Comissionado não pode fazer greve. Eles também não vão receber nenhum aumento.
Há quem diga que funcionário concursado é vagabundo. Eles estão em greve por um salário maior.
Comissionado tem verba de representação que pode passar de R$ 1 mil. E mesmo assim tem uns que não prestam pra nada! São piores que aquele modelo pré-concebido de concursado vagabundo e o pior: ainda reclama quando mandam trabalhar de verdade!
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Mosqueteiros limeirenses
A greve dos servidores públicos municipais em Limeira está cada dia com mais adesões. Começaram dia 16 com cerca de 550 funcionários paralizados, hoje são pouco mais de 600 que estão fazendo manifestações em frente a prefeitura e por diversas ruas da cidade.
O curioso este ano é a criatividade do movimento com o passar dos dias. Ano passado foi a primeira vez que acompanhei a greve dos servidores. O cenário era diferente por conta das eleições municipais, até como aponta alguns dirigentes sindicais, mas as paralizações duraram alguns dias.
Esse ano até velório foi feito. Imagino o que se passou na cabeça de quem não estava acompanhando a história ao ver um cortejo, a pé, passar pelas principais ruas do Centro de Limeira, em plena tarde de terça-feira. O mais engraçado naquele foi ver uma servidora , deitada no caixão, fingindo-se de morta. A cena hilária fica por conta dessa mesma servidora ficar espiando o movimento com um dos olhos.
Para o último dia útil dessa semana está programada uma peça teatral na praça Toledo Barros. Provavelmente os servidores que farão parte da encenação apelarão para o improviso - isso se não estão agora de madrugada bolando falas marcantes (ou outras frases de efeito para berrarem no microfone amanhã, como se o carro de som não fosse alto o suficiente). Seja lá como for a preparação da manifestação dessa quinta-feira, o fato é que a vida do servidor será o enredo principal. Seguido, claro, de uma distribuição de rosas.
Agora pergunta: meus salários de março tiveram um "desconto sindical", é pra bancar isso?
O sindicato dos jornalistas para o qual uma das contribuições deve ter ido é tão quieto quanto o sindicato dos lavadores de banheiro. É isso mesmo, o objeto usado na comparação não existe - pra mim, ainda, não vejo propósito no sindicato dos jornalistas e vou fazer questão de me filiar quando tiver o MTB definitivo só para acompanhar os atos. Não entendo qual a finalidade desse primeiro desconto sendo que tantas irregularidades e inconformidades acontecem na imprensa (até limeirense) e ninguém fiscaliza como deveria.
Agora no caso do sindicato dos servidores é para bancar corôa de flores, as rosas que vão distribuir amanhã e uma panelada de arroz a grega ainda!? Não sou contra alimentar os grevistas, mas se esses outros objetos que estão sendo utilizados nessa manifestação estiverem sendo pagos com o dinheiro que saiu do meu salário, por favor né!!!!
Agora a questão dos mosqueteiros. Integrante do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano de Limeira (Sindttrul) está marcando presença sempre que pode na manifestação dos servidores públicos. Um por todos e todos por um! Agora será que quem ele apoia hoje, vai apoiá-lo amanhã?
O curioso este ano é a criatividade do movimento com o passar dos dias. Ano passado foi a primeira vez que acompanhei a greve dos servidores. O cenário era diferente por conta das eleições municipais, até como aponta alguns dirigentes sindicais, mas as paralizações duraram alguns dias.
Esse ano até velório foi feito. Imagino o que se passou na cabeça de quem não estava acompanhando a história ao ver um cortejo, a pé, passar pelas principais ruas do Centro de Limeira, em plena tarde de terça-feira. O mais engraçado naquele foi ver uma servidora , deitada no caixão, fingindo-se de morta. A cena hilária fica por conta dessa mesma servidora ficar espiando o movimento com um dos olhos.
Para o último dia útil dessa semana está programada uma peça teatral na praça Toledo Barros. Provavelmente os servidores que farão parte da encenação apelarão para o improviso - isso se não estão agora de madrugada bolando falas marcantes (ou outras frases de efeito para berrarem no microfone amanhã, como se o carro de som não fosse alto o suficiente). Seja lá como for a preparação da manifestação dessa quinta-feira, o fato é que a vida do servidor será o enredo principal. Seguido, claro, de uma distribuição de rosas.
Agora pergunta: meus salários de março tiveram um "desconto sindical", é pra bancar isso?
O sindicato dos jornalistas para o qual uma das contribuições deve ter ido é tão quieto quanto o sindicato dos lavadores de banheiro. É isso mesmo, o objeto usado na comparação não existe - pra mim, ainda, não vejo propósito no sindicato dos jornalistas e vou fazer questão de me filiar quando tiver o MTB definitivo só para acompanhar os atos. Não entendo qual a finalidade desse primeiro desconto sendo que tantas irregularidades e inconformidades acontecem na imprensa (até limeirense) e ninguém fiscaliza como deveria.
Agora no caso do sindicato dos servidores é para bancar corôa de flores, as rosas que vão distribuir amanhã e uma panelada de arroz a grega ainda!? Não sou contra alimentar os grevistas, mas se esses outros objetos que estão sendo utilizados nessa manifestação estiverem sendo pagos com o dinheiro que saiu do meu salário, por favor né!!!!
Agora a questão dos mosqueteiros. Integrante do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano de Limeira (Sindttrul) está marcando presença sempre que pode na manifestação dos servidores públicos. Um por todos e todos por um! Agora será que quem ele apoia hoje, vai apoiá-lo amanhã?
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Drogas, consequência de caráter
Humilhação na descoberta que o problema é o próprio drogado
Por Alex Contin
Fuga, doença ou fraqueza? Chegar até as drogas não é um caminho difícil quando a vida já está uma droga. Lucas e Manoel são dois ex-dependentes. Os nomes são fictícios, mas a história e as experiências que os dois homens passaram são bem reais e humilhantes. As drogas têm o poder de dar prazer para seus usuários, mas cobra um preço caro pelos minutos de viagem, euforia ou agitação que proporcionam.
Os dois personagens dessa matéria estão sem usar nenhum entorpecente ilícito há 11 anos. Junto com a carteira e o celular, os dois carregam um maço de cigarros. Em uma hora, tempo que deram a entrevista para o Jornal, Lucas fumou quatro cigarros. Manoel três. É o vício que se permitem ter agora. "Não somos santos também", brinca um deles. Já o comportamento ficou tranquilo com o passar dos minutos. Se soltaram e deixaram as experiências aflorarem. Não é comum para nenhum dos dois contarem os maus momentos que passaram, ainda mais para um estranho. O único lugar que se dizem compreendidos são as reuniões do Narcóticos Anônimos, onde experiências iguais ou piores são trocadas.
O CAMINHO
Apesar de terem histórias diferentes, muitos fatores se assemelham no caminho que os levou ao mundo das drogas. Os dois preferiram manter o anonimato pelo julgamento que a sociedade faz. Ambos se dispuseram a contar as suas experiências por acreditarem em uma causa - a de divulgar aquela luz no topo do poço.
Lucas confessa que é doente. O problema nunca foi as drogas que consumia e sim ele próprio. Desejos proibidos e pensamentos insanos. Um comportamento que não é digno. Lucas não amava os pais e não era feliz consigo mesmo. Ele é aquela pessoa que adorava uma coisa errada. Sexo com prostitutas, atração por quem deveria respeitar e inveja dos outros.
PRAZER
Durante os dez anos que consumiu drogas muitas coisas não são motivos de orgulho. Ele se prostitiu para conseguir dinheiro e pagar seu fornecedor. Diz que só não roubou, mas do resto fez de tudo. "O momento mais humilhante pra mim foi quando percebi que o problema era eu e não as drogas", comenta. Ele começou a usar maconha com 22 anos e foi procurando outras drogas que aumentassem o prazer que tinha. Cocaína o deixava excitado e até perdia o interesse por sexo. Hoje ele tem 41 anos e não se mostra o homem mais feliz do mundo. Ele tem sua religião, está recuperado e diz que dá mais valor aos pais, apesar disso se lamenta quando a pergunta é casamento. "Nem pra isso eu presto."
Já Manoel usou drogas por 16 anos. Sua idade é parecida com a de Lucas, 42 anos. Na época em que começou, ele relata que havia o que chamam de fases de um drogado. Elas se assemelham com a de um relacionamento amoroso: a paquera, namoro, noivado e casamento. A ordem dos entorpecentes também era única: álcool, maconha, cocaína e crack. "Hoje em dia não tem nenhuma ordem ou fase, a mulecada de 15 ou 16 anos está indo direto para a cocaína e para o crack", relata.
COMPORTAMENTO
Manoel ainda critica os pais e aquela visão de que dentro de casa tudo é perfeito e o problema são as más companhias. "Não existe bicho papão. Não tem ninguém que oferece droga para uma pessoa, ela sim procura a maconha ou outra droga mais forte e os pais ainda acham que são os amigos que oferecem. Não conhecem o filho que tem", diz.
Lucas e Manoel dizem que as pessoas têm uma pré-disposição para chegarem até as drogas. Afirmam ser uma doença reconhecida pelos órgãos de saúde. "As pessoas têm o perfil de drogadas logo cedo, são invejosas , desonestas, manipuladoras e tudo o que há de ruim", comenta Manoel.
Eles ainda dizem que o preconceito muitas vezes vêm da própria família. "Ao invés de ajudarem o drogado, elas escondem ou preferem não ver", critica. Lucas diz que o problema hoje em dia são as clínicas que fornecem uma recuperação ivoluntária e aplicam calmantes e outros remédios. "As pessoas precisam procurar um lugar sério para se tratarem", diz. E nessa hora, os dois ex-dependentes ressaltam que o que motivo a largar as drogas é o cansaço do sofrimento.
Matéria publicada no Caderno de Domingo, do Jornal de Limeira - dia 19 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Autopeças sente recuperação; setor pode cair esse ano
Previsões da produção mostram que 2009 deve fechar com queda, cenário antes da prorrogação do IPI mostrava um setor sem esperanças de novos postos de trabalho e aumento de pedidos
por Alex Contin
A crise econômica mundial ainda não tem um fim, mas a luz no final do túnel já sinaliza melhoras. De acordo com o diretor da multinacional TRW Automotive de Limeira, Wilson Rocha, a atividade da indústria opera num patamar menor que o de 2008, mas o mercado já dá sinais de melhoras e estabilidade.
Apesar dos dados positivos desses primeiros meses de 2009, a previsão para o setor automotivo é de queda no crescimento este ano. A prorrogação de isenção e redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), anunciada ontem pelo governo federal, deve animar o setor.
Rocha deu as informações abaixo listadas na semana passada, e aguardava a notícia para perspectivas melhores. O governo prorrogou a redução e desoneração do IPI no dia 30 de março, última segunda-feira. No dia o diretor estava em reunião na empresa e não pôde dar uma nova entrevista para falar sobre o assunto e as perspectivas.
Segundo ele, a previsão para a produção de carros este ano é de 2,9 milhões de veículos. Em 2008, foram produzidos 3,2 milhões. Os números representam uma queda de cerca de 10% na produção automotiva do País.
Ele se fundamenta com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e nas projeções de especialistas no setor. Apesar de a queda ser prevista, Rocha acredita que o número não representa mais demissões. "Estamos preparados para atender a demanda com o número de funcionários que temos atualmente", diz.
No início deste ano, o mercado de veículos se aqueceu. A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis fez com que as vendas fossem maiores do que se estimava sem a retirada do imposto. Um estudo feito pela Anfavea em parceria com outras entidades da mesma classe, mostrou que a redução foi benéfica para o mercado. Em janeiro foram vendidos 197 mil veículos. Em fevereiro foram dois mil a mais. Já nos primeiros 15 dias deste mês foram vendidos 118 mil automóveis - um volume 5,31% a mais que o do mesmo período de 2008.
REFLEXOS
Esse aquecimento do mercado foi sentido pela multinacional em Limeira. De acordo com Rocha, a produção de veículos cresceu 4,5% em fevereiro, comparando dados com o primeiro mês do ano. A produção de veículos está diretamente ligada a empresa já que ela fabrica freios, peças para suspensão e cintos de segurança - na unidade de Limeira.
A empresa começou a se distanciar do fantasma da crise, mas ainda sente seus assombros. O número de trabalhadores está menor, mas é o suficiente para dar conta dos pedidos e da projeção feita para o setor - de 2,9 milhões de veículos produzidos.
A estimativa para se voltar ao mesmo ritmo quente em que o setor estava na metade de 2008 ainda é para longo prazo. "A previsão é de voltar só no final do ano ou ano que vem, não antes disso", afirma o diretor.
Atualmente a TRW opera com um nível de produção 18% menor em relação ao mesmo mês de 2008. A situação não é agradável, mas também não é desesperadora como está nos Estados Unidos, onde a queda foi de 47% da produção quando comparada com o ano anterior, conforme diz Rocha.
"Ainda não saímos da crise, mas já vemos uma estabilidade dos patamares do mercado", comenta.
CADEIA
Além da redução do IPI, outra medida que colaborou para a pequena recuperação do setor foi a liberação de linha de crédito para a compra de carros usados. Na economia tudo está ligado. Falando em produção de veículos novos, um incentivo para a compra de usados é bem vinda, explica Rocha. "Ninguém compra um carro 0Km sem vender o seu usado", relaciona.
Manter a venda de veículos sem i IPI pode colaborar para uma continuidade dessa recuperação. Com isso, a projeção de produção de veículos esse ano pode aumentar e com ela, mais empregos virão, ou retornarão.
A empresa ArvinMeritor foi procurada duas vezes para se posicionar sobre o assunto até o fechamento desta matéria. Na primeira vez se limitou a enviar uma nota pela Assessoria de Imprensa dizendo que "a empresa continua se ajustando a atual demanda, praticando ações de redução de despesas necessárias ao equilíbrio de seus resultados." Já quando a prorrogação da redução do IPI fora anunciada, os diretores da empresa disseram que preferiam esperar o anúncio oficial do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) e que seria deselegante conceder uma entrevista sobre o assunto antes da fala presidencial.
A matéria foi originalmente escrita dia 24 de março e adaptada para publicação no dia 30 do mesmo mês.
por Alex Contin
A crise econômica mundial ainda não tem um fim, mas a luz no final do túnel já sinaliza melhoras. De acordo com o diretor da multinacional TRW Automotive de Limeira, Wilson Rocha, a atividade da indústria opera num patamar menor que o de 2008, mas o mercado já dá sinais de melhoras e estabilidade.
Apesar dos dados positivos desses primeiros meses de 2009, a previsão para o setor automotivo é de queda no crescimento este ano. A prorrogação de isenção e redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), anunciada ontem pelo governo federal, deve animar o setor.
Rocha deu as informações abaixo listadas na semana passada, e aguardava a notícia para perspectivas melhores. O governo prorrogou a redução e desoneração do IPI no dia 30 de março, última segunda-feira. No dia o diretor estava em reunião na empresa e não pôde dar uma nova entrevista para falar sobre o assunto e as perspectivas.
Segundo ele, a previsão para a produção de carros este ano é de 2,9 milhões de veículos. Em 2008, foram produzidos 3,2 milhões. Os números representam uma queda de cerca de 10% na produção automotiva do País.
Ele se fundamenta com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e nas projeções de especialistas no setor. Apesar de a queda ser prevista, Rocha acredita que o número não representa mais demissões. "Estamos preparados para atender a demanda com o número de funcionários que temos atualmente", diz.
No início deste ano, o mercado de veículos se aqueceu. A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis fez com que as vendas fossem maiores do que se estimava sem a retirada do imposto. Um estudo feito pela Anfavea em parceria com outras entidades da mesma classe, mostrou que a redução foi benéfica para o mercado. Em janeiro foram vendidos 197 mil veículos. Em fevereiro foram dois mil a mais. Já nos primeiros 15 dias deste mês foram vendidos 118 mil automóveis - um volume 5,31% a mais que o do mesmo período de 2008.
REFLEXOS
Esse aquecimento do mercado foi sentido pela multinacional em Limeira. De acordo com Rocha, a produção de veículos cresceu 4,5% em fevereiro, comparando dados com o primeiro mês do ano. A produção de veículos está diretamente ligada a empresa já que ela fabrica freios, peças para suspensão e cintos de segurança - na unidade de Limeira.
A empresa começou a se distanciar do fantasma da crise, mas ainda sente seus assombros. O número de trabalhadores está menor, mas é o suficiente para dar conta dos pedidos e da projeção feita para o setor - de 2,9 milhões de veículos produzidos.
A estimativa para se voltar ao mesmo ritmo quente em que o setor estava na metade de 2008 ainda é para longo prazo. "A previsão é de voltar só no final do ano ou ano que vem, não antes disso", afirma o diretor.
Atualmente a TRW opera com um nível de produção 18% menor em relação ao mesmo mês de 2008. A situação não é agradável, mas também não é desesperadora como está nos Estados Unidos, onde a queda foi de 47% da produção quando comparada com o ano anterior, conforme diz Rocha.
"Ainda não saímos da crise, mas já vemos uma estabilidade dos patamares do mercado", comenta.
CADEIA
Além da redução do IPI, outra medida que colaborou para a pequena recuperação do setor foi a liberação de linha de crédito para a compra de carros usados. Na economia tudo está ligado. Falando em produção de veículos novos, um incentivo para a compra de usados é bem vinda, explica Rocha. "Ninguém compra um carro 0Km sem vender o seu usado", relaciona.
Manter a venda de veículos sem i IPI pode colaborar para uma continuidade dessa recuperação. Com isso, a projeção de produção de veículos esse ano pode aumentar e com ela, mais empregos virão, ou retornarão.
A empresa ArvinMeritor foi procurada duas vezes para se posicionar sobre o assunto até o fechamento desta matéria. Na primeira vez se limitou a enviar uma nota pela Assessoria de Imprensa dizendo que "a empresa continua se ajustando a atual demanda, praticando ações de redução de despesas necessárias ao equilíbrio de seus resultados." Já quando a prorrogação da redução do IPI fora anunciada, os diretores da empresa disseram que preferiam esperar o anúncio oficial do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) e que seria deselegante conceder uma entrevista sobre o assunto antes da fala presidencial.
A matéria foi originalmente escrita dia 24 de março e adaptada para publicação no dia 30 do mesmo mês.
domingo, 29 de março de 2009
Quem quer ser um milionário?
"Quem quer ser um milionário?" é a mistura perfeita entre uma história de amor e a realidade de um país. Em tempos de perfeição indiana mostrada pela novela Caminho das Índias, na Rede Globo, o filme vem a calhar para mostrar que nem tudo é o que parece. Hoje em dia as novelas estão sendo temas de estudos até de mestrados em grandes universidades públicas. Elas se tornaram um instrumento de manifestação política, mas ao mostrarem um segundo mundo, diferente do brasileiro, falham ao exaltar demais as qualidades culturais e sociais da Índia (no caso da novela em questão) e mostrar só os defeitos do Brasil.
Já o filme de Danny Boyle vem para mostrar o contrário, o real. Ganhador de oito oscars, entre eles o de melhor fotografia, o longa mostrou a dificuldade de ser uma criança pobre, favelada e indiana. Apesar de não ter assistido Cidade de Deus - não sou muito fã de cinema brasileiro -, as poucas cenas que vi do filme de Fernando Meirelles fizeram-me lembrar das imagens das favelas brasileiras na telona.
A construção do filme que é bem interessante. O nome do filme é um homônimo de um programa de telvisão idêntico ao antigo Show do Milhão do SBT. As perguntas que Jamil, o personagem principal, tem de responder sempre remetem a uma retrospectiva de sua infância sofrida. É quase aquele velho conceito que diz que a vida, ou a rua, ensina muitas coisas.
O mais emocionante no filme é ver o amor nessa realidade toda. Uma criança com sentimentos tão puros que vai atrás da amada a vida toda - mesmo sendo uma existência curta, mas bem complicada.
Duas horas são cansativas para se passar na poltrona do cinema, mas é um tempo bem empregado.

>>> Premiações
- Ganhou 8 Oscars, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original ("Jai Ho") e Melhor Som. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Edição de Som e Melhor Canção Original ("O Saya").
- Ganhou 4 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.
- Ganhou 7 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme Britânico, Melhor Ator (Dev Patel), Melhor Atriz Coadjuvante (Freida Pinto) e Melhor Direção de Arte.
- Ganhou o Prêmio do Público, no Festival de Toronto.
Fonte: Adoro Cinema
Já o filme de Danny Boyle vem para mostrar o contrário, o real. Ganhador de oito oscars, entre eles o de melhor fotografia, o longa mostrou a dificuldade de ser uma criança pobre, favelada e indiana. Apesar de não ter assistido Cidade de Deus - não sou muito fã de cinema brasileiro -, as poucas cenas que vi do filme de Fernando Meirelles fizeram-me lembrar das imagens das favelas brasileiras na telona.
A construção do filme que é bem interessante. O nome do filme é um homônimo de um programa de telvisão idêntico ao antigo Show do Milhão do SBT. As perguntas que Jamil, o personagem principal, tem de responder sempre remetem a uma retrospectiva de sua infância sofrida. É quase aquele velho conceito que diz que a vida, ou a rua, ensina muitas coisas.
O mais emocionante no filme é ver o amor nessa realidade toda. Uma criança com sentimentos tão puros que vai atrás da amada a vida toda - mesmo sendo uma existência curta, mas bem complicada.
Duas horas são cansativas para se passar na poltrona do cinema, mas é um tempo bem empregado.
>>> Premiações
- Ganhou 8 Oscars, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original ("Jai Ho") e Melhor Som. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Edição de Som e Melhor Canção Original ("O Saya").
- Ganhou 4 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.
- Ganhou 7 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme Britânico, Melhor Ator (Dev Patel), Melhor Atriz Coadjuvante (Freida Pinto) e Melhor Direção de Arte.
- Ganhou o Prêmio do Público, no Festival de Toronto.
Fonte: Adoro Cinema
segunda-feira, 23 de março de 2009
Brasil não deve crescer, diz Fiesp
Para presidente de entidade, o pior da crise ainda não chegou
22 março 2009
A crise ainda não foi dimensionada e a perspectiva lógica para o Brasil é de estagnação do crescimento. As afirmações são do presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Durante o evento Ação Global, promovido pelo Sesi, ontem, na Centro Municipal de Eventos, Skaf falou sobre o Produto Interno Brasileiro (PIB), a produção industrial e o difícil crescimento do País este ano.
Em entrevista coletiva, o presidente da Fiesp expôs números e perspectivas sobre a dificuldade do crescimento positivo do Brasil este ano. Segundo ele, para ter um crescimento de 0% em 2009, o Brasil terá que ter uma produção igual a de junho de 2008, época em que a economia estava bem aquecida. Os dados dependem dos números do PIB do primeiro trimestre deste ano.
Alegando ter uma postura realista, Skaf explicou que a possibilidade é que o PIB feche com uma queda de 0,5% neste primeiro trimestre. "Nesse caso, o País terá que registrar um crescimento de 1,4% nos próximos três trimestres de 2009 para conseguir fechar o ano com um crescimento de 0%."
O pior da crise, segundo ele, ainda não passou. "Gostaria muito de pensar que o pior da crise já passou, mas os países grandes que detêm a maior parte do PIB mundial ainda vão piorar esse ano e não dá para pensar que o mundo vai ruim e o Brasil não", diz.
Ele ainda defendeu que é preciso atitudes mais fortes para ajudar na superação da crise. Segundo Skaf, a taxa básica de juros do País poderia ficar entre 7% e 8% e o corte autorizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) de 1,5% foi muito pouco frente às necessidades do País. "Juros altos contribuem para aumentar o desemprego", explica.
INDÚSTRIA
Na questão da indústria, a situação não é melhor que a do PIB. A queda da produção industrial nos primeiros meses de 2009 é preocupante. Para também registrar um crescimento de 0%, ou seja, ficar no mesmo patamar de 2008, as indústrias terão que ter um aumento de 35,9% da sua produção até dezembro .
Skaf diz que os setores que mais sofreram com a crise foram os que dependem de crédito para financiar a produção. "A crise veio ao Brasil através do sistema financeiro, provocou queda no PIB e o corte de 1 milhão de postos de trabalho em todo o Brasil", comenta.
Félix reclama de queda de repasses
Durante a entrevista de Skaf, quem aproveitou para se justificar foi o prefeito de Limeira Silvio Félix (PDT).
Félix afirmou que a crise aumentou as responsabilidades da prefeitura. Com as dificuldades financeiras passadas pela população, muitas pessoas migraram dos serviços particulares para o público. "As responsabilidades da prefeitura aumentaram em 20%, são as 25 mil pessoas que vieram para o Sistema Único de Saúde (SUS) e aquelas que foram para as creches públicas", comentou.
Além desse fator, Félix também reclamou do pouco repasse de verbas da União. "A crise reflete na redução de verbas que vem para o município", indaga. Skaf fez coro com o chefe do executivo municipal dizendo que apenas um terço de toda a arrecadação nacional é destinada para os estados e para os municípios.
22 março 2009
A crise ainda não foi dimensionada e a perspectiva lógica para o Brasil é de estagnação do crescimento. As afirmações são do presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Durante o evento Ação Global, promovido pelo Sesi, ontem, na Centro Municipal de Eventos, Skaf falou sobre o Produto Interno Brasileiro (PIB), a produção industrial e o difícil crescimento do País este ano.
Em entrevista coletiva, o presidente da Fiesp expôs números e perspectivas sobre a dificuldade do crescimento positivo do Brasil este ano. Segundo ele, para ter um crescimento de 0% em 2009, o Brasil terá que ter uma produção igual a de junho de 2008, época em que a economia estava bem aquecida. Os dados dependem dos números do PIB do primeiro trimestre deste ano.
Alegando ter uma postura realista, Skaf explicou que a possibilidade é que o PIB feche com uma queda de 0,5% neste primeiro trimestre. "Nesse caso, o País terá que registrar um crescimento de 1,4% nos próximos três trimestres de 2009 para conseguir fechar o ano com um crescimento de 0%."
O pior da crise, segundo ele, ainda não passou. "Gostaria muito de pensar que o pior da crise já passou, mas os países grandes que detêm a maior parte do PIB mundial ainda vão piorar esse ano e não dá para pensar que o mundo vai ruim e o Brasil não", diz.
Ele ainda defendeu que é preciso atitudes mais fortes para ajudar na superação da crise. Segundo Skaf, a taxa básica de juros do País poderia ficar entre 7% e 8% e o corte autorizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) de 1,5% foi muito pouco frente às necessidades do País. "Juros altos contribuem para aumentar o desemprego", explica.
INDÚSTRIA
Na questão da indústria, a situação não é melhor que a do PIB. A queda da produção industrial nos primeiros meses de 2009 é preocupante. Para também registrar um crescimento de 0%, ou seja, ficar no mesmo patamar de 2008, as indústrias terão que ter um aumento de 35,9% da sua produção até dezembro .
Skaf diz que os setores que mais sofreram com a crise foram os que dependem de crédito para financiar a produção. "A crise veio ao Brasil através do sistema financeiro, provocou queda no PIB e o corte de 1 milhão de postos de trabalho em todo o Brasil", comenta.
Félix reclama de queda de repasses
Durante a entrevista de Skaf, quem aproveitou para se justificar foi o prefeito de Limeira Silvio Félix (PDT).
Félix afirmou que a crise aumentou as responsabilidades da prefeitura. Com as dificuldades financeiras passadas pela população, muitas pessoas migraram dos serviços particulares para o público. "As responsabilidades da prefeitura aumentaram em 20%, são as 25 mil pessoas que vieram para o Sistema Único de Saúde (SUS) e aquelas que foram para as creches públicas", comentou.
Além desse fator, Félix também reclamou do pouco repasse de verbas da União. "A crise reflete na redução de verbas que vem para o município", indaga. Skaf fez coro com o chefe do executivo municipal dizendo que apenas um terço de toda a arrecadação nacional é destinada para os estados e para os municípios.
domingo, 22 de março de 2009
Flowers - Emilie Simon
I want to buy you flowers
it's such a shame you're a boy
but when you are not a girl
nobody buys you flowers
I want to buy you flowers
and now I'm standing in the shop
I must confess I wonder
if you will like my flowers
You are so sweet and I'm so alone
oh darling please
tell me you're the one
I'll buy you flowers
I'll buy you flowers
like no other girl did before
You were so sweet and I was in love
oh darling don't tell me
you found another girl
forget the flowers
because the flowers
never last for ever
never last for ever
never last for ever
my love
Di?
é incrível como podemos nos apegar a um animal qualquer. Sentado aqui no meu quarto, em frente ao computador, minha cachorra Diana me faz companhia. Nunca deixei ela entrar no meu quarto porque ela solta pelos demais e minha rinite se ataca com isso.
Dessa vez é diferente. Ela não está andando por todo o quarto e esbarrando o rabo pelos móveis e na minha cama. Ela passou alguns centímetros da porta e se sentou. Seu olhar fica parado durante um bom tempo num mesmo lugar e a respiração sempre ofegante.
O nome dela é Diana, em homenagem à deusa romana da caça. A força que está ligada a esse nome, ultimamente, ela usa para conseguir levantar. Depois de longos minutos parada num mesmo canto, com a ponta da língua pra fora e seus olhos sem se mexerem para nenhum dos lados, ela ela resolve mudar um pouco e andar para um outro canto onde vai ficar por mais algum tempo.
Nessas horas a gente lembra do primeiro dia que a família ganhou mais um integrante. Ela entrou em casa 10 anos atrás. Perninhas curtinhas, focinho pequeno. Parecia uma bolinha de pelo preto e caramelo que ainda estava aprendendo a latir e a brincar.
As noites em que ela passava latindo, aquele sonzinho ainda ardido e solitário. Era tudo novo mais uma vez em casa. Ela foi a quarta cachorra que tivemos, a segunda dessa raça.
Nos últimos meses, a Diana não parava nunca. Latia no portão, acompanhava os cachorros da vizinha na sinfonia do latido, seguia minha mãe para todos os cantos da casa. Além, é claro, de ficar cutucando o braço dela com o focinho para pedir um pedaço de pão na hora do café da manhã, almoço ou antes de dormir.
Escrever algumas palavras dessas, espero, seja um equivoco e não uma antecipação de uma despedida. Dias atrás chamamos um veterinário e de forma bem superficial ele a examinou e informou que seriam problemas da sua idade avançada - que causa complicações em algumas juntas, na coluna e até na visão.
Apesar de ser "só" uma cachorra, é inevitável sentir um aperto no coração ao vê-la num estado como esse. Sem brincadeiras, sem correria, e até seus latidos, que antes perturbavam, agora fazem falta.
Dessa vez é diferente. Ela não está andando por todo o quarto e esbarrando o rabo pelos móveis e na minha cama. Ela passou alguns centímetros da porta e se sentou. Seu olhar fica parado durante um bom tempo num mesmo lugar e a respiração sempre ofegante.
O nome dela é Diana, em homenagem à deusa romana da caça. A força que está ligada a esse nome, ultimamente, ela usa para conseguir levantar. Depois de longos minutos parada num mesmo canto, com a ponta da língua pra fora e seus olhos sem se mexerem para nenhum dos lados, ela ela resolve mudar um pouco e andar para um outro canto onde vai ficar por mais algum tempo.
Nessas horas a gente lembra do primeiro dia que a família ganhou mais um integrante. Ela entrou em casa 10 anos atrás. Perninhas curtinhas, focinho pequeno. Parecia uma bolinha de pelo preto e caramelo que ainda estava aprendendo a latir e a brincar.
As noites em que ela passava latindo, aquele sonzinho ainda ardido e solitário. Era tudo novo mais uma vez em casa. Ela foi a quarta cachorra que tivemos, a segunda dessa raça.
Nos últimos meses, a Diana não parava nunca. Latia no portão, acompanhava os cachorros da vizinha na sinfonia do latido, seguia minha mãe para todos os cantos da casa. Além, é claro, de ficar cutucando o braço dela com o focinho para pedir um pedaço de pão na hora do café da manhã, almoço ou antes de dormir.
Escrever algumas palavras dessas, espero, seja um equivoco e não uma antecipação de uma despedida. Dias atrás chamamos um veterinário e de forma bem superficial ele a examinou e informou que seriam problemas da sua idade avançada - que causa complicações em algumas juntas, na coluna e até na visão.
Apesar de ser "só" uma cachorra, é inevitável sentir um aperto no coração ao vê-la num estado como esse. Sem brincadeiras, sem correria, e até seus latidos, que antes perturbavam, agora fazem falta.
sexta-feira, 20 de março de 2009
(EMPREGO) Quarto mês negativo em Limeira
Ritmo de postos de trabalho que foram fechados, porém, é menor
19 mar. 2009
Limeira registra dados negativos no emprego pelo quarto mês consecutivo. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, revelam que os números de Limeira continuam no vermelho com 291 empregos a menos em fevereiro. Embora o cenário ainda seja de fechamento de postos de trabalho, o ritmo de dispensas é menor (veja gráfico).
O número vai na contramão da situação do país, que registrou aumento. Desde novembro de 2008, com o início da crise mundial, que o município não tem um saldo positivo na relação de evolução do emprego. Em Iracemápolis a situação negativa piorou no último mês; já em Cordeirópolis os números foram positivos.
O levantamento do Caged é baseado no emprego com carteira. De acordo com esses dados, Limeira contratou 2.095 trabalhadores e demitiu 2.386 em fevereiro. O setor que mais demitiu foi o de indústria de transformação, que abrange o setor metalúrgico e de papel e papelão - responsáveis por demissões em massa nos últimos meses. Em contrapartida, o setor de serviços registrou 219 novos postos de trabalho.
No acumulado dos dois primeiros meses de 2009, o número também é negativo. Nesse período foram 4.116 contratados contra 5.117 demissões - o que totalizou 1.001 dispensas. Já em fevereiro de 2008, o saldo foi positivo. Há um ano, as admissões superaram as demissões com 224 novos postos de trabalho a mais na cidade. O acumulado dos últimos 12 meses foi positivo, com 681 novos postos de trabalho.
Membro do conselho do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o empresário José Luiz Batistella diz que ainda é cedo para se falar de uma estabilização do emprego. "O que há nessa época é muita demissão dos temporários, mas a crise ainda está forte e é cedo para se falar de uma recuperação", pondera.
CRISE
Novembro foi o primeiro mês dos números vermelhos para o município - com 613 postos de trabalho fechados. Em dezembro, o corte foi expressivo: 1.327 vagas fechadas. Desde então os dados estão melhorando, mas continuam abaixo do zero. Em janeiro o saldo negativo foi de 710 e no mês passado, o recuo foi de 291.
Quem também registrou números ruins foi Iracemápolis. Na cidade vizinha os números negativos estão aumentando. Em janeiro, o recuou foi de 30 empregos formais, enquanto que em fevereiro, foram 130 postos fechados.
Já em Cordeirópolis, os números conseguiram passar o eixo que separa os números vermelhos dos azuis. Em fevereiro, o saldo de emprego na cidade foi positivo, com 19 novas vagas.
DADOS NACIONAIS
Em todo o Brasil, o Caged apontou um aumento fraco de 0,03%. Isso corresponde a 9.179 novos postos de trabalho no país. Foram 1,23 milhão de admitidos contra 1,22 milhão de demitidos. O Estado de São Paulo fechou o mÊs com 95 postos de trabalho a menos.
*****
JUROS
Selic menor pode gerar emprego
Com redução, empresas podem investir em mão-de-obra
14 mar. 2009
Na última quarta-feira o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) cortou em 1,5 ponto percentual da taxa básica de juros. O momento de crise e a necessidade de aquecer a economia do país fizeram com que a taxa caísse de 12,75% para 11,25%. O reflexo para a população pode demorar, mas já é comemorado pelas indústrias que podem investir até em mão-de-obra. O corte é histórico. Essa é a maior queda desde novembro de 2003, além de ser o patamar mais baixo desde sua criação, em 1986. Bancos já revisaram suas taxas. Mesmo com a redução, o juros real no Brasil continua sendo o mais alto do mundo.
Diretor administrativo da Papirus em Limeira, Rubens Martins Filho, de 48 anos, diz que a redução é benéfica para a indústria por conta do aumento do consumo da população. Mestre em finanças de negócios, o diretor diz que os juros bancários que afetam o consumo devem diminuir também, o que aumenta a procura por mais produtos, ou seja, a demanda.
"O dinheiro fica mais barato para as empresas que podem investir em matéria-prima, aumentar a produtividade, o que gera acréscimo na mão-de-obra também", explica.
BENEFÍCIOS
Mestre em administração, Marcelo Zambom, alerta que a redução da Selic não chega imediatamente até o consumidor. "O corte dos juros básicos provoca uma redução provável dos juros cobrados da população", pondera o profissional, considerando que os bancos não repassam a redução por completo para os consumidores. Zambom explica que a queda da Selic tende a aumentar a competitividade entre as organizações, reduzindo o preço de produtos.
JUROS BANCÁRIOS
Quanto aos bancos, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) informou ao Jornal de Limeira que a maioria das instituições acompanhou a redução da taxa Selic, mas "com cautela quanto à inflação." Uma redução muito grande, segundo especialistas, corresponde a aumento do consumo e escassez da oferta de produtos, o que pode gerar aumento nos preços. A Caixa Econômica Federal informou, por meio de nota, que já opera com novas taxas de juros no crédito comercial para pessoas físicas e jurídicas. A taxa mínima do banco caiu de 1,37% para 1,28% ao mês no cheque especial, por exemplo.
REDUÇÃO MAIOR
O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) considera que a redução poderia ser maior. A associação defende juros de 7% a 8%. O diretor paulista da entidade, Marco Prada, 52 anos, disse ao Jornal que a redução poderia ter sido maior considerando o cenário de crise do Brasil. Segundo ele, o problema é mundial e o dinheiro sumiu, até nos bancos. "A longo prazo, a redução é benéfica. O mundo inteiro está reduzindo seus juros também", diz.
Diretor do Ciesp Limeira, Wagner Zutin Furlan, faz coro e pondera com os especialistas. "Os bancos ainda estão com receio de emprestar dinheiro, então é preciso acelerar a redução para ele chegar mais rápido no mercado", finaliza.
Crise faz PIB cair no final de 2008
A crise econômica mundial teve reflexo no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O último trimestre de 2008 registrou queda de 3,6% no índice que é a soma dos bens e serviços produzidos no país. O número ficou acima das expectativas e é reflexo do pouco consumo de acordo com especialista.
Mestre em administração, Marcelo Zambom, diz que a queda do PIB foi registrada nesse patamar por conta do medo da população em consumir. Os efeitos são em cadeia. "A crise faz com que as pessoas consumam menos, o que diminui a demanda e consequentemente faz as indústrias produzirem menos também", diz. Além desse fator de retração da população, empresas com relações internacionais, quer sejam multinacionais ou que exportam muito também sofreram esse medo de consumir.
Em contrapartida, Zambom esclarece que o turismo interno teve um forte crescimento no Brasil. "Como o dolar está mais caro, as pessoas gastaram menos fora e viajaram pelo país mesmo", comenta.
19 mar. 2009
Limeira registra dados negativos no emprego pelo quarto mês consecutivo. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, revelam que os números de Limeira continuam no vermelho com 291 empregos a menos em fevereiro. Embora o cenário ainda seja de fechamento de postos de trabalho, o ritmo de dispensas é menor (veja gráfico).
O número vai na contramão da situação do país, que registrou aumento. Desde novembro de 2008, com o início da crise mundial, que o município não tem um saldo positivo na relação de evolução do emprego. Em Iracemápolis a situação negativa piorou no último mês; já em Cordeirópolis os números foram positivos.
O levantamento do Caged é baseado no emprego com carteira. De acordo com esses dados, Limeira contratou 2.095 trabalhadores e demitiu 2.386 em fevereiro. O setor que mais demitiu foi o de indústria de transformação, que abrange o setor metalúrgico e de papel e papelão - responsáveis por demissões em massa nos últimos meses. Em contrapartida, o setor de serviços registrou 219 novos postos de trabalho.
No acumulado dos dois primeiros meses de 2009, o número também é negativo. Nesse período foram 4.116 contratados contra 5.117 demissões - o que totalizou 1.001 dispensas. Já em fevereiro de 2008, o saldo foi positivo. Há um ano, as admissões superaram as demissões com 224 novos postos de trabalho a mais na cidade. O acumulado dos últimos 12 meses foi positivo, com 681 novos postos de trabalho.
Membro do conselho do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o empresário José Luiz Batistella diz que ainda é cedo para se falar de uma estabilização do emprego. "O que há nessa época é muita demissão dos temporários, mas a crise ainda está forte e é cedo para se falar de uma recuperação", pondera.
CRISE
Novembro foi o primeiro mês dos números vermelhos para o município - com 613 postos de trabalho fechados. Em dezembro, o corte foi expressivo: 1.327 vagas fechadas. Desde então os dados estão melhorando, mas continuam abaixo do zero. Em janeiro o saldo negativo foi de 710 e no mês passado, o recuo foi de 291.
Quem também registrou números ruins foi Iracemápolis. Na cidade vizinha os números negativos estão aumentando. Em janeiro, o recuou foi de 30 empregos formais, enquanto que em fevereiro, foram 130 postos fechados.
Já em Cordeirópolis, os números conseguiram passar o eixo que separa os números vermelhos dos azuis. Em fevereiro, o saldo de emprego na cidade foi positivo, com 19 novas vagas.
DADOS NACIONAIS
Em todo o Brasil, o Caged apontou um aumento fraco de 0,03%. Isso corresponde a 9.179 novos postos de trabalho no país. Foram 1,23 milhão de admitidos contra 1,22 milhão de demitidos. O Estado de São Paulo fechou o mÊs com 95 postos de trabalho a menos.
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JUROS
Selic menor pode gerar emprego
Com redução, empresas podem investir em mão-de-obra
14 mar. 2009
Na última quarta-feira o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) cortou em 1,5 ponto percentual da taxa básica de juros. O momento de crise e a necessidade de aquecer a economia do país fizeram com que a taxa caísse de 12,75% para 11,25%. O reflexo para a população pode demorar, mas já é comemorado pelas indústrias que podem investir até em mão-de-obra. O corte é histórico. Essa é a maior queda desde novembro de 2003, além de ser o patamar mais baixo desde sua criação, em 1986. Bancos já revisaram suas taxas. Mesmo com a redução, o juros real no Brasil continua sendo o mais alto do mundo.
Diretor administrativo da Papirus em Limeira, Rubens Martins Filho, de 48 anos, diz que a redução é benéfica para a indústria por conta do aumento do consumo da população. Mestre em finanças de negócios, o diretor diz que os juros bancários que afetam o consumo devem diminuir também, o que aumenta a procura por mais produtos, ou seja, a demanda.
"O dinheiro fica mais barato para as empresas que podem investir em matéria-prima, aumentar a produtividade, o que gera acréscimo na mão-de-obra também", explica.
BENEFÍCIOS
Mestre em administração, Marcelo Zambom, alerta que a redução da Selic não chega imediatamente até o consumidor. "O corte dos juros básicos provoca uma redução provável dos juros cobrados da população", pondera o profissional, considerando que os bancos não repassam a redução por completo para os consumidores. Zambom explica que a queda da Selic tende a aumentar a competitividade entre as organizações, reduzindo o preço de produtos.
JUROS BANCÁRIOS
Quanto aos bancos, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) informou ao Jornal de Limeira que a maioria das instituições acompanhou a redução da taxa Selic, mas "com cautela quanto à inflação." Uma redução muito grande, segundo especialistas, corresponde a aumento do consumo e escassez da oferta de produtos, o que pode gerar aumento nos preços. A Caixa Econômica Federal informou, por meio de nota, que já opera com novas taxas de juros no crédito comercial para pessoas físicas e jurídicas. A taxa mínima do banco caiu de 1,37% para 1,28% ao mês no cheque especial, por exemplo.
REDUÇÃO MAIOR
O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) considera que a redução poderia ser maior. A associação defende juros de 7% a 8%. O diretor paulista da entidade, Marco Prada, 52 anos, disse ao Jornal que a redução poderia ter sido maior considerando o cenário de crise do Brasil. Segundo ele, o problema é mundial e o dinheiro sumiu, até nos bancos. "A longo prazo, a redução é benéfica. O mundo inteiro está reduzindo seus juros também", diz.
Diretor do Ciesp Limeira, Wagner Zutin Furlan, faz coro e pondera com os especialistas. "Os bancos ainda estão com receio de emprestar dinheiro, então é preciso acelerar a redução para ele chegar mais rápido no mercado", finaliza.
Crise faz PIB cair no final de 2008
A crise econômica mundial teve reflexo no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O último trimestre de 2008 registrou queda de 3,6% no índice que é a soma dos bens e serviços produzidos no país. O número ficou acima das expectativas e é reflexo do pouco consumo de acordo com especialista.
Mestre em administração, Marcelo Zambom, diz que a queda do PIB foi registrada nesse patamar por conta do medo da população em consumir. Os efeitos são em cadeia. "A crise faz com que as pessoas consumam menos, o que diminui a demanda e consequentemente faz as indústrias produzirem menos também", diz. Além desse fator de retração da população, empresas com relações internacionais, quer sejam multinacionais ou que exportam muito também sofreram esse medo de consumir.
Em contrapartida, Zambom esclarece que o turismo interno teve um forte crescimento no Brasil. "Como o dolar está mais caro, as pessoas gastaram menos fora e viajaram pelo país mesmo", comenta.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Jai Ho - The Pussycat Dolls
I got (I got) shivers (shivers),
When you touch that way,
I'll make you hot,
Get what you got,
I'll make you wanna say (Jai Ho)
I got (I got) fever (fever),
Running like a fire,
For you I will go all the way,
I wanna take you higher (Jai Ho)
I keep it steady uh-steady,
That's how I do it.
This beat is heavy, so heavy,
You gonna feel it.
You are the reason that I breathe,
You are the reason that I still believe,
You are my destiny,
Jai Oh! Oh-oh-oh-oh!
No there is nothing that can stop us,
Nothing can ever come between us,
So come and dance with me,
Jai Ho! (oohh)
Catch me, catch me, catch me, c'mon, catch me,
I want you now,
I know you can save me, you can save me,
I need you now.
I am yours forever, yes, forever,
I will follow,
Anywhere in anyway,
Never gonna let go.
Escape (escape) away (away),
I'll take you to a place,
This fantasy of you and me,
I'll never lose my chance. (Jai Ho)
Yeaahhhh
I can (I can) feel you (feel you),
Rushing through my veins,
There's an ocean in my heart,
I will never be the same. (Jai Ho)
Just keep it burnin', yeah baby,
Just keep it comin',
You're gonna find out baby,
I'm one in a million.
You are the reason that I breathe,
You are the reason that I still believe,
You are my destiny,
Jai Oh! Oh-oh-oh-oh!
No there is nothing that can stop us,
Nothing can ever come between us,
So come and dance with me,
Jai Ho! (oohh)
Catch me, catch me, catch me, c'mon, catch me,
I want you now,
I know you can save me, you can save me,
I need you now.
I am yours forever, yes, forever,
I will follow,
Anywhere in anyway,
Never gonna let go.
I need you,
Gonna make it,
I'm ready,
So take it!
You are the reason that I breathe,
You are the reason that I still believe,
You are my destiny,
Jai Oh! Oh-oh-oh-oh!
No there is nothing that can stop us,
Nothing can ever come between us,
So come and dance with me,
Jai Ho! (oohh)
Jai Ho!
Baila baila!
Jai Ho!
When you touch that way,
I'll make you hot,
Get what you got,
I'll make you wanna say (Jai Ho)
I got (I got) fever (fever),
Running like a fire,
For you I will go all the way,
I wanna take you higher (Jai Ho)
I keep it steady uh-steady,
That's how I do it.
This beat is heavy, so heavy,
You gonna feel it.
You are the reason that I breathe,
You are the reason that I still believe,
You are my destiny,
Jai Oh! Oh-oh-oh-oh!
No there is nothing that can stop us,
Nothing can ever come between us,
So come and dance with me,
Jai Ho! (oohh)
Catch me, catch me, catch me, c'mon, catch me,
I want you now,
I know you can save me, you can save me,
I need you now.
I am yours forever, yes, forever,
I will follow,
Anywhere in anyway,
Never gonna let go.
Escape (escape) away (away),
I'll take you to a place,
This fantasy of you and me,
I'll never lose my chance. (Jai Ho)
Yeaahhhh
I can (I can) feel you (feel you),
Rushing through my veins,
There's an ocean in my heart,
I will never be the same. (Jai Ho)
Just keep it burnin', yeah baby,
Just keep it comin',
You're gonna find out baby,
I'm one in a million.
You are the reason that I breathe,
You are the reason that I still believe,
You are my destiny,
Jai Oh! Oh-oh-oh-oh!
No there is nothing that can stop us,
Nothing can ever come between us,
So come and dance with me,
Jai Ho! (oohh)
Catch me, catch me, catch me, c'mon, catch me,
I want you now,
I know you can save me, you can save me,
I need you now.
I am yours forever, yes, forever,
I will follow,
Anywhere in anyway,
Never gonna let go.
I need you,
Gonna make it,
I'm ready,
So take it!
You are the reason that I breathe,
You are the reason that I still believe,
You are my destiny,
Jai Oh! Oh-oh-oh-oh!
No there is nothing that can stop us,
Nothing can ever come between us,
So come and dance with me,
Jai Ho! (oohh)
Jai Ho!
Baila baila!
Jai Ho!
quarta-feira, 18 de março de 2009
Consfidências de um foca 2 - Aquela fonte de novo?
Por sugestão de um colega da profissão, mudo o nome de 'Diário de um foca' para 'Confidências de um foca', afinal... escrever diariamente ainda não é meu forte aqui no blog, infelizmente... óò
*****
Um problema corriqueiro que observo no dia a dia da profissão de jornalista é a repetição de fontes. Acho que isso já foi tema de um post antigo, mas os tempos são outros.
Gosto muito de economia e estudo essa área sempre que posso. Também prefiro fazer matérias que envolvam economia para começar a lidar com esse campo que, a meu ver, é fundamental para os leitores.
De certa forma, as notícias do jornalismo econômico são sempre as últimas que são lidas pelos leitores, mas sem dúvida alguma as que mais influenciam no bolso deles. O jornal Gazeta Mercantil se projetou para ser o segundo jornal lido pela população. O primeira, sem chance de ganhar a concorrência, é o jornal local. Todos querem saber o que está acontecendo na cidade onde mora, é óbvio. E é fato que poucas pessoas gostam de abrir o caderno ou a página de economia e ler sobre a taxa Selic, a crise do setor frigorífico ou os incentivos financeiros dado pelo governo para determinada área.
É realmente massante, principalmente quando o assunto não é apresentado ao leitor de forma que ele consiga enxergar quais são os principais efeitos que a notícia pode ter na sua vida.
Outro problema que é visível, pelo menos no jornalismo regional, no interior para ser mais específico, é a falta de fontes para comentar e explicar as pautas. Muitas vezes, por conta do tempo escasso da redação, acabamos sempre recorrendo aos mesmos profissionais. E isso deve também ser perceptível para o leitor que passa a ver sempre aquele mesmo nome quando o assunto é tal ou qual.
Passa até a ser gostoso conseguir aumentar o caderno de contatos e ouvir opiniões de especialistas tão distintos. Cada um, mesmo que tenham a mesma formação, faz uma interpretação dos dados e do cenário que a matéria pretende expor. Isso enriquece cada vez mais o jornal que o leitor tem nas mãos. Expor as diferentes linhas de pensamentos e interpretações distintas sobre determinados temas, confere uma gama maior de informação para que o receptor da mensagem possa formar sua opinião - claro que a fonte deve ser confiável e o texto precisa ter clareza, senão não adianta naaaaaaaaada.
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Um problema corriqueiro que observo no dia a dia da profissão de jornalista é a repetição de fontes. Acho que isso já foi tema de um post antigo, mas os tempos são outros.
Gosto muito de economia e estudo essa área sempre que posso. Também prefiro fazer matérias que envolvam economia para começar a lidar com esse campo que, a meu ver, é fundamental para os leitores.
De certa forma, as notícias do jornalismo econômico são sempre as últimas que são lidas pelos leitores, mas sem dúvida alguma as que mais influenciam no bolso deles. O jornal Gazeta Mercantil se projetou para ser o segundo jornal lido pela população. O primeira, sem chance de ganhar a concorrência, é o jornal local. Todos querem saber o que está acontecendo na cidade onde mora, é óbvio. E é fato que poucas pessoas gostam de abrir o caderno ou a página de economia e ler sobre a taxa Selic, a crise do setor frigorífico ou os incentivos financeiros dado pelo governo para determinada área.
É realmente massante, principalmente quando o assunto não é apresentado ao leitor de forma que ele consiga enxergar quais são os principais efeitos que a notícia pode ter na sua vida.
Outro problema que é visível, pelo menos no jornalismo regional, no interior para ser mais específico, é a falta de fontes para comentar e explicar as pautas. Muitas vezes, por conta do tempo escasso da redação, acabamos sempre recorrendo aos mesmos profissionais. E isso deve também ser perceptível para o leitor que passa a ver sempre aquele mesmo nome quando o assunto é tal ou qual.
Passa até a ser gostoso conseguir aumentar o caderno de contatos e ouvir opiniões de especialistas tão distintos. Cada um, mesmo que tenham a mesma formação, faz uma interpretação dos dados e do cenário que a matéria pretende expor. Isso enriquece cada vez mais o jornal que o leitor tem nas mãos. Expor as diferentes linhas de pensamentos e interpretações distintas sobre determinados temas, confere uma gama maior de informação para que o receptor da mensagem possa formar sua opinião - claro que a fonte deve ser confiável e o texto precisa ter clareza, senão não adianta naaaaaaaaada.
terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Foi meu psicólogo quem disse
Querido pai: você me perguntou recentemente por que eu afirmo ter medo de você. Seria injusto eu dizer que a culpa é do noticiário da TV com o caso da Isabela. Afinal morávamos num barraco em um assentamento sem terra, me jogar da janela ali, no máximo me deixaria com o joelho ralado ao chegar no chão de terra batida.
No fundo, no fundo eu acho que é medo de lobisomens. Essa sua barba mal feita e o jeito que pega na enxada quando diz que vai defender uma nova terra em algum canto desse país me dá a clara sensação de que é capaz de matar qualquer um, mesmo sem ter caninos afiados.
Além disso, passei noites ouvindo seus suspiros e uivos prolongados e a mamãe sempre soltando alguns sons que davam a impressão de estar sendo devorada. Meus irmãozinhos me perguntavam o que estava acontecendo. Sempre estava muito escuro dentro do barraco que você fez para a gente dormir, mas dava para perceber que eles falavam assustados.
Ninguém nunca perguntou nada com medo de também ficar tão cansado e com uma cara tão feia como a mamãe ficava de manhã. O mau-humor dela também nos assustava, mas ela sempre nos bateu com um chinelo e não com fio de cobre. Mamãe sempre foi mais carinhosa. Agora que cresci entendo que meus pensamentos não estavam tão errados assim quando a ela ser “devorada”.
Compreendo que será difícil ler essas palavras, por isso estou tentando escrever da forma mais fácil possível. Se não fosse por mamãe e pelo incentivo dos meus doze irmãos, não teria chegado hoje na polícia militar. Estou começando no posto mais baixo. As garagens e as viaturas são numerosas e lavar todas me deixa com dores nas costas e a pele queimada do sol. O delegado desse distrito resolveu me ajudar quando viu que eu estava pedindo dinheiro na esquina do supermercado. Ele disse que meus olhos azuis e minha pele clara não deveriam estar ali daquele jeito.
Pode parecer que esse um ano que sai de casa é uma eternidade, mas para mim passou bem rápido. O caso da Isabela ainda nem foi resolvido, olha só como a saudade não pode ser tão grande assim.
Continuo meus estudos sempre. Hoje consigo pegar bastante livros na biblioteca que tem na escola onde vou. Não perco de vista o objetivo de chegar a comandar o esquadrão que vai enfrentar aquela enxada que você levanta para assustar quem entra na terra que nem sua é.
Me desculpe, papai, o psicólogo do batalhão me disse que esse medo é raiva reprimida e me sugeriu expressá-la escrevendo essa carta. Se você tivesse me dado aquela boneca Barbie quando eu tinha sete anos de idade e não tivesse me batido tanto quando me viu passando nos lábios o único batom de mamãe, não teria esse destino de hoje. Pelo menos evolui. Hoje moro em um abrigo e durmo em um colchão macio. Aqui eles me dão aparelho de barba para raspar os pelos que já começaram a crescer. Assim eu não vou assustar ninguém na rua. Mande lembranças para mamãe e diga a ela que ela não precisa mais sofrer, estou bem.
Em poucos dias acho que vou ir fazer uma visita. Não vou falar quando. Prefiro não te ver em casa. Peço também que não me procure. Ainda estou muito chateado com tudo o que fez e com a forma como fomos criados. Queria tanto ter uma casa para pintar de rosa e nesses 13 anos sempre morei no meio das galinhas. Quantas vezes ouvi que “agora nós vamos conseguir nosso terreno”?
Sabe pai, é injusto ver tanta criança por ai jogando vídeo-game e a gente não ter nem uma tomada em casa. Nosso vizinho sempre disse que a culpa era do governo. Hoje sei que aquela casa que você tem no condomínio fechado não é culpa do governo. Só acho que eu poderia ter sido criado num lugar melhor.
No fundo, no fundo eu acho que é medo de lobisomens. Essa sua barba mal feita e o jeito que pega na enxada quando diz que vai defender uma nova terra em algum canto desse país me dá a clara sensação de que é capaz de matar qualquer um, mesmo sem ter caninos afiados.
Além disso, passei noites ouvindo seus suspiros e uivos prolongados e a mamãe sempre soltando alguns sons que davam a impressão de estar sendo devorada. Meus irmãozinhos me perguntavam o que estava acontecendo. Sempre estava muito escuro dentro do barraco que você fez para a gente dormir, mas dava para perceber que eles falavam assustados.
Ninguém nunca perguntou nada com medo de também ficar tão cansado e com uma cara tão feia como a mamãe ficava de manhã. O mau-humor dela também nos assustava, mas ela sempre nos bateu com um chinelo e não com fio de cobre. Mamãe sempre foi mais carinhosa. Agora que cresci entendo que meus pensamentos não estavam tão errados assim quando a ela ser “devorada”.
Compreendo que será difícil ler essas palavras, por isso estou tentando escrever da forma mais fácil possível. Se não fosse por mamãe e pelo incentivo dos meus doze irmãos, não teria chegado hoje na polícia militar. Estou começando no posto mais baixo. As garagens e as viaturas são numerosas e lavar todas me deixa com dores nas costas e a pele queimada do sol. O delegado desse distrito resolveu me ajudar quando viu que eu estava pedindo dinheiro na esquina do supermercado. Ele disse que meus olhos azuis e minha pele clara não deveriam estar ali daquele jeito.
Pode parecer que esse um ano que sai de casa é uma eternidade, mas para mim passou bem rápido. O caso da Isabela ainda nem foi resolvido, olha só como a saudade não pode ser tão grande assim.
Continuo meus estudos sempre. Hoje consigo pegar bastante livros na biblioteca que tem na escola onde vou. Não perco de vista o objetivo de chegar a comandar o esquadrão que vai enfrentar aquela enxada que você levanta para assustar quem entra na terra que nem sua é.
Me desculpe, papai, o psicólogo do batalhão me disse que esse medo é raiva reprimida e me sugeriu expressá-la escrevendo essa carta. Se você tivesse me dado aquela boneca Barbie quando eu tinha sete anos de idade e não tivesse me batido tanto quando me viu passando nos lábios o único batom de mamãe, não teria esse destino de hoje. Pelo menos evolui. Hoje moro em um abrigo e durmo em um colchão macio. Aqui eles me dão aparelho de barba para raspar os pelos que já começaram a crescer. Assim eu não vou assustar ninguém na rua. Mande lembranças para mamãe e diga a ela que ela não precisa mais sofrer, estou bem.
Em poucos dias acho que vou ir fazer uma visita. Não vou falar quando. Prefiro não te ver em casa. Peço também que não me procure. Ainda estou muito chateado com tudo o que fez e com a forma como fomos criados. Queria tanto ter uma casa para pintar de rosa e nesses 13 anos sempre morei no meio das galinhas. Quantas vezes ouvi que “agora nós vamos conseguir nosso terreno”?
Sabe pai, é injusto ver tanta criança por ai jogando vídeo-game e a gente não ter nem uma tomada em casa. Nosso vizinho sempre disse que a culpa era do governo. Hoje sei que aquela casa que você tem no condomínio fechado não é culpa do governo. Só acho que eu poderia ter sido criado num lugar melhor.
Discurso de orador - Formandos em Jornalismo 2008
Não diria para fecharmos os olhos e imaginar a cena, porque as máquinas fotográficas estão por ai e ninguém quer sair assim em uma foto, ainda mais no álbum da formatura. Mas este é um momento em que estaríamos sentados no sofá da sala, na cadeira da varanda ou no canto mais aconchegante da casa. Em frente a uma TV, ouvindo o rádio ou lendo um jornal e revista. No virar das páginas ou passagem dos blocos nos deparamos com uma reportagem mais que especial.
Alguém fez uma pesquisa da história de cada um e colocou ali em imagens ou palavras. Na maioria delas terão alguns elementos básicos que vão se repetir. Os primeiros passos depois de arrastar o joelho por toda a casa, os primeiros doces e as primeiras primeiras coisas que todos experimentamos.
Algumas são mais marcantes. Um uniforme no qual o shorts combina com a camiseta e a lancheira pendurada no ombro. Na época onde os passos eram curtinhos. Caminhando em direção ao portão olhávamos para trás animados ou tristes. Estamos indo para escola! Que conquista. Novos amigos, professoras... vamos escrever, vamos ler, vamos aprender! Lembra? É o primeiro dia da primeira série. Foi o primeiro sentimento de liberdade. Pode ter sido difícil se separar da mãe ou do pai. Deixá-lo dentro do carro ou no portão de casa e rumar para um ambiente novo e diferente.
Alguns anos já se passaram, é óbvio. Poucas são as chances que temos para olhar para trás. Essa é a reportagem da nossa vida. Afinal, agora somos aptos a fazer uma reportagem com todos seus elementos, suas técnicas, arte e ciência, como já disse um dos estudiosos que lemos há exatos quatro anos atrás.
O que colocariam nesse texto, ou nessas imagens e sons? O primeiro dia de aula no ensino médio. As baladinhas da adolescências. Namorados ou namoradas. Ou então, as manifestações políticas que cada um participou, especialmente aquelas que a experiência é superior à maioria de nós.
Seja lá quais foram os principais acontecimentos e depoimentos que cada um iria encontrar nessa reportagem, uma retranca ou capítulo seria igual para todos. O título poderia ser “Os melhores anos de nossa vida”. Afinal, a época da faculdade é vista assim por muitos.
Essa turma de jornalismo que hoje está aqui com a beca e capelo passou quatro anos juntos. A maioria deve se lembrar ainda do primeiro dia de aula. A ansiedade de ver quem estará sentado naquelas carteiras. Quem seriam os professores, os livros que teríamos que ler e as notícias que iríamos escrever. E com certeza se lembram daquele trote. Farinha voando de todo lado, tinta guache no cabelo e na orelha. A festa dos calouros quando estávamos andando pela faculdade conhecendo as instalações.
É pessoal. Naquele dia parecia que uma eternidade ainda estaria pela frente. Seriam 47 meses. Textos, textos e mais textos. Sem dúvida alguma, o xérox da faculdade foi mais visitado até que a cantina. Filas enormes, senhas que demoravam para chegar, e dinheiro, haja dinheiro para todas aquelas fotocópias.
Acima de tudo isso, todas as conquistas que juntos conseguimos. No primeiro ano era teoria atrás de teoria, papers e termos complicados na aula de economia, datas na história da comunicação entre várias coisas. Tanto que de lá para cá o número de alunos diminuiu. Alguns desistiram mesmo, mas infelizmente a situação financeira de alguns não colaborou para eles estarem aqui na frente, sentados do nosso lado. Mas estão no coração de seus amigos que sentiram as perdas ao longo dos novos semestres com a lista de chamada menor.
E o nosso primeiro jornal? As matérias preto no branco. Finalmente sentindo um pouco do que realmente é ser jornalista. Uma emoção digna de relato. Aquele tablóide em nossas mãos, distribuindo pela faculdade. Assumindo o papel dos jornaleiros-jornalistas. “Ei, vejam o que produzimos! Fui eu quem escrevi isso aqui. Extra, extra. Leia, é legal!”
Seria bom se tudo fosse só glórias. Mas a glória nossa de cada dia é feita com o sacrifício de nossas escolhas. Provas, provas e mais provas. Conceitos, termos, técnicas, nomes, teorias... e se não bastasse, nossa vida pessoal ainda. Aqueles que viajaram todos os dias para ir até a faculdade. Seja ônibus, van, moto, a pé, carro. Cada um da forma como podia, como conseguia, com o jeitinho que dava. Podemos até reclamar que foi difícil e complicado, mas foram esses desafios que nos formaram. Foram aqueles primeiros textos, as primeiras teorias que colocaram a base para o profissional que cada um é hoje.
Mas muita coisa boa fica tatuado em nossa memória também. Quem não jogou voley ou futebol na quadra? Alguns se arrebentaram, estragaram calças, ralaram o joelho. É, acho que podemos dizer que demos o sangue na faculdade sim! Do nosso jeito, mas demos. Eram intervalos que todos se uniam na quadra ou na arquibancada. Na torcida ou dos dois lados da rede. Ali não havia divergências nem estresses. E o melhor, não havia computadores travando! Pagemakers lerdos. A brisa era natural e no rosto e não do ventilador que não vencia o calor, ainda mais naquele estúdio de rádio que era quase uma sauna privativa dos cursos de comunicação.
E o temido TCC? Que medo dessa sigla quando o terceiro ano estava pra acabar. É um terror feito até mesmo pelos professores. Ainda mais por nós mesmos. Um bicho de 20 cabeça. Literalmente um enigma: decifra-me ou te devoro. Mas foram trabalhos elogiados. Todos com notas acima da média. Uma produção ímpar. Ai também, cada um pulando suas próprias barreiras para ouvir, depois de um ano inteiro, ou melhor, quatro anos, aquele última nota. O veredicto final. O sinônimo de dizer: parabéns, você é jornalista.
Um reconhecimento que é fruto da dedicação de vários professores. Sem a cobrança e os famosos deadlines, ou datas limites para entrega de trabalhos e matérias, nada teria graça. E as gírias? Vamos amarrar? E o São Paulo mais uma vez campeão. Shiiiiiu. Cada um com suas particularidade que nos faziam sorrir e estimulava o pensamento crítico que um jornalista deve ter perante a sociedade e os acontecimentos. Uma responsabilidade sem igual. Cada um com suas afinidades, devemos muito a esses professores que estavam ali, todas as noites dividindo suas experiências e conhecimentos, preocupados com a formação de mais uma leva de jornalistas, o futuro da imprensa.
Além deles, não há um colega ou amigo em toda a sala que não tenha feito parte do crescimento pessoal do outro. Seja por meio de brigas ou abraços. Ajudaram na reflexão pessoal, no apoio para seguir em frente e não desistir do sonho de estar aqui hoje, todos juntos nos formando, aproveitando o nosso dia e de mais ninguém.
Somos nós os vencedores. Foram amizades e laços fortes construídos durante esses anos. Primeiras impressões que se desmancharam, confidencias trocadas e o apoio de verdadeiros amigos que conquistamos durante o curso de jornalismo. São lembranças e amizades que o tempo vai demorar para apagar. Não são lançadas ao vento a fim de se perderem entre as memórias de cada um. Esses dias ficarão marcados para sempre na reportagem que cada um lê de sua própria vida.
Essa pauta não tem fim. Os caminhos, suítes ou desdobramentos deste texto são diversos. Cada um agora irá seguir o seu próprio caminho. Somos como barcos que estavam ancorados. Agora prontos para ganhar a imensidão do mar.
Sucesso para nós.
Alguém fez uma pesquisa da história de cada um e colocou ali em imagens ou palavras. Na maioria delas terão alguns elementos básicos que vão se repetir. Os primeiros passos depois de arrastar o joelho por toda a casa, os primeiros doces e as primeiras primeiras coisas que todos experimentamos.
Algumas são mais marcantes. Um uniforme no qual o shorts combina com a camiseta e a lancheira pendurada no ombro. Na época onde os passos eram curtinhos. Caminhando em direção ao portão olhávamos para trás animados ou tristes. Estamos indo para escola! Que conquista. Novos amigos, professoras... vamos escrever, vamos ler, vamos aprender! Lembra? É o primeiro dia da primeira série. Foi o primeiro sentimento de liberdade. Pode ter sido difícil se separar da mãe ou do pai. Deixá-lo dentro do carro ou no portão de casa e rumar para um ambiente novo e diferente.
Alguns anos já se passaram, é óbvio. Poucas são as chances que temos para olhar para trás. Essa é a reportagem da nossa vida. Afinal, agora somos aptos a fazer uma reportagem com todos seus elementos, suas técnicas, arte e ciência, como já disse um dos estudiosos que lemos há exatos quatro anos atrás.
O que colocariam nesse texto, ou nessas imagens e sons? O primeiro dia de aula no ensino médio. As baladinhas da adolescências. Namorados ou namoradas. Ou então, as manifestações políticas que cada um participou, especialmente aquelas que a experiência é superior à maioria de nós.
Seja lá quais foram os principais acontecimentos e depoimentos que cada um iria encontrar nessa reportagem, uma retranca ou capítulo seria igual para todos. O título poderia ser “Os melhores anos de nossa vida”. Afinal, a época da faculdade é vista assim por muitos.
Essa turma de jornalismo que hoje está aqui com a beca e capelo passou quatro anos juntos. A maioria deve se lembrar ainda do primeiro dia de aula. A ansiedade de ver quem estará sentado naquelas carteiras. Quem seriam os professores, os livros que teríamos que ler e as notícias que iríamos escrever. E com certeza se lembram daquele trote. Farinha voando de todo lado, tinta guache no cabelo e na orelha. A festa dos calouros quando estávamos andando pela faculdade conhecendo as instalações.
É pessoal. Naquele dia parecia que uma eternidade ainda estaria pela frente. Seriam 47 meses. Textos, textos e mais textos. Sem dúvida alguma, o xérox da faculdade foi mais visitado até que a cantina. Filas enormes, senhas que demoravam para chegar, e dinheiro, haja dinheiro para todas aquelas fotocópias.
Acima de tudo isso, todas as conquistas que juntos conseguimos. No primeiro ano era teoria atrás de teoria, papers e termos complicados na aula de economia, datas na história da comunicação entre várias coisas. Tanto que de lá para cá o número de alunos diminuiu. Alguns desistiram mesmo, mas infelizmente a situação financeira de alguns não colaborou para eles estarem aqui na frente, sentados do nosso lado. Mas estão no coração de seus amigos que sentiram as perdas ao longo dos novos semestres com a lista de chamada menor.
E o nosso primeiro jornal? As matérias preto no branco. Finalmente sentindo um pouco do que realmente é ser jornalista. Uma emoção digna de relato. Aquele tablóide em nossas mãos, distribuindo pela faculdade. Assumindo o papel dos jornaleiros-jornalistas. “Ei, vejam o que produzimos! Fui eu quem escrevi isso aqui. Extra, extra. Leia, é legal!”
Seria bom se tudo fosse só glórias. Mas a glória nossa de cada dia é feita com o sacrifício de nossas escolhas. Provas, provas e mais provas. Conceitos, termos, técnicas, nomes, teorias... e se não bastasse, nossa vida pessoal ainda. Aqueles que viajaram todos os dias para ir até a faculdade. Seja ônibus, van, moto, a pé, carro. Cada um da forma como podia, como conseguia, com o jeitinho que dava. Podemos até reclamar que foi difícil e complicado, mas foram esses desafios que nos formaram. Foram aqueles primeiros textos, as primeiras teorias que colocaram a base para o profissional que cada um é hoje.
Mas muita coisa boa fica tatuado em nossa memória também. Quem não jogou voley ou futebol na quadra? Alguns se arrebentaram, estragaram calças, ralaram o joelho. É, acho que podemos dizer que demos o sangue na faculdade sim! Do nosso jeito, mas demos. Eram intervalos que todos se uniam na quadra ou na arquibancada. Na torcida ou dos dois lados da rede. Ali não havia divergências nem estresses. E o melhor, não havia computadores travando! Pagemakers lerdos. A brisa era natural e no rosto e não do ventilador que não vencia o calor, ainda mais naquele estúdio de rádio que era quase uma sauna privativa dos cursos de comunicação.
E o temido TCC? Que medo dessa sigla quando o terceiro ano estava pra acabar. É um terror feito até mesmo pelos professores. Ainda mais por nós mesmos. Um bicho de 20 cabeça. Literalmente um enigma: decifra-me ou te devoro. Mas foram trabalhos elogiados. Todos com notas acima da média. Uma produção ímpar. Ai também, cada um pulando suas próprias barreiras para ouvir, depois de um ano inteiro, ou melhor, quatro anos, aquele última nota. O veredicto final. O sinônimo de dizer: parabéns, você é jornalista.
Um reconhecimento que é fruto da dedicação de vários professores. Sem a cobrança e os famosos deadlines, ou datas limites para entrega de trabalhos e matérias, nada teria graça. E as gírias? Vamos amarrar? E o São Paulo mais uma vez campeão. Shiiiiiu. Cada um com suas particularidade que nos faziam sorrir e estimulava o pensamento crítico que um jornalista deve ter perante a sociedade e os acontecimentos. Uma responsabilidade sem igual. Cada um com suas afinidades, devemos muito a esses professores que estavam ali, todas as noites dividindo suas experiências e conhecimentos, preocupados com a formação de mais uma leva de jornalistas, o futuro da imprensa.
Além deles, não há um colega ou amigo em toda a sala que não tenha feito parte do crescimento pessoal do outro. Seja por meio de brigas ou abraços. Ajudaram na reflexão pessoal, no apoio para seguir em frente e não desistir do sonho de estar aqui hoje, todos juntos nos formando, aproveitando o nosso dia e de mais ninguém.
Somos nós os vencedores. Foram amizades e laços fortes construídos durante esses anos. Primeiras impressões que se desmancharam, confidencias trocadas e o apoio de verdadeiros amigos que conquistamos durante o curso de jornalismo. São lembranças e amizades que o tempo vai demorar para apagar. Não são lançadas ao vento a fim de se perderem entre as memórias de cada um. Esses dias ficarão marcados para sempre na reportagem que cada um lê de sua própria vida.
Essa pauta não tem fim. Os caminhos, suítes ou desdobramentos deste texto são diversos. Cada um agora irá seguir o seu próprio caminho. Somos como barcos que estavam ancorados. Agora prontos para ganhar a imensidão do mar.
Sucesso para nós.
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