que aliás há pouco tempo ganhou um lindo hack de madeira escura. Depois de fazer a contabilidade pessoal e a pesquisa de preços em lojas da cidade, ela finalmente se decidiu pela marca e modelo e saiu no começo da noite de sábado determinada à comprar o tal televisor. Apesar de ser exato começo de mês - dia 1ª de agosto, ou seja, dia em que os trabalhadores ainda não receberam o salário -, ela teve que enfrentar fila para entrar no supermercado onde compraria o aparelho e mais fila na hora de conseguir a nota fiscal da sua compra. Ao ver toda aquela gente atrás de equipamentos da linha branca, marrom ou qualquer outra cor que estivesse em um preço bom, se lembrou das notícias de crise pelas quais passou o olho há meses atrás. “Nem parece mais aquele pessoal assustado, com medo de perder o emprego de repente”, pensou.
O fato presenciado por ela foi até manchetado pela revista Exame, especializada em economia. Na edição do dia 29 de julho a publicação trouxe na capa: “Uau! Voltamos a crescer!”. Com uma reportagem de Fabiane Stefano, o exemplar expôs informações sobre o aquecimento do setor de lavadouras de roupas, computadores, fusões entre lojas varejistas, entre outros números e estatísticas. O fato noticiado é que o pior da crise já passou na opinião de especialistas. Para Limeira a situação parecia até ser parecida. Afinal, há poucos dias ela ouviu o marido de sua sobrinha comentar que na multinacional onde ele trabalha os demitidos estavam sendo recontratados...
Apesar de estar ali, preto no branco, a notícia era visível naquele sábado de compras de Claudete. Mais presente ainda quando o locutor do supermercado anunciou que naquele exato momento cinco unidades de um televisor tela-plana de 42 polegadas de uma outra marca acabara de entrar em promoção. Só R$ 1.980. Menos de dez minutos e só restavam três. Claudete já estava pegando a nota fiscal de um aparelho com as mesmas características, mas de outra marca, quando ouviu o anúncio. Era tarde.
Agora com mais espaço para artigos, os repórteres da redação passarão a escrever semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente (meu caso). Uma medida bem legal essa porque muitas vezes nós, repórteres nos vemos impedidos de colocar a boca no trombone por conta da imparcialidade que deve-se ter na redação das matérias e reportagens.
Como ainda não sabia com certeza a data da coluna (só sei que é na próxima semana) me confundi e preparei um texto para essa semana. Ele deveria (na minha cabeça) ter saído quarta-feira. Para não perdê-lo, uso como uma pré-coluna aqui no blog.

VIDA REAL
Hoje é meu dia de estreiar neste espaço do Jornal de Limeira. Apesar de dever me apresentar e colocar à disposição de todos os leitores que quiserem me enviar e-mail com sugestões e ideias para o espaço, preciso mesmo que vocês conheçam a Claudete.
Claudete é uma mãe de família, na casa dos 50 anos, com dois filhos praticamente criados e que, apesar de ser uma personagem de ficção, passa por situações de uma vida bem real. Cedo espaço a ela hoje.
No último domingo, essa mulher baixinha e de passos bem largos e apressados não conseguiu provar sua velocidade de pensamento e de locomoção ao ser surpreendida pelo anúncio de um televisor de 42 polegadas por um preço que era uma pechincha.
Explico. Claudete há muito tempo sonhava com uma televisão grande para sua sala, que aliás há pouco tempo ganhou um lindo hack de madeira escura. Depois de fazer a contabilidade pessoal e a pesquisa de preços em lojas da cidade, ela finalmente se decidiu pela marca e modelo e saiu no começo da noite de sábado determinada à comprar o tal televisor. Apesar de ser exato começo de mês - dia 1ª de agosto, ou seja, dia em que os trabalhadores ainda não receberam o salário -, ela teve que enfrentar fila para entrar no supermercado onde compraria o aparelho e mais fila na hora de conseguir a nota fiscal da sua compra. Ao ver toda aquela gente atrás de equipamentos da linha branca, marrom ou qualquer outra cor que estivesse em um preço bom, se lembrou das notícias de crise pelas quais passou o olho há meses atrás. “Nem parece mais aquele pessoal assustado, com medo de perder o emprego de repente”, pensou.
O fato presenciado por ela foi até manchetado pela revista Exame, especializada em economia. Na edição do dia 29 de julho a publicação trouxe na capa: “Uau! Voltamos a crescer!”. Com uma reportagem de Fabiane Stefano, o exemplar expôs informações sobre o aquecimento do setor de lavadouras de roupas, computadores, fusões entre lojas varejistas, entre outros números e estatísticas. O fato noticiado é que o pior da crise já passou na opinião de especialistas. Para Limeira a situação parecia até ser parecida. Afinal, há poucos dias ela ouviu o marido de sua sobrinha comentar que na multinacional onde ele trabalha os demitidos estavam sendo recontratados...
Apesar de estar ali, preto no branco, a notícia era visível naquele sábado de compras de Claudete. Mais presente ainda quando o locutor do supermercado anunciou que naquele exato momento cinco unidades de um televisor tela-plana de 42 polegadas de uma outra marca acabara de entrar em promoção. Só R$ 1.980. Menos de dez minutos e só restavam três. Claudete já estava pegando a nota fiscal de um aparelho com as mesmas características, mas de outra marca, quando ouviu o anúncio. Era tarde.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Duas coisas
Uma observação:
As vezes mudar o foco é a melhor solução. Um problema pode ter mais de um lado para ser observado. Ele pode ser a solução, a reclamação e o crescimento ao mesmo tempo.
Uma citação:
"Eu gosto do que faço, mesmo que me fatigue e possa me irritar. MInha energia vem da minha sede de saber" Merce Cunningham
As vezes mudar o foco é a melhor solução. Um problema pode ter mais de um lado para ser observado. Ele pode ser a solução, a reclamação e o crescimento ao mesmo tempo.
Uma citação:
"Eu gosto do que faço, mesmo que me fatigue e possa me irritar. MInha energia vem da minha sede de saber" Merce Cunningham
segunda-feira, 27 de julho de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
Balada e informação
Nunca imaginei que uma balada poderia ser um lugar para trocas de informações. Ontem fui com um amigo para um bar/boate da região. Um espaço apertado (demais), com gente demais e uma batidona alta demais. Dos três exageros só o último estava bom, o resto é um saco.
Enfim, tirando as dimensões e reclamações, nessa balada encontrei um funcionário que trabalha perto do alto escalão da Prefeitura de Limeira. Ele, advogado, com um copo de whisky com energético nas mãos (estava indo pegar o meu) comentou um pouco dos bastidores. Como sempre, trabalho foia a conversa número um. "É meu, está foda", comentou. Dá para se imaginar o porquê... o legal foi o que ele falou depois:
"Enquanto vocês mostram o que há por debaixo dos panos, nossa função é mostrar que não tem nada debaixo do pano."
Só pela forma como a conversa fluiu, está realmente difícil esconder essa movimentação de debaixo das malhas nada confortáveis de saco de laranja...
Enfim, tirando as dimensões e reclamações, nessa balada encontrei um funcionário que trabalha perto do alto escalão da Prefeitura de Limeira. Ele, advogado, com um copo de whisky com energético nas mãos (estava indo pegar o meu) comentou um pouco dos bastidores. Como sempre, trabalho foia a conversa número um. "É meu, está foda", comentou. Dá para se imaginar o porquê... o legal foi o que ele falou depois:
"Enquanto vocês mostram o que há por debaixo dos panos, nossa função é mostrar que não tem nada debaixo do pano."
Só pela forma como a conversa fluiu, está realmente difícil esconder essa movimentação de debaixo das malhas nada confortáveis de saco de laranja...
Twitter, jornalismo e dfinições
Estou comçando a me viciar no Twitter. Quando a gente para pra pensar os pensamentos já estão postados em 140 caracteres e só resta analisar o que veio da cabeça... (risos). Até alguns dias atrás achava a ferramenta meio fútil, até porque o uso que algumas pessoas fazem dele não passa de um marca-passo online e idiota. "Fui ao banheiro", "Usei o bom ar lá dentro..." e por ai vai... chega até ser ridículo e essas pessoas ainda se dizem viciadas... são é loucas.
Para o jornalismo o Twitter trouxe uma nova forma de levantar pautas. Se Gay Talese disse que não conhece nem o Google... vamos falar o que? As duas informações servem para uma reflexão na forma como a internet é usada na rotina jornalística. Não vou me aprofundar nisso, mas algumas pautas bem interessantes podem sair do acompanhamento dos pequenos posts que~surgem a todo instante no Twitter.
Aqui em Limeira, o juiz da 2ª Vara Criminal está inovando na sua comunicação com a imprensa e com os interessados nos processos que corre pelas suas mãos. Um dos jornais da cidade até furou o outro porque tinha visto em um dos mini-posts que um processo tinha recebido um certo andamento - pauta para matéria. Isso mostra que hoje em dia não se pode ficar isento do mundo da internet e de todas suas novidades. Ouvi certa vez que somos (nós jornlaistas recémformados) da era digital. Mesmo sendo novos e o fato de termos crescido praticamente online, isso não se configura justificativa para os dinos correrem atrás do prejuízo e aprender algumas novidades...
Até para o trabalho mais simples do dia a dia do jornalismo o twitter está ajudando. Quando recebi como função a edição de uma página sobre cultura e entretenimento tive em mente (e como ordem) dar um up na editoria, torná-la regional e não mais só notas sobre artistas, simples cópias e colas. Matérias sobre a mostra de teatro, exposições, oficinas e cursos, homenagem que grafiteiros fizeram para o Michael Jackson e por ai vai... e esses dias vi, pra mim, a primeira utilidade do Twitter. O perfil da EPTV (@eptvnoticias) deu uma nota sobre a apresentação da atriz Luana Piovani em Campinas. Opa... vamos por no Variedades, por que não?
O único problema da ferramenta é que ela não tem atualização automática, pelo menos eu não reparei isso ainda, estou apertando F5 toda hora... Além disso, o número de atalhos, teclas, siglas, ou sei lá mais o que existe no site, me parece ser grande. Muitas pessoas estão reclamando do site porque ele é difícil de se aprender a lidar.
Definições do Tiwitter que li no perfil da Pitchila (@prit_)
"O twitter é como um patio de hospicio, cada um falando "sozinho", eventualmente alguém responde" por @saint
"Twitter?! É a maior e mais simples forma de traduzir sua vida em milésimos de segundo" por @prit_
Para o jornalismo o Twitter trouxe uma nova forma de levantar pautas. Se Gay Talese disse que não conhece nem o Google... vamos falar o que? As duas informações servem para uma reflexão na forma como a internet é usada na rotina jornalística. Não vou me aprofundar nisso, mas algumas pautas bem interessantes podem sair do acompanhamento dos pequenos posts que~surgem a todo instante no Twitter.
Aqui em Limeira, o juiz da 2ª Vara Criminal está inovando na sua comunicação com a imprensa e com os interessados nos processos que corre pelas suas mãos. Um dos jornais da cidade até furou o outro porque tinha visto em um dos mini-posts que um processo tinha recebido um certo andamento - pauta para matéria. Isso mostra que hoje em dia não se pode ficar isento do mundo da internet e de todas suas novidades. Ouvi certa vez que somos (nós jornlaistas recémformados) da era digital. Mesmo sendo novos e o fato de termos crescido praticamente online, isso não se configura justificativa para os dinos correrem atrás do prejuízo e aprender algumas novidades...
Até para o trabalho mais simples do dia a dia do jornalismo o twitter está ajudando. Quando recebi como função a edição de uma página sobre cultura e entretenimento tive em mente (e como ordem) dar um up na editoria, torná-la regional e não mais só notas sobre artistas, simples cópias e colas. Matérias sobre a mostra de teatro, exposições, oficinas e cursos, homenagem que grafiteiros fizeram para o Michael Jackson e por ai vai... e esses dias vi, pra mim, a primeira utilidade do Twitter. O perfil da EPTV (@eptvnoticias) deu uma nota sobre a apresentação da atriz Luana Piovani em Campinas. Opa... vamos por no Variedades, por que não?
O único problema da ferramenta é que ela não tem atualização automática, pelo menos eu não reparei isso ainda, estou apertando F5 toda hora... Além disso, o número de atalhos, teclas, siglas, ou sei lá mais o que existe no site, me parece ser grande. Muitas pessoas estão reclamando do site porque ele é difícil de se aprender a lidar.
Definições do Tiwitter que li no perfil da Pitchila (@prit_)
"O twitter é como um patio de hospicio, cada um falando "sozinho", eventualmente alguém responde" por @saint
"Twitter?! É a maior e mais simples forma de traduzir sua vida em milésimos de segundo" por @prit_
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Olhares Programados e muita arte Contemporânea em Limeira
É motivador ver como algumas cabeças pensantes e criativas em Limeira podem modificar um espaço que estamos habituados a ver e condenar como deteriorado pelo tempo. Essa ação de artistas plásticos foi feita no prédio da Oficina Cultural Carlos Gomes, em Limeira. Conhecido como Palacete Levy, a sede da oficina está com a Exposição Olhares Programados. A mostra que traz para os limeirenses uma Arte Contemporânea gostosa de se ver e interagir é resultado de uma oficina de orientação de projetos feita com a artista plástica Cecília stelini, de Campinas.
A sala frontal e o salão do andar superior junto com quase todos os cômodos do subsolo se transformaram. As peças expostas pelos alunos de Cecília dão uma ideia do quão criativo são os artistas da cidade (na verdade de Limeira, Piracicaba e outras cidades da região), a riqueza das bagagens de cada um deles e também como é possível aproveitar o espaço que temos para criar uma nova perspectiva do olhar nessas velhas dimensões do cotidiano de nossa cidade.
Logo na primeira sala, as janelas brancas e antigas iluminam um emaranhado de fios vermelhos, cabides de madeira e acessórios de moda antigos como bolsas d feitas com um tecido xadrez vermelho, óculos entre outras peças. Já o salão e o subsolo abrigam diversos trabalhos que usam diferentes linguagens para trabalhar o que a artista que comandou a oficina chama de poética pessoal. Em cada peça de arte ali é possível notar desde sentimentos mais puros como romantismo até indignação, solidão e alegria.
A oficina, segundo Cecília, tinha justamente essa proposta. Em entrevista a artista comentou que seu trabalho durante os quatro meses de aula foi além do simples planejamento de como dispor peças de arte em um determinado espaço. Segundo ela, os artistas que participaram do curso foram orientados a entender seus símbolos pessoais e o porquê que cada um trabalha com determinada linguagem dentro da arte contemporânea. Esta conscientização é que dá as diretrizes para como planejar o espaço e a exposição que cada artista faz de suas peças.
Conversando com o coordenador da Oficina Carlos Gomes, Robson Trento, descobri que esta não é a primeira vez que o prédio faz uma exposição como esta. Apesar de não ser inédita para eles, foi para mim aqui na cidade. No segundo (ou primeiro, não me recordo ao certo) ano de faculdade, as duas turmas de Comunicação Social do Isca foram visitar duas exposições sobre arte contemporânea e tecnologia em São Paulo. Uma no espaço do ItaúCultural e outra na sede do Sesi, ambos na Avenida Paulista.
Naquela ocasião nós tivemos contato com uma arte que possibilita a interação entre o público e os objetivos de cada artista. O mesmo ocorre com a exposição aqui em Limeira. Apesar de algumas peças estarem lá somente para serem observadas e questionadas, muitas outras dão a oportunidade de leigos em artes interagirem de uma forma nova e diferente com o que está sendo exposto.
Uma delas, a que mais me chamou a atenção, foi o que Trento denominou de sala dos sentidos. No subsolo do prédio, um dos artistas participante da oficina usou TNT preto para cobrir todas as entradas de luz no cômodo. No interior do cômodo ele colocou folhas de árvore secas no chão, uma luz-negra e várias mandalas (pelo menos foi o que eu vi e entendi) nas paredes. O coordenador da oficina ainda comentou que o artista também colocou cheiro em alguma parte ali, mas minha rinite não permitiu sentir essa parte da instalação. Além de tudo isso a sala também tinha música. Essa instalação em particular exemplifica uma curiosidade que tanto Cecília como Trento ressaltaram da arte contemporânea, a possibilidade de se mexer com todos os sentidos humanos e também a interação com o público.
Outras instalações também ficaram muito interessantes no subsolo - que eu começo a achar que é a melhor parte de toda a exposição. Em uma sala, muito papelão e adesivos de frágil. Na outra, um colchonete e duas almofadas revestidos com um tecido de paetes prata fazem cama para assistir no teto da sala uma série de imagens do que me pareceu terem sido feitas em um dia chuvoso. Um estúdio de revelação de fotografia se transformou em uma "fonte de vida" (acho que era esse o nome da instalação). E uma outra instalação dá para o público a chance de olhar por um calendoscópio, coisa que eu não via há algum tempo já.
No geral, todas as instalações e peças que são exibidas naquele prédio rosado perdido no meio do Centro de Limeira transportam as pessoas que se dispôem a passar alguns minutos no meio de tanta arte para um mundo bem interessante. Não é exagero dizer desse transporte pela arte até porque realmente os sentidos são trabalhados de formas tão particulares que em alguns certos pontos acabamos nos esquecendo dos compromissos diários para simplesmento apreciar algo totalmente diferente do que estamos habituados na correria do dia a dia.
* Ainda vou colocar algumas fotos feitas na exposição aqui.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Meet me Halfway - The Black Eyed Peas
I can't go any further then this
I want you so badly, it's my biggest wish
I spent my time just thinkin thinkin thinkin about you
Every single day yes, i'm really missin' missin' you
And all those things we use to use to use to do
Hey girl, wuz up, it use to be just me and you
I spent my time just thinkin thinkin thinkin about you
Every single day, yes i'm really missin missin you
And all those things we use to use to use to do
Hey girl wuz up, wuz up, wuz up, wuz up
Can you meet me halfway, right at the boarderline
That's where i'm gonna wait, for you
I'll be lookin out, night n'day
Took my heart to the limit, and this is where i'll stay
I can't go any further then this, ooooh
I want you so bad it's my only wish
Girl, i travel around the world and even sail the seven seas
Across the universe i go to other galexies
Just tell me where you want, just tell me where you wanna to meet
I navigate myself, myself to take me where you be
Cause girl i want, i, i, i want you right now
I travel up town (town) i travel downtown
I wanna to have you around (round) like every single day
I love you alway..way
Can you meet me half way (I'll meet you halfway)
Right at the boarderline
That's where i'm gonna wait, for you
I'll be lookin out, night n'day
Took my heart to the limit, and this is where i'll stay, oooooh ooooh
I can't go any further then this, ooooh, ooooh
I want you so bad it's my only wish, ooooh, ooooh
I can't go any further then this, ooooh, ooooh
I want you so bad it's my only wish
Let's walk the bridge, to the other side
Just you and I (just you and I)
I will fly, i'll fly the skies, for you and I (for you and I)
I will try, until i die, for you and i, for you and i, for for you and i,
For for you and i, for for you and i, for you and i
Can you meet me half way
Can you meet me half way
Can you meet me half way
Can you meet me half way
Meet me half way, right at the boarderline
That's where i'm gonna wait, for you
I'll be lookin out, night n'day
Took my heart to the limit, and this is where i'll stay
I can't go any further then this, ooooh, ooooh
I want you so bad it's my only wish, ooooh, ooooh
I can't go any further then this, ooooh, ooooh
I want you so bad it's my only wish
I want you so badly, it's my biggest wish
I spent my time just thinkin thinkin thinkin about you
Every single day yes, i'm really missin' missin' you
And all those things we use to use to use to do
Hey girl, wuz up, it use to be just me and you
I spent my time just thinkin thinkin thinkin about you
Every single day, yes i'm really missin missin you
And all those things we use to use to use to do
Hey girl wuz up, wuz up, wuz up, wuz up
Can you meet me halfway, right at the boarderline
That's where i'm gonna wait, for you
I'll be lookin out, night n'day
Took my heart to the limit, and this is where i'll stay
I can't go any further then this, ooooh
I want you so bad it's my only wish
Girl, i travel around the world and even sail the seven seas
Across the universe i go to other galexies
Just tell me where you want, just tell me where you wanna to meet
I navigate myself, myself to take me where you be
Cause girl i want, i, i, i want you right now
I travel up town (town) i travel downtown
I wanna to have you around (round) like every single day
I love you alway..way
Can you meet me half way (I'll meet you halfway)
Right at the boarderline
That's where i'm gonna wait, for you
I'll be lookin out, night n'day
Took my heart to the limit, and this is where i'll stay, oooooh ooooh
I can't go any further then this, ooooh, ooooh
I want you so bad it's my only wish, ooooh, ooooh
I can't go any further then this, ooooh, ooooh
I want you so bad it's my only wish
Let's walk the bridge, to the other side
Just you and I (just you and I)
I will fly, i'll fly the skies, for you and I (for you and I)
I will try, until i die, for you and i, for you and i, for for you and i,
For for you and i, for for you and i, for you and i
Can you meet me half way
Can you meet me half way
Can you meet me half way
Can you meet me half way
Meet me half way, right at the boarderline
That's where i'm gonna wait, for you
I'll be lookin out, night n'day
Took my heart to the limit, and this is where i'll stay
I can't go any further then this, ooooh, ooooh
I want you so bad it's my only wish, ooooh, ooooh
I can't go any further then this, ooooh, ooooh
I want you so bad it's my only wish
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Oportunismo
O prefeito de Limeira, Silvio Félix, é oportunista. Uma daquelas pessoas que aproveita brechas para se sair bem na história ou tentar maquiar assuntos ruins com outros de importância irrelevante.
Recentemente um fantasma foi descoberto em sua administração. Conforme foi relatado em um post anterior, fiz algumas perguntas para a Assessoria de Comunicações da prefeitura e até hoje não foram respondidas. O mesmo aconteceu com um outro assunto: o sumiço dos quadros do Museu Histórico e Pedagógico "Major José Levy Sobrinho".
Um inquérito foi aberto pelo Ministério Público de Limeira para apurar esse tal sumiço. No dia 30 de junho enviei um pedido para a assessoria para poder consultar o arquivo do museu e ver os treze quadros desaparecidos. Em uma das ligações que fiz para o setor, iniciei a conversa comentando sobre os quadros que foram "roubados". logo fui corrigido: "Os quadros não foram roubados Alex, eles estão desaparecidos". Se os quadros foram tirados ilegalmente do lugar e ninguém sabe do paradeiro das obras, isso configura o quê?
Deixando de lado a questão do termo utilizado na conversa, a Assessoria de Comunicações está ficando hábil em enrolar jornalistas. Com respostas de duas linhas ou então envio de releases que pouco respondem as perguntas, o departamento tenta fazer o jornalista esquecer da pauta que está apurando ou ganhar tempo para maquiar situações e deixar tudo bem com todos.
Desde o dia 30 aguardo uma autorização para conseguir ir até o museu e verificar quais informações que há no arquivo do local para poder divulgá-las. Dados como quando os quadros foram feitos, quando foram incorporados ao acervo do museu, porque teriam SUMIDO e outras perguntas seguem absolutamente sem resposta. E se apertar muito a prefeitura ainda dirá que o MP está apurando o caso e por conta disso eles não irão falar nada.
É mais uma das escapadas, uma estratégia na qual a assessoria e o governo de Félix é mestre. Voltando ao comandante desse carro, recentemente surgiu outra pauta na redação, uma até positiva que envolve tecnologia. Enviei algumas perguntas para a Assessoria e no final do dia veio uma mensagem toda cordial perguntando se elas poderiam ser respondidas na manhã do dia seguinte. Claro, porque não... Dito e feito, as respostas vieram todas no corpo de e-mail logo após cada pergunta. Nenhuma delas ficou em branco. E o melhor, o prefeito ainda queria discutí-las por telefone.
O assessor de comunicação, Ricardo Wollmer, ainda ligou na redação e perguntou qual seria um horário ideal para o prefeito dar a entrevista. comuniquei que no começo da tarde talvez seria interessante, mas que iria confirmar o horário certo. Por conta de todas as tarefas do dia, acabei não retornando a ligação, mas isso não foi problema para Félix. Do seu gabinete, o prefeito pediu para Wollmer ligar no Jornal de Limeira para que o excelentíssimo se pronunciasse. Isso foi no final da tarde desta quinta-feira, no meio do fechamento de dois cadernos semanais e a página de Variedades.
Muito educado o prefeito respondeu todas as perguntas que eu tinha para fazer sobre o assunto. Conversou normalmente, deu risada, ressaltou a importância da tecnologia para o assunto tratado. As perguntas, de certa forma eram inúteis. Tudo o que precisava já tinha sido respondido no e-mail enviado pela assessoria. A política da boa vizinhança não colava no momento. Meu chefe precisou conversar com o prefeito sobre outro assunto importante do dia e na hora que a ligação voltou pra mim, o que aconteceu? Ligação encerrada! Bem na hora que já tinha ultrapassado o meio de campo e iria chegar no ataque e tirar as dúvidas quanto tal funcionários fantasma!
Uma escapada de mestre. Quando eu resolver ser político vou querer ter aulas de defesa das forças da imprensa com Félix! Quando lhe convém ele não perde a oportunidade, mas sabe fugir da raia como ninguém.
Enquanto isso... ainda aguardo as respostas sobre os funcionários fantasmas e a autorização para ver o arquivo do museu... vamos esperar né, até porque se eu invadir o prédio acabo ganhando mais um boletim de ocorrência por invasão e violação de mais alguma coisa...
Recentemente um fantasma foi descoberto em sua administração. Conforme foi relatado em um post anterior, fiz algumas perguntas para a Assessoria de Comunicações da prefeitura e até hoje não foram respondidas. O mesmo aconteceu com um outro assunto: o sumiço dos quadros do Museu Histórico e Pedagógico "Major José Levy Sobrinho".
Um inquérito foi aberto pelo Ministério Público de Limeira para apurar esse tal sumiço. No dia 30 de junho enviei um pedido para a assessoria para poder consultar o arquivo do museu e ver os treze quadros desaparecidos. Em uma das ligações que fiz para o setor, iniciei a conversa comentando sobre os quadros que foram "roubados". logo fui corrigido: "Os quadros não foram roubados Alex, eles estão desaparecidos". Se os quadros foram tirados ilegalmente do lugar e ninguém sabe do paradeiro das obras, isso configura o quê?
Deixando de lado a questão do termo utilizado na conversa, a Assessoria de Comunicações está ficando hábil em enrolar jornalistas. Com respostas de duas linhas ou então envio de releases que pouco respondem as perguntas, o departamento tenta fazer o jornalista esquecer da pauta que está apurando ou ganhar tempo para maquiar situações e deixar tudo bem com todos.
Desde o dia 30 aguardo uma autorização para conseguir ir até o museu e verificar quais informações que há no arquivo do local para poder divulgá-las. Dados como quando os quadros foram feitos, quando foram incorporados ao acervo do museu, porque teriam SUMIDO e outras perguntas seguem absolutamente sem resposta. E se apertar muito a prefeitura ainda dirá que o MP está apurando o caso e por conta disso eles não irão falar nada.
É mais uma das escapadas, uma estratégia na qual a assessoria e o governo de Félix é mestre. Voltando ao comandante desse carro, recentemente surgiu outra pauta na redação, uma até positiva que envolve tecnologia. Enviei algumas perguntas para a Assessoria e no final do dia veio uma mensagem toda cordial perguntando se elas poderiam ser respondidas na manhã do dia seguinte. Claro, porque não... Dito e feito, as respostas vieram todas no corpo de e-mail logo após cada pergunta. Nenhuma delas ficou em branco. E o melhor, o prefeito ainda queria discutí-las por telefone.
O assessor de comunicação, Ricardo Wollmer, ainda ligou na redação e perguntou qual seria um horário ideal para o prefeito dar a entrevista. comuniquei que no começo da tarde talvez seria interessante, mas que iria confirmar o horário certo. Por conta de todas as tarefas do dia, acabei não retornando a ligação, mas isso não foi problema para Félix. Do seu gabinete, o prefeito pediu para Wollmer ligar no Jornal de Limeira para que o excelentíssimo se pronunciasse. Isso foi no final da tarde desta quinta-feira, no meio do fechamento de dois cadernos semanais e a página de Variedades.
Muito educado o prefeito respondeu todas as perguntas que eu tinha para fazer sobre o assunto. Conversou normalmente, deu risada, ressaltou a importância da tecnologia para o assunto tratado. As perguntas, de certa forma eram inúteis. Tudo o que precisava já tinha sido respondido no e-mail enviado pela assessoria. A política da boa vizinhança não colava no momento. Meu chefe precisou conversar com o prefeito sobre outro assunto importante do dia e na hora que a ligação voltou pra mim, o que aconteceu? Ligação encerrada! Bem na hora que já tinha ultrapassado o meio de campo e iria chegar no ataque e tirar as dúvidas quanto tal funcionários fantasma!
Uma escapada de mestre. Quando eu resolver ser político vou querer ter aulas de defesa das forças da imprensa com Félix! Quando lhe convém ele não perde a oportunidade, mas sabe fugir da raia como ninguém.
Enquanto isso... ainda aguardo as respostas sobre os funcionários fantasmas e a autorização para ver o arquivo do museu... vamos esperar né, até porque se eu invadir o prédio acabo ganhando mais um boletim de ocorrência por invasão e violação de mais alguma coisa...
Causas de estresse
- pedido de paciência;
- acúmulo de função;
- risadas e sarcasmo;
- indecisão;
- contas;
- falta de reconhecimento;
- ser colocado de escanteio;
- não fazer o que realmente gosta;
- ouvir um conselho para desistir do objetivo;
- ver todo mundo fazendo tudo, e você fazendo um nada;
- assuntos idiotas;
- CTRL+C, CTRL+V;
- Releases e eventos ridículos;
- Uma cidade sem entretenimento;
- Ser enrolado por uma assessoria de merda;
- Ver um poder Executivo que é um lixo dar mais importância a uma entrevista sobre blog que um esclarecimento sobre corrupção;
- Estar entrevistando alguém e desligarem na sua cara;
- Trabalhar além do horário;
- Não poder dormir a hora que quiser;
- Ouvir que sacrifício faz parte do começo de carreira;
- Ouvir que se tem a personalidade de um arrombador de portas;
- Ficar no meio de intrigas e picuinhas de departamentos;
- Ter que ouvir um velho lazarento falando por quase uma hora;
- Elogios falsos;
- Ser chamado de estressado;
- Lidar com o estresse alheio e não ter o direito de ter o próprio estresse;
- Viver numa cidade do interior com mentalidade atrasada;
- Não ter tempo para fazer tudo;
- Ter uma assinatura com valor de compensação;
- Ter que assistir os canais da TV aberta;
- Não ter um PlayStation 2 e ainda ser classificado como membro da Elite Branca;
- Ser chamado por outro nome;
- Servir como um tapa-buraco;
- Ter habilidades ignoradas pelos outros;
- Ouvir gente comendo e fazendo barulho com a boca;
- Barulho de saquinho de bolacha ou papel de bala;
- Computador lerdo;
- Internet ruim;
- Falta de telefones para contato em sites de grandes empresas públicas ou provadas;
- Conversas longas e enroladas;
- Perda de tempo e falta de agilidade;
- Assessores de imprensa que não atendem o celular quando precisamos;
- Correr contra o tempo e ainda ficar ouvindo xingos e desabafos de outras pessoas;
- Ver alguém experiente falando errado;
- Ser enganado na loja de celulares;
- Ligar para alguém e não poder conversar em paz;
- Ligar para a mesma pessoa e ser tratado por outro nome;
- Não ter dinheiro para comprar todos os livros que pego na mão em uma livraria;
- Ter que aguentar questionamentos sobre algum dos itens dessa lista;
- Dormir demais;
- Perder tempo andando de ônibus;
- Não ter uma balada descente em Limeira;
- Não ter algupem por perto sempre que precisar;
- Não poder pagar um psicólogo;
- Ser cobrado por "amigos";
- Não ter tempo para malhar;
- Não conseguir ler um livro enorme em dois dias;
- Ter que ficar esperando resposta no msn;
- Não conseguir encontrar uma música ou aquivo na internet;
- Falta de comunicação;
- Ser estressado;
- Ser ansioso;
- Ter que ficar esperando e-mail até tarde;
- Não poder reclamar;
- Ter que dizer sim pra tudo e ficar de boca fechada;
- Ser novo;
- Ficar sendo comparado com outras pessoas ou equipes;
- Aguentar brincadeiras quando se está quieto e isolado de propósito;
- Gente arrogante;
- Gente metida;
- Injustiça;
- Escola que acha que é militar;
- Fonte que se acha a última bolacha do pacote;
- Não conseguir tempo para escrever um livro;
- Viver num ambiente de incertezas e inconstância;
- Ser o último a saber das coisas;
- Não participar de ideias e planejamentos;
- Fazer mais de quatro coisas ao mesmo tempo;
- Servir de pombo correio ou carteiro;
- Ter opiniões desconsideradas ou ignoradas;
- Promessas não cumpridas;
- Serviço público que só enrola;
- Assistir um programa inútil;
- etc...
Resultado: vontade de bater com a cabeça na borda da frigideira!
- acúmulo de função;
- risadas e sarcasmo;
- indecisão;
- contas;
- falta de reconhecimento;
- ser colocado de escanteio;
- não fazer o que realmente gosta;
- ouvir um conselho para desistir do objetivo;
- ver todo mundo fazendo tudo, e você fazendo um nada;
- assuntos idiotas;
- CTRL+C, CTRL+V;
- Releases e eventos ridículos;
- Uma cidade sem entretenimento;
- Ser enrolado por uma assessoria de merda;
- Ver um poder Executivo que é um lixo dar mais importância a uma entrevista sobre blog que um esclarecimento sobre corrupção;
- Estar entrevistando alguém e desligarem na sua cara;
- Trabalhar além do horário;
- Não poder dormir a hora que quiser;
- Ouvir que sacrifício faz parte do começo de carreira;
- Ouvir que se tem a personalidade de um arrombador de portas;
- Ficar no meio de intrigas e picuinhas de departamentos;
- Ter que ouvir um velho lazarento falando por quase uma hora;
- Elogios falsos;
- Ser chamado de estressado;
- Lidar com o estresse alheio e não ter o direito de ter o próprio estresse;
- Viver numa cidade do interior com mentalidade atrasada;
- Não ter tempo para fazer tudo;
- Ter uma assinatura com valor de compensação;
- Ter que assistir os canais da TV aberta;
- Não ter um PlayStation 2 e ainda ser classificado como membro da Elite Branca;
- Ser chamado por outro nome;
- Servir como um tapa-buraco;
- Ter habilidades ignoradas pelos outros;
- Ouvir gente comendo e fazendo barulho com a boca;
- Barulho de saquinho de bolacha ou papel de bala;
- Computador lerdo;
- Internet ruim;
- Falta de telefones para contato em sites de grandes empresas públicas ou provadas;
- Conversas longas e enroladas;
- Perda de tempo e falta de agilidade;
- Assessores de imprensa que não atendem o celular quando precisamos;
- Correr contra o tempo e ainda ficar ouvindo xingos e desabafos de outras pessoas;
- Ver alguém experiente falando errado;
- Ser enganado na loja de celulares;
- Ligar para alguém e não poder conversar em paz;
- Ligar para a mesma pessoa e ser tratado por outro nome;
- Não ter dinheiro para comprar todos os livros que pego na mão em uma livraria;
- Ter que aguentar questionamentos sobre algum dos itens dessa lista;
- Dormir demais;
- Perder tempo andando de ônibus;
- Não ter uma balada descente em Limeira;
- Não ter algupem por perto sempre que precisar;
- Não poder pagar um psicólogo;
- Ser cobrado por "amigos";
- Não ter tempo para malhar;
- Não conseguir ler um livro enorme em dois dias;
- Ter que ficar esperando resposta no msn;
- Não conseguir encontrar uma música ou aquivo na internet;
- Falta de comunicação;
- Ser estressado;
- Ser ansioso;
- Ter que ficar esperando e-mail até tarde;
- Não poder reclamar;
- Ter que dizer sim pra tudo e ficar de boca fechada;
- Ser novo;
- Ficar sendo comparado com outras pessoas ou equipes;
- Aguentar brincadeiras quando se está quieto e isolado de propósito;
- Gente arrogante;
- Gente metida;
- Injustiça;
- Escola que acha que é militar;
- Fonte que se acha a última bolacha do pacote;
- Não conseguir tempo para escrever um livro;
- Viver num ambiente de incertezas e inconstância;
- Ser o último a saber das coisas;
- Não participar de ideias e planejamentos;
- Fazer mais de quatro coisas ao mesmo tempo;
- Servir de pombo correio ou carteiro;
- Ter opiniões desconsideradas ou ignoradas;
- Promessas não cumpridas;
- Serviço público que só enrola;
- Assistir um programa inútil;
- etc...
Resultado: vontade de bater com a cabeça na borda da frigideira!
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Recuperação: Uma palavra desejada
Recuperação. Esta é a palavra mais usada mês a mês quando dados sobre a economia dos municípios ou do país são divulgados. O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou hoje o balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Limeira voltou para os números negativos na variação entre as admissões e demissões no emprego formal nos setores da economia da cidade. Apesar de o número ser pequeno e negativo (- 0,05%), uma mudança positiva ocorreu em uma das atividades econômicas que mais sofreu desde o começo da crise econômica mundial, a indústria de transformação.
O número na indústria de transformação já vinha se recuperando desde dezembro de 2008. No último mês do ano passado, só esse setor foi responsável por 1.108 demissões em limeira. Enquanto esse número grande de carteiras de trabalho recebiam baixas, apenas 241 trabalhadores foram admitidos. Essa divergência nos números gerou o fechamento de 867 postos de trabalho no município. De dezembro em diante, a curva do emprego na cidade começou a sentir uma inclinação em direção aos números positivos, alcançada só em junho deste ano.
No mês passado, Limeira perdeu 32 postos de trabalho. A variação negativa é resultado do confronto entre os 2.312 funcionários admitidos contra os 2.344 demitidos nas indústrias da cidade. Seguindo a queda, o setor de serviços, que durante a crise foi um dos menos afetados na cidade, também registrou perdas. Foram fechados 34 postos de trabalho com carteira assinada nessa área em junho deste ano. Em maio a variação foi positiva. Naquele mês foram criados 190 postos de trabalho no setor. Desde novembro, este é o quinto mês (considerando março, mês que teve apenas um posto de trabalho fechado no setor) que o balanço fecha negativo para serviços. Em dezembro de 2008 o setor perdeu 316 postos de trabalho.
No acumulado desde o começo de 2009 o emprego em Limeira continua negativo. Foram fechados 1.080 postos formais de trabalho desde o primeiro mês do ano – uma variação de – 1,65%.
BALANÇA COMERCIAL
Além das perdas no mercado de trabalho, a balança comercial de Limeira também sofreu com todas as complicações da crise econômica. O setor de automóveis, o mais afetado nos Estados Unidos, fez vítimas também no Brasil e na cidade. Os números do primeiro semestre do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) revelaram que em seis meses a balança comercial do município teve grandes perdas. O setor de autopeças - representado em Limeira pelas multinacionais ArvinMeritor e TRW -, expôs no começo da crise econômica, em outubro de 2008, que os pedidos vindos do exterior registraram quedas. O argumento foi usado como justificativa para as demissões no setor e a redução da jornada de trabalho da linha de produção.
Comparando os números do primeiro semestre de 2009 com o de 2008 é possível constatar que o setor de bens intermediários deixou de exportar 31,3%, o que corresponde a US$ 47,46 milhões. Na outra mão do consumo internacional, as importações também caíram. A diferença entre os mesmos períodos foi de quase 20%. Apesar das perdas, a balança comercial de Limeira continua positiva. A diferença entre o montante de compras e vendas para o exterior ficou em US$ 20.684.698, ou seja, Limeira vendeu mais que comprou.
ANÁLISES
Analisados em conjunto, os levantamentos dos dois ministérios mostram que a possível recuperação da economia limeirense ainda é tímida e frágil. Apesar de variação negativa no emprego ser pequena em junho, os números mostram que ainda não está estabilizado as perdas de postos formais de trabalho na cidade. Pessoas ligadas aos setores econômicos da cidade tomam cuidado ao esboçar suas análises para a cidade.
HISTÓRIA:
Indústria: De salvação a perdição
Segundo estudiosos da economia nacional, a crise de 1929 não teve uma recuperação tão rápida. A indústria que hoje sofre os principais reflexos da crise com as quedas de exportações e redução do quadro de funcionários, na época em que a bolsa de Nova Iorque fez suas vítimas pelo mundo, no final da década de 1920 e início da de 1930, foi uma das responsáveis pela recuperação e estagnação da renda do País.
Ainda dependente da agricultura, a economia brasileira do final da década de 1920 estava em grande expansão econômica principalmente pela exportação dos produtos primários produzidos no país. A época é das grandes fazendas de café, com suas crises internas e no exterior, e a industrialização do país ainda ganhava espaço e se fortaleceu com toda a problemática no cenário internacional. Segundo Annibal Villanova Villela e Wilson Suzigan, “a Revolução de 1930 e a Grade Depressão contribuíram para robustecer as classes urbanas, levando, assim, ao declínio gradual do poder da classe agrária, principalmente dos produtores de café”. Naqueles anos, a indústria foi responsável pela estagnação da economia nos anos após a crise de 29 – efeito positivo para o contexto da época. “Se a produção industrial não tivesse substituído a agricultura de exportação como setor dinâmico da economia, teria havido queda da renda per capita ao invés de apensa estagnação”.
A balança comercial registrou queda nas importações e exportações nessa época. Como explica Wilson Cano, no período de 1929-1933 a dominância que as exportações exerciam sobre a determinação do nível e do ritmo da atividade econômica do país passou para segundo plano. “A parti desse momento, seria a indústria o principal determinador do nível de atividade econômica de atividade”, diz.
O que houve no Brasil após a crise de 1929 foi a integração da indústria nacional. Uma “saída para dentro”, nas palavras de Cano. As indústrias passaram a importar matéria prima de estados vizinhos. Com as complicações no comércio exterior, houve uma substituição das importações. As taxas de câmbio ficaram mais cara para aqueles produtos com similares nacionais. A medida adotada pelo governo diminuiu a ociosidade de produção do Brasil. Com um precedente de imigrações e crescimento da população urbana, as indústrias encontraram um momento ideal para aquecer a produção com a demanda interna.
“A contenção dos novos investimentos industriais, de maneira geral, deu-se pelo violento corte das importações e, no caso da maior parte das indústrias de bens de consumo não durável”, explica Cano.
ATUALIDADE
O que as avaliações e a história mostram são cenários diferentes nas duas crises que o mercado brasileiro passou, mas as experiências servem para novas estratégias. Enquanto a agricultura perdia espaço e a salvação foi a integração da indústria na década de 1930, hoje se diz que a crise tem um futuro ainda nebuloso, apesar de já ter mostrado suas piores garras e a indústria, agora, foi a responsável pelo sono conturbado da classe assalariada.
Numa era ainda mais capitalista, a luta atual é pelo aumento do crédito às indústrias e para a população como um todo. A tática agora é fomentar o consumo, estratégia defendida por especialistas que analisam as taxas básicas de juros que estão em queda.
Li certa vez que uma política keynesiana também ajudaria o país a sair da crise. Em 1936, o economista que John Maynard Keynes publicou o livro Teoria Geral do Emprego, dos Juros e da Moeda. Na publicação o estudioso defendeu o seguinte: “O longo prazo é um guia enganoso para as situações presentes. No longo prazo todos estaremos mortos. Os economistas se propõem uma tarefa muito fácil e inútil se em épocas de tempestade eles apenas puderem dizer que, quando o temporal tiver passado, o oceano estará calmo”. A crítica de Keynes era pelo aumento das despesas do governo em obras públicas.
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, é apontado como um investimento que segue a linha de Keyne. Investir em obras públicas, segundo os especialistas, fomenta o consumo interno. Gerar emprego é gerar renda para a população. Em entrevistas sobre a situação da Construção Civil com as desonerações do Imposto sobre Produtos Industrializados, o setor é sempre apontado como o temômetro da economia. Se ele é tão importante assim para a economia, porque Limeira não segue a tendência nacional e investe o que recebeu do Programa?
Segundo o balanço estadual de dois anos do PAC, Limeira tem uma verba de cerca de R$ 13 milhões reservadas para obras de saneamento e habitação. Mas até agora não usou nem metade.
Em entrevista recente ao Jornal de Limeira, o secretário municipal de Habitação, Antonio Custódio de Oliveira, comentou que já foram encaminhados cinco projetos residenciais para a Caixa Econômica. Eles ainda estão sob análise do banco para a liberação e início das obras. Oliveira comentou que os próximos passos serão dados pelo banco que fica responsável pela contratação da construtora e todos os trâmites burocráticos para por em prática o projeto Minha Cassa, Minha Vida na cidade.
Outros projetos também estão empacados pelas burocracias do poder Executivo e financeiro. Um deles, o Saneamento Para Todos, que terá a maior verba destinada pelo PAC. Ele conta com um repasse de cerca de R$ 10 milhões, mas não apresentou nenhum avanço em Limeira.
Com todo esse cenário, onde está o interesse do poder público em ajudar as classes mais pobres e a economia do município? Um aquecimento no setor de construção mobilizaria outras áreas da economia, inclusive a de autopeças.
A história mostrou que num momento de crise a indústria nacional se integrou para, pelo menos, garantir uma estagnação da economia dos anos seguintes a 1929. Com uma globalização tão forte e presente no mundo moderno, o tempo agora é de se voltar mais uma vez para dentro e aquecer o consumo dos limeirenses para voltar a mobilizar todos os setores da economia e garantir uma curva de emprego e da balança comercial em uma inclinação positiva para os próximos meses.
O número na indústria de transformação já vinha se recuperando desde dezembro de 2008. No último mês do ano passado, só esse setor foi responsável por 1.108 demissões em limeira. Enquanto esse número grande de carteiras de trabalho recebiam baixas, apenas 241 trabalhadores foram admitidos. Essa divergência nos números gerou o fechamento de 867 postos de trabalho no município. De dezembro em diante, a curva do emprego na cidade começou a sentir uma inclinação em direção aos números positivos, alcançada só em junho deste ano.
No mês passado, Limeira perdeu 32 postos de trabalho. A variação negativa é resultado do confronto entre os 2.312 funcionários admitidos contra os 2.344 demitidos nas indústrias da cidade. Seguindo a queda, o setor de serviços, que durante a crise foi um dos menos afetados na cidade, também registrou perdas. Foram fechados 34 postos de trabalho com carteira assinada nessa área em junho deste ano. Em maio a variação foi positiva. Naquele mês foram criados 190 postos de trabalho no setor. Desde novembro, este é o quinto mês (considerando março, mês que teve apenas um posto de trabalho fechado no setor) que o balanço fecha negativo para serviços. Em dezembro de 2008 o setor perdeu 316 postos de trabalho.
No acumulado desde o começo de 2009 o emprego em Limeira continua negativo. Foram fechados 1.080 postos formais de trabalho desde o primeiro mês do ano – uma variação de – 1,65%.
BALANÇA COMERCIAL
Além das perdas no mercado de trabalho, a balança comercial de Limeira também sofreu com todas as complicações da crise econômica. O setor de automóveis, o mais afetado nos Estados Unidos, fez vítimas também no Brasil e na cidade. Os números do primeiro semestre do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) revelaram que em seis meses a balança comercial do município teve grandes perdas. O setor de autopeças - representado em Limeira pelas multinacionais ArvinMeritor e TRW -, expôs no começo da crise econômica, em outubro de 2008, que os pedidos vindos do exterior registraram quedas. O argumento foi usado como justificativa para as demissões no setor e a redução da jornada de trabalho da linha de produção.
Comparando os números do primeiro semestre de 2009 com o de 2008 é possível constatar que o setor de bens intermediários deixou de exportar 31,3%, o que corresponde a US$ 47,46 milhões. Na outra mão do consumo internacional, as importações também caíram. A diferença entre os mesmos períodos foi de quase 20%. Apesar das perdas, a balança comercial de Limeira continua positiva. A diferença entre o montante de compras e vendas para o exterior ficou em US$ 20.684.698, ou seja, Limeira vendeu mais que comprou.
ANÁLISES
Analisados em conjunto, os levantamentos dos dois ministérios mostram que a possível recuperação da economia limeirense ainda é tímida e frágil. Apesar de variação negativa no emprego ser pequena em junho, os números mostram que ainda não está estabilizado as perdas de postos formais de trabalho na cidade. Pessoas ligadas aos setores econômicos da cidade tomam cuidado ao esboçar suas análises para a cidade.
HISTÓRIA:
Indústria: De salvação a perdição
Segundo estudiosos da economia nacional, a crise de 1929 não teve uma recuperação tão rápida. A indústria que hoje sofre os principais reflexos da crise com as quedas de exportações e redução do quadro de funcionários, na época em que a bolsa de Nova Iorque fez suas vítimas pelo mundo, no final da década de 1920 e início da de 1930, foi uma das responsáveis pela recuperação e estagnação da renda do País.
Ainda dependente da agricultura, a economia brasileira do final da década de 1920 estava em grande expansão econômica principalmente pela exportação dos produtos primários produzidos no país. A época é das grandes fazendas de café, com suas crises internas e no exterior, e a industrialização do país ainda ganhava espaço e se fortaleceu com toda a problemática no cenário internacional. Segundo Annibal Villanova Villela e Wilson Suzigan, “a Revolução de 1930 e a Grade Depressão contribuíram para robustecer as classes urbanas, levando, assim, ao declínio gradual do poder da classe agrária, principalmente dos produtores de café”. Naqueles anos, a indústria foi responsável pela estagnação da economia nos anos após a crise de 29 – efeito positivo para o contexto da época. “Se a produção industrial não tivesse substituído a agricultura de exportação como setor dinâmico da economia, teria havido queda da renda per capita ao invés de apensa estagnação”.
A balança comercial registrou queda nas importações e exportações nessa época. Como explica Wilson Cano, no período de 1929-1933 a dominância que as exportações exerciam sobre a determinação do nível e do ritmo da atividade econômica do país passou para segundo plano. “A parti desse momento, seria a indústria o principal determinador do nível de atividade econômica de atividade”, diz.
O que houve no Brasil após a crise de 1929 foi a integração da indústria nacional. Uma “saída para dentro”, nas palavras de Cano. As indústrias passaram a importar matéria prima de estados vizinhos. Com as complicações no comércio exterior, houve uma substituição das importações. As taxas de câmbio ficaram mais cara para aqueles produtos com similares nacionais. A medida adotada pelo governo diminuiu a ociosidade de produção do Brasil. Com um precedente de imigrações e crescimento da população urbana, as indústrias encontraram um momento ideal para aquecer a produção com a demanda interna.
“A contenção dos novos investimentos industriais, de maneira geral, deu-se pelo violento corte das importações e, no caso da maior parte das indústrias de bens de consumo não durável”, explica Cano.
ATUALIDADE
O que as avaliações e a história mostram são cenários diferentes nas duas crises que o mercado brasileiro passou, mas as experiências servem para novas estratégias. Enquanto a agricultura perdia espaço e a salvação foi a integração da indústria na década de 1930, hoje se diz que a crise tem um futuro ainda nebuloso, apesar de já ter mostrado suas piores garras e a indústria, agora, foi a responsável pelo sono conturbado da classe assalariada.
Numa era ainda mais capitalista, a luta atual é pelo aumento do crédito às indústrias e para a população como um todo. A tática agora é fomentar o consumo, estratégia defendida por especialistas que analisam as taxas básicas de juros que estão em queda.
Li certa vez que uma política keynesiana também ajudaria o país a sair da crise. Em 1936, o economista que John Maynard Keynes publicou o livro Teoria Geral do Emprego, dos Juros e da Moeda. Na publicação o estudioso defendeu o seguinte: “O longo prazo é um guia enganoso para as situações presentes. No longo prazo todos estaremos mortos. Os economistas se propõem uma tarefa muito fácil e inútil se em épocas de tempestade eles apenas puderem dizer que, quando o temporal tiver passado, o oceano estará calmo”. A crítica de Keynes era pelo aumento das despesas do governo em obras públicas.
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, é apontado como um investimento que segue a linha de Keyne. Investir em obras públicas, segundo os especialistas, fomenta o consumo interno. Gerar emprego é gerar renda para a população. Em entrevistas sobre a situação da Construção Civil com as desonerações do Imposto sobre Produtos Industrializados, o setor é sempre apontado como o temômetro da economia. Se ele é tão importante assim para a economia, porque Limeira não segue a tendência nacional e investe o que recebeu do Programa?
Segundo o balanço estadual de dois anos do PAC, Limeira tem uma verba de cerca de R$ 13 milhões reservadas para obras de saneamento e habitação. Mas até agora não usou nem metade.
Em entrevista recente ao Jornal de Limeira, o secretário municipal de Habitação, Antonio Custódio de Oliveira, comentou que já foram encaminhados cinco projetos residenciais para a Caixa Econômica. Eles ainda estão sob análise do banco para a liberação e início das obras. Oliveira comentou que os próximos passos serão dados pelo banco que fica responsável pela contratação da construtora e todos os trâmites burocráticos para por em prática o projeto Minha Cassa, Minha Vida na cidade.
Outros projetos também estão empacados pelas burocracias do poder Executivo e financeiro. Um deles, o Saneamento Para Todos, que terá a maior verba destinada pelo PAC. Ele conta com um repasse de cerca de R$ 10 milhões, mas não apresentou nenhum avanço em Limeira.
Com todo esse cenário, onde está o interesse do poder público em ajudar as classes mais pobres e a economia do município? Um aquecimento no setor de construção mobilizaria outras áreas da economia, inclusive a de autopeças.
A história mostrou que num momento de crise a indústria nacional se integrou para, pelo menos, garantir uma estagnação da economia dos anos seguintes a 1929. Com uma globalização tão forte e presente no mundo moderno, o tempo agora é de se voltar mais uma vez para dentro e aquecer o consumo dos limeirenses para voltar a mobilizar todos os setores da economia e garantir uma curva de emprego e da balança comercial em uma inclinação positiva para os próximos meses.
Release!!!!!!!!!
Isso é que é um relase com foco no seu público alvo. Não foi alterada nenhuma linha, acreditem se quiser.. detalhes estão em negrito!
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Touch Limeira recebe top DJ Ale Reis neste sábado
Touch Limeira, a casa noturna onde playboys e patricinhas disputam cada centímetro quadrado da pista, recebe o top DJ Ale Reis neste sábado.
DJ, produtor e remixer, Ale Reis teve residência em importantes clubes de S. Paulo como Café de la Musique e Museum, com sets que vão do nu jazz ao deep house passando pela house music. Tocou no Federal Weekend Brasília, Winter Play Floripa, Weekend Araxá, House Ship e em clubs como Disco e Lotus. Já dividiu cabine com alguns dos mais importantes DJs de house do mundo: Harry Romero, Erick Morillo, Layo & Bushwacka, Pete Tong e Tim DeLuxe.
Também se apresenta na noite o DJ Nadim Elias com seu set repleto de minimal e deep house. O
DJ residente Chris Wenzel manda ver nas pick-ups até o início da manhã e dispara sets de house music, enquanto o VJ Raphael Bellini apresenta no telão e nas telas de LCD imagens sincronizadas em montagens virtuais.
Para informações e reservas de camarotes: 19 3453 0400
SERVIÇO
Data: sábado, 18
Atrações: Ale Reis, Nadim Elias, Chris Wenzel e Raphael Bellini
Local: Touch Limeira
Horário: 24h
Promoção: POOL
Endereço: Avenida Saudades 1511 – Centro – Limeira
Fone: 19 3453 0400
Censura: mulheres 18 anos e homens 21 anos - RG original obrigatório
Empresa: Touch Limeira
Fonte: Roberlei Cidade, Diretor
Informações para Imprensa: Touch – Lu – lu@touchlimeira.com.br - 19 3453 0400
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Touch Limeira recebe top DJ Ale Reis neste sábado
Touch Limeira, a casa noturna onde playboys e patricinhas disputam cada centímetro quadrado da pista, recebe o top DJ Ale Reis neste sábado.
DJ, produtor e remixer, Ale Reis teve residência em importantes clubes de S. Paulo como Café de la Musique e Museum, com sets que vão do nu jazz ao deep house passando pela house music. Tocou no Federal Weekend Brasília, Winter Play Floripa, Weekend Araxá, House Ship e em clubs como Disco e Lotus. Já dividiu cabine com alguns dos mais importantes DJs de house do mundo: Harry Romero, Erick Morillo, Layo & Bushwacka, Pete Tong e Tim DeLuxe.
Também se apresenta na noite o DJ Nadim Elias com seu set repleto de minimal e deep house. O
DJ residente Chris Wenzel manda ver nas pick-ups até o início da manhã e dispara sets de house music, enquanto o VJ Raphael Bellini apresenta no telão e nas telas de LCD imagens sincronizadas em montagens virtuais.
Para informações e reservas de camarotes: 19 3453 0400
SERVIÇO
Data: sábado, 18
Atrações: Ale Reis, Nadim Elias, Chris Wenzel e Raphael Bellini
Local: Touch Limeira
Horário: 24h
Promoção: POOL
Endereço: Avenida Saudades 1511 – Centro – Limeira
Fone: 19 3453 0400
Censura: mulheres 18 anos e homens 21 anos - RG original obrigatório
Empresa: Touch Limeira
Fonte: Roberlei Cidade, Diretor
Informações para Imprensa: Touch – Lu – lu@touchlimeira.com.br - 19 3453 0400
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Caso Fantasma - Perguntas sem respostas
A Prefeitura de Limeira, por enquanto está optando pelo silêncio para algumas respostas específicas. É típico só dizerem o que lhes convém e deixar sem respostas alguns questionamentos que podem entregar alguma sujeira.
Na última terça-feira, dia 7, enviei (de meu e-mail pessoal) algumas perguntas para saber como será tratado o caso do fantasma dentro do poder Executivo. A resposta básica que a Assessoria de Comunicações da prefeitura passa para a imprensa só diz que os serviços de vídeo são muitos caros e por isso decidiu ela mesma produzí-los com a assessoria de uma pessoa contratada para tal.
Foram feitas as seguintes perguntas:
- Quem solicitou ao prefeito os serviços do profissional?
- Por que a prefeitura não contratou os serviços da empresa de Muraoka ou de outra empresa do setor como uma assessoria técnica, conforme foi divulgado em nota?
- O tal funcionário deverá devolver o salário que recebeu no tempo que ficou nomeado?
- Se esse tipo de nomeação/contratação é legal, como transpareceu na resposta enviada para a imprensa, por que exoneraram o funcionário?
- O funcionário tem algum registro em livro-ponto que comprove os horários e dias que trabalhou na prefeitura?
- Quais foram os vídeos que Muraoka produziu no tempo que ficou nomeado?
Agora as inconsistências. Se a forma como Muraoka foi contratado é legal, havia mesmo a necessidade de exonerá-lo no mesmo dia em que a matéria sobre o funcionário fantasma foi publicada no Jornal de Limeira? Não seria interessante uma coletiva de imprensa para mostrar que não havia irregularidade em todo esse processo?
Já quanto aos horários de trabalho, funcionários comissionados, em algumas secretarias, não costumam registrar horários de entrada e saída. No Centro Cultural, peo menos, é assim. Lá só professores têm que registrar diariamente o horário que esteve no prédio dando aulas, já o resto...
Os comissionados, segundo resposta dada lá dentro quando foi questionado a exclusividade do registro aos professores, é que eles trabalham além do horário normal. Ficaram até bravos por ter sido questionado esse fato. Os professores, segundo acordo com o antigo diretor da escola, Rafael Gabriel, trabalham nos horários de suas aulas e usam o restante do período para preparar as aulas em casa. Isso é mais que necessário tendo em vista a falta de infraestrutura do local. Há somente um computador para todos os professores usarem e poucos livros das áreas dos cursos oferecidos pela escola.
Os comissionados trabalham sim, de sábado, domingo e alguns feriados, isso quando há eventos relacionados à pasta à qual estão lotados. Mesmo assim, não deveriam ter um mecanismo de registro do horário trabalhado - ou a prática revelaria que "bicos" a parte atrapalham os negócios com o poder Executivo?
O e-mail até a noite de sexta-feira não foi respondido. No feriado de 9 de julho, apesar de alguns funcionários da prefeitura terem atendido o chamado via Nextel de outros funcionários, simplesmente ignoraram algumas ligações, como se estivessem longe do celular, ou ignorando mesmo.
Na última terça-feira, dia 7, enviei (de meu e-mail pessoal) algumas perguntas para saber como será tratado o caso do fantasma dentro do poder Executivo. A resposta básica que a Assessoria de Comunicações da prefeitura passa para a imprensa só diz que os serviços de vídeo são muitos caros e por isso decidiu ela mesma produzí-los com a assessoria de uma pessoa contratada para tal.
Foram feitas as seguintes perguntas:
- Quem solicitou ao prefeito os serviços do profissional?
- Por que a prefeitura não contratou os serviços da empresa de Muraoka ou de outra empresa do setor como uma assessoria técnica, conforme foi divulgado em nota?
- O tal funcionário deverá devolver o salário que recebeu no tempo que ficou nomeado?
- Se esse tipo de nomeação/contratação é legal, como transpareceu na resposta enviada para a imprensa, por que exoneraram o funcionário?
- O funcionário tem algum registro em livro-ponto que comprove os horários e dias que trabalhou na prefeitura?
- Quais foram os vídeos que Muraoka produziu no tempo que ficou nomeado?
Agora as inconsistências. Se a forma como Muraoka foi contratado é legal, havia mesmo a necessidade de exonerá-lo no mesmo dia em que a matéria sobre o funcionário fantasma foi publicada no Jornal de Limeira? Não seria interessante uma coletiva de imprensa para mostrar que não havia irregularidade em todo esse processo?
Já quanto aos horários de trabalho, funcionários comissionados, em algumas secretarias, não costumam registrar horários de entrada e saída. No Centro Cultural, peo menos, é assim. Lá só professores têm que registrar diariamente o horário que esteve no prédio dando aulas, já o resto...
Os comissionados, segundo resposta dada lá dentro quando foi questionado a exclusividade do registro aos professores, é que eles trabalham além do horário normal. Ficaram até bravos por ter sido questionado esse fato. Os professores, segundo acordo com o antigo diretor da escola, Rafael Gabriel, trabalham nos horários de suas aulas e usam o restante do período para preparar as aulas em casa. Isso é mais que necessário tendo em vista a falta de infraestrutura do local. Há somente um computador para todos os professores usarem e poucos livros das áreas dos cursos oferecidos pela escola.
Os comissionados trabalham sim, de sábado, domingo e alguns feriados, isso quando há eventos relacionados à pasta à qual estão lotados. Mesmo assim, não deveriam ter um mecanismo de registro do horário trabalhado - ou a prática revelaria que "bicos" a parte atrapalham os negócios com o poder Executivo?
O e-mail até a noite de sexta-feira não foi respondido. No feriado de 9 de julho, apesar de alguns funcionários da prefeitura terem atendido o chamado via Nextel de outros funcionários, simplesmente ignoraram algumas ligações, como se estivessem longe do celular, ou ignorando mesmo.
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